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Em dia de manifestação nacional, Petrolina realiza ato contra cortes na educação

Estudantes levaram cartazes e criticaram cortes (Foto: Blog Waldiney Passos)

A quarta-feira (15) é um dia de manifestação nacional pela educação. Estudantes, professores e servidores técnicos administrativos das universidades públicas e instituições federais se reúnem em capitais e cidades do interior, para denunciar a defasagem nas instituições e protestar contra os cortes anunciados pelo Ministério da Educação (MEC).

Petrolina não ficou de fora e a Praça do Bambuzinho recebe o ato público que conta com a participação de alunos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Universidade de Pernambuco (UPE) e IF-Sertão, além de estudantes do ensino médio, prestes a ingressar na academia.

“Estamos todos contra o corte na educação”, dizia uma dos cartazes levantado por uma aluna, acompanhada de sua mãe na manifestação. De acordo com o presidente do Sindicato dos Docentes da Univasf, SindUnivasf, Adalton Marques, a paralisação de hoje é um chamamento para a greve geral de 14 de junho.

“Esses atos são uma resposta quase que imediata no anúncio do corte, chamado pelo ministro da Educação de contingenciamento, mas na verdade é um corte, que inviabiliza as universidades públicas. Eu diria que é um corte na educação, é de conhecimento público que os cortes no ensino básico está sendo mais grave que o público. A gente se opõe a esse corte em uma área estratégica. A gente não constrói um país se não investir na nossa juventude”, afirmou ao Blog.

UPE também sofre consequências

Apesar de ser mantida pelo Governo de Pernambuco, a UPE também sente os problemas financeiros, como explica o professor Moisés Almeida. “Os cortes na UPE estão acontecendo desde o primeiro ano do governo de Paulo Câmara, ontem ele anunciou que está aumentando o recurso da universidade e isso é mentira. Para poder a universidade funcionar ela deve receber R$ 35 milhões reais ano, agora ele está liberando R$ 27. Os impactos estão sendo muito visíveis“, pontuou.

Os manifestantes continuam reunidos na Praça do Bambuzinho e devem seguir em caminhada pelas ruas do Centro de Petrolina. Centrais sindicais como a CUT, SINDSEMP, SINTEPE e dos Comerciários também se fazem presentes e levaram a pauta da reforma da Previdência para o protesto. Durante a tarde um novo ato público, dessa vez no Campus da Univasf de Juazeiro será realizado.