Em Audiência Pública, representante do Sindicombustíveis afirma desconhecer suposto cartel praticado em Petrolina

(Foto: Blog Waldiney Passos)

Na manhã desta quarta-feira (27), autoridades, parlamentares e representantes da Sociedade Civil estiveram reunidos na Casa Plínio Amorim para discutir a política de preço dos combustíveis estabelecida no município de Petrolina (PE).

Segundo dados da Agência nacional de Petróleo (ANP), Petrolina ocupa o primeiro lugar entre as cidades pernambucanas em que os postos de combustíveis obtiveram a maior margem na venda de gasolina. Em média esses postos compram a gasolina a R$ 3,746 e vendem ao consumidor pelo preço de R$ 4,829.

Demanda popular

O requerimento Nº 001/2019 que propôs a audiência, é de autoria do vereador Ronaldo Cancão (PTB). Para ele, o preço do combustível no município é tido como abusivo pela população, e a Câmara Municipal é o local de debate sobre as demandas do povo.

“A gente fala aqui a língua das pessoas, nós transmitimos o sentimento das pessoas, aqui se arrasta  há mais de sete anos a demanda de que o combustível de Petrolina é o mais caro de Pernambucano. Por exemplo, qual a razão de Rajada ter um combustível mais barato do que em Petrolina. Precisa chegar à sociedade, a verdade”, disse Ronaldo Cancão sobre a finalidade do evento.

Sindicado descarta existência de cartel

Questionado sobre a existência de um suposto “cartel dos combustíveis” em Petrolina , o advogado do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis), Luiz Ricardo de Castro Guerra afirmou que desconhece essa informação.

“Eu não conheço a realidade de Petrolina, eu acredito que essa informação não procede, acho que o preço, cada revendedor, cada empresário tem a condição de fazer essa formatação. […] É muito difícil uma atividade com a carga tributária elevada, como é no setor de combustíveis, onde ela é toda substituída, o empresário não tem condições de escolher, pago ou não pago. Em determinados setores você pode simplesmente sonegar ou deixar de pagar, no caso do setor de combustíveis todo o tributo é recolhido antecipadamente, então antes da venda, esse tributo já está recolhido. Sinceramente, acho puco provável a procedência dessa informação,” disse.

Preço afeta atividade de mototaxistas

Para Josivaldo Manoel Barros, que representou a Associação de Mototaxistas de Petrolina, a realidade não condiz com a afirmação do Sindicombustíveis, já que o abuso no preço dos combustíveis, atinge diretamente o lucro de quem depende do produto para prestar serviços.

“Quando aumenta o combustível, tudo que é transportado aumenta, a gente não teve um aumento que uma coisa pudesse compensar a outra, a gente está desde 2014 sem fazer reajuste. Então, esse preço é um desfalque muito grande no orçamento de quem precisa abastecer o veículo para trabalhar”, conclui.

Um Comentário

  • José Florencio Coelho Filho

    27 de fevereiro de 2019 at 14:43

    Faz uma planilha de custos: preço de aquisição; tributos; frete; outras despesas e margem de lucro da atividade ou da empresa. O preço de venda vai aumentar ou diminuir, a depender da localização da empresa. Para esclarecer basta demonstrar isso. Fica evidente que não há boa vontade.

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