Falta de água, regularização do matadouro e mais incentivos para os produtores rurais foram pautas de Vilmar e Ítalo com secretário estadual da Agricultura

Mesmo sabedores de que as questões hídricas são de responsabilidade direta do governo federal via ministério da Integração Nacional que tem como gerenciadora, a Agência Nacional de Águas (ANA), sendo o governo estadual co-responsável, Vilmar Cappellaro e Ítalo de Vilma, prefeito e vice eleitos, da cidade de Lagoa Grande (PE), no Vale do São Francisco, estiveram reunidos esta semana com o secretário estadual da Agricultura, Nilton Mota, onde alertaram sobre o grave problema da seca na região e a falta do matadouro público na cidade.

“Alertamos mais uma vez ao governo de que sem o bem mais precioso, á água, nada se faz. Precisamos juntos, encontrar caminhos para levar água até as famílias e aos produtores. Principalmente das regiões sequeiras. Precisamos também resolver urgentemente sobre a regularização e operação do matadouro municipal. Este serviço é fundamental para a geração de renda dos marchantes além de ser um instrumento de saúde pública. Conversamos também com Nilton Mota, sobre o fortalecimento de ações para os pequenos produtores rurais e o secretário se mostrou bastante disposto a nos ajudar nestas ações que são emergenciais para a cidade”, declarou o novo Prefeito Cappellaro.

Presente a reunião também estava o secretário executivo da Agricultura Familiar, José Cláudio. O vice-prefeito reforçou a questão da água. “Na questão da água, penso que colocar água na casa do povo é dever do Estado brasileiro (governo federal e estadual). Sabemos que hoje, 6% de toda população brasileira está sem água potável. Todos os cidadãos e as cidadãs desse país têm que ter acesso à água potável. A falta de água de qualidade está diretamente ligada às doenças que atingem às nossas crianças”, lembrou Ítalo de Vilma.

A ONU aponta que cerca de 70% de toda a água disponível no mundo – que já não é muita – é utilizada para irrigação.  A seca no Nordeste acontece não apenas em períodos de estiagem, como também em inverno regular. Ela é histórica devido à falta da gestão eficiente, de infraestrutura e de vontade política. É preciso repensar a convivência entre o semiárido e o desenvolvimento de tecnologias. Medidas como, captação e estoque de água de chuvas; práticas de conservação do solo; e descentralização do acúmulo de água, são algumas medidas para garantir a permanência das famílias no campo e promover a agricultura familiar.

Com informações da ASCOM

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