“Será se Petrolina que é a capital da uva e da manga vai se destacar como a cidade que mata criança?”, questiona tio de irmãos assassinados

Wanderson fez discurso marcado por críticas à falta de políticas públicas (Foto: Blog Waldiney Passos)

Tio dos irmãos Gustavo e Emanoel, mortos de forma brutal em Petrolina, Wanderson Luiz dos Santos foi convidado a participar da sessão dessa quinta-feira (4) na Casa Plínio Amorim. Em um discurso forte, ele chamou atenção do Poder Executivo e Legislativo para trabalhar em prol de políticas públicas aos mais carentes.

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Antes de utilizar a Tribuna Livre ele conversou com o Blog Waldiney Passos disse que a mãe dos irmãos não tem estrutura emocional para ficar na casa onde residia com os filhos e criticou os comentários os quais tentam desmerecer os jovens torturados e mortos.

“Independentemente de que eles tenham feito ou não algum delito, isso não vem ao caso. Eram apenas crianças de 13 e 11 anos, foram assinadas com requinte de crueldade. Não é a segunda vez que crianças tão morrendo, já teve o jovem Alisson [Dantas] morto a facadas e teve a menina Beatriz [Mota] morta em um colégio. O que está acontecendo em Petrolina? Será se Petrolina que é a capital da uva e da manga vai se destacar como a cidade que mata criança?”, afirmou.

Wanderson lembrou o fato de um dos irmãos ter dado entrada no Conselho Tutelar, contudo, o município não ofereceu suporte à família e criticou a falta de assistência social. “É muito fácil dizer que as crianças estavam roubando e matando; e o que os nossos governantes estão fazendo? Será se estão dando garantia a essas crianças, no Cacheado onde essas crianças moravam tinha uma praça ou algum ponto de lazer para essas crianças?“, questionou Wanderson.

Investigações

Apesar da brutalidade dos assassinatos, Wanderson acredita que em breve a Polícia Civil dará respostas sobre as investigações. “Quem tiver informações, ligue para a polícia porque nós da família já estamos desesperados. O delegado [Magno] está fazendo um trabalho muito bom, eu creio que a nossa Polícia Civil dará um esclarecimento, ele é um delegado muito competente”, disse.

Apoio da Câmara

Por fim, o tio fez uma revelação: o único suporte recebido pela família dos irmãos veio da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara de Vereadores. “O único acompanhamento efetivo que estamos tendo é da Comissão e da Polícia Civil”, pontuou.

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