Miguel Coelho afirma que até ameças de morte recebeu para não contratar nova empresa de ônibus para Petrolina

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Durante o evento de entrega do títulos de posse no bairro João de Deus, o prefeito Miguel Coelho falou das dificuldades que enfrentou para ofertar a população um transporte de qualidade. Afirmando não ter não contra os atuais donos das empresas que operam o serviço em Petrolina, Miguel informou ter sido até ameaçado de morte para não levar à frente o processo para contratação de uma nova empresa e que, apesar das ameaças e da pressão, em dezembro deverá está desfilando com 83 novos ônibus, dando mais qualidade no transporte público à população petrolinense.

“Passou do tempo de Petrolina ter ônibus de qualidade para atender nossa população. Falaram que a gente não iria conseguir, briguei com muita gente, fui ameaçado por todo tipo de gente, até de morte me ameaçaram dizendo que eu não iria tirar empresa de ônibus. Não tenho nada contra seu Leãozinho nada contra a empresa Viva Petrolina, mas aqui este tipo de serviço não era digno do morador de Petrolina, não era digno da comunidade do João de Deus que trabalha cedo, acorda no batente às 5 horas da manhã para pegar um ônibus que quebra direto não sabe se chega no centro. Nós fizemos uma nova licitação, em outubro estarei indo para o Rio de janeiro  visitar os ônibus e em dezembro o Galeguinho vai está desfilando com 83 ônibus novos aqui em Petrolina”, afirmou.

Um Comentário

  • Roberto José

    12 de setembro de 2019 at 11:13

    Acredito sim que ele sofreu ameaças de morte! O que se veem hoje no transporte público de Petrolina são duas empresas que pouco contribuíam para a qualidade do serviço, ofertando ônibus muitas vezes em péssimo estado de conservação, além de sujos e antigos. O prefeito anterior bem que tentou, mas tudo o que conseguiu foi trazer a Viva Petrolina, que conseguia, em algumas situações, superar a má prestação do serviço da Joalina. A promessa à época era que viriam ônibus novos, mas o que se viu foram muitos ônibus usados e velhos. O empresário citado pelo prefeito tem fama de agir como um “coroné” saído dos contos de um passado não muito distante do sertão brasileiro, por vezes agindo como se autoridade fosse, acima das instituições constituídas. É sabido e notório que a referida empresa que o tal comanda foi executada judicialmente por não pagar o INSS dos funcionários, e que por isso foi criada a empresa Girassol transportes( do mesmo dono), que comprava ônibus usados e alugava-os à Joalina, que detinha a concessão do serviço, tornando-a mais enxuta, evitando-se a acumulação de bens para serem atingidas pela execução fiscal; inclusive foi a Girassol e não a Joalina que participou da licitação da prefeitura, uma vez que esta não detinha certificado de regularização previdenciária. Devemos reconhecer a coragem do prefeito em tocar a licitação e de resistir às pressões que acredito foram muitas. Mexer com um poder econômico constituído sempre é muito arriscado, ninguém quer perder a boquinha; e isso pode despertar os instintos mais primitivos naquele que a perde.

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