Gilmar Santos critica truculência de policiais; PM rebate e diz que agentes foram agredidos

Confusão teve início por causa de imagens registradas durante ação policial (Foto: ASCOM/Vereador Gilmar Santos)

O vereador Gilmar Santos (PT) participou do programa Super Manhã com Waldiney Passos nessa segunda-feira (25) relatou em detalhes da ação policial realizada na noite do último domingo (24), no CEU das Águas, no bairro Rio Corrente, em Petrolina quando foi registrada uma confusão que terminou na delegacia.

Segundo Gilmar, a ação dos policiais do 2º Batalhão Integrado Especializado (BIEsp) foi o principal fator para a ocorrência ter tomado grandes proporções. No local estava sendo realizada uma atividade da Cia Biruta de Teatro, dentro da programação do Novembro Negro, quando um homem suspeito de estar armado – segundo a PM – entrou no local.

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“Quando eu chegava no local onde estava acontecendo uma feira, eu vi que um policial adentrou no local e mais dois estavam no espaço tipo uma quadra. As pessoas ficaram assutadas porque os policiais entraram de arma em punho. A gente observou que eles abordaram um senhor negro, segundo eles um suspeito. Eles tinham recebido uma denúncia, fizeram a abordagem e logo em seguida liberaram esse senhor”, contou o edil.

De acordo com Gilmar, tudo mudou quando um dos policiais militares percebeu que havia uma pessoa filmando a abordagem. “A Karol [Souza] que é da Associação das Mulheres Rendeiras e faz parte da Rede de Comunicadores Populares, estava cobrindo o evento e na ocasião ela filmou a ação desse policial. Ele não gostou, disse que ia apreender o celular dela e que ela seria detida”, disse.

Conforme relatou o vereador, os policiais usaram spray de pimenta, agrediram fisicamente jovens presentes no evento e prenderam Karol com mais duas pessoas, que tentavam proteger a comunicadora popular. Gilmar também acabou detido na confusão.

Polícia Militar rebate versão do vereador

Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco deu uma versão diferente da apresentada pelo vereador. Segundo a PM, o 2º BIEsp foi acionado para verificar uma ocorrência de um homem ameaçando populares com arma de fogo no Rio Corrente.

A PM alega ter agido dentro da técnica policial e que os presentes no evento “passaram a dar uma conotação de discriminação racial à abordagem”. Em relação à Karol, a nota destaca que foram solicitadas as imagens feitas por ela, como prova de que não houve nenhum tipo de violência na ação. “Como ela recusou, foi comunicado que ela iria para a Delegacia para ser apresentada ao delegado. Neste momento, a multidão passou a agredir os policiais, chegando a ferir um deles e rasgar a farda de outro“, continua a nota.

A PM ainda esclareceu que apenas os dois homens citados por Gilmar foram presos e que orientou os policiais supostamente agredidos a registrarem queixa por lesão corporal. Confira a nota:

A Polícia Militar informa que foi acionada, através do 2º BIEsp, para verificar uma ocorrência de um homem ameaçando populares com uma arma de fogo, no bairro Rio Corrente, em Petrolina. Ele foi identificado em um evento, descoberto depois que se tratava de uma comemoração ao Dia da Consciência Negra, que acontecia em uma quadra, com cerca de 80 pessoas, e foi abordado dentro da técnica policial.

Os presentes, então, passaram a dar uma conotação de discriminação racial à abordagem. Como foi notado que uma mulher estava filmando a atuação do efetivo, e foi solicitado a ela as imagens para serem usadas como prova de que não houve nenhum tipo de violência na ação. Como ela recusou, foi comunicado que ela iria para a Delegacia para ser apresentada ao delegado. Neste momento, a multidão passou a agredir os policiais, chegando a ferir um deles e rasgar a farda de outro.

Dois homens foram detidos por desobediência, mas um vereador da cidade abraçou a ambos e informou que iriam todos juntos. Dessa maneira, foram conduzidos e os policiais foram orientados a formalizar uma queixa pelas lesões causadas.

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