Polícia Civil detalha operação que prendeu cinco pessoas durante concurso em Petrolina

Delegados Gregório Ribeiro (centro) e Isabella Cabral (dir.) deram detalhes das investigações (Foto: Blog Waldiney Passos)

A Polícia Civil apresentou hoje (1°) detalhes da Operação Test Failed – que ontem prendeu cinco pessoas por tentativa de fraude no concurso da Guarda Civil de Petrolina. De acordo com o delegado Gregório Ribeiro, um dos responsáveis pela investigação, os trabalhos tiveram início em maio, quando a prova deveria ter sido aplicado pela primeira vez.

Nesses 60 dias os trabalhos seguiram, aguardando o momento para deter os envolvidos em flagrante. “Os candidatos estariam contratando um cabeça para transcrever o gabarito, esse cabeça era o professor Dionísio. Cada candidato pagaria R$ 10 mil reais quando saísse a lista e eles estivessem aprovados”, explicou Ribeiro.

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Dionísio Felipe dos Santos Júnior foi detido em sua residência, no bairro Jatobá 2 com um gabarito respondido por ele após receber fotos da prova, enviada pelos candidatos. Ele estava acompanhado de Joilton Feitosa, um policial militar que também foi preso. A dupla repassaria as respostas aos candidatos que contrataram o serviço.

Aparelhos celulares e gabaritos foram apreendidos na ação (Foto: Blog Waldiney Passos)

Ainda segundo a Polícia Civil, três candidatos foram presos, mas não chegaram a receber as respostas. Secretário de Segurança Pública de Petrolina, José Silvestre também participou da coletiva e fez questão de frisar que a operação da polícia evitou que a fraude fosse consumada.

“Houve detidos que foram identificados pelo sistema de controle estabelecido pela banca. Um escondido na cueca, com a intenção de receber. Esse trabalho foi feito pelos delegados Daniel [Moreira] e Gregório, eles já estavam fazendo monitoramento das pessoas. Era necessário que nos pudéssemos idênticas para poder punir”, disse Silvestre.

Investigações continuam

A anulação do certame, até o momento é descartada pela Prefeitura de Petrolina. Para a delegada seccional, Isabella Cabral, o que cabe a polícia continuará sendo feito e os procedimentos do certame dizem respeito à banca examinadora. “A polícia investiga o possível delito, nosso trabalho continua e qualquer nova situação vai ser atirada e serão tomadas as medidas cabíveis”, ressaltou.

Outros candidatos estão sendo investigados a respeito da fraude, contudo os que foram presos ontem responderão perante à Justiça. Eles passaram por audiência de custódia nessa manhã. Já Dionísio e Joilton foram presos pelo crime consumado.

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