Dados do IBGE apontam crescimento de abate de bovinos, suínos e frangos

(Foto: Arquivo/Agência Brasil)

O resultado do segundo trimestre de 2019 para a pecuária mostra que o abate de bovinos no país aumentou 4,1%, o de suínos 5,1% e o de frangos 3,6%, na comparação com o mesmo período de 2018. Os dados foram divulgados hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao primeiro trimestre de 2019, o abate de bovinos cresceu 2,4%, o de suínos subiu 0,7% e o de frangos caiu 1,5%.

No período analisado, foram abatidas 8,08 milhões de cabeças de bovinos, com uma produção total de 2,01 milhões de toneladas de carcaças, uma alta de 3,6% em relação ao primeiro trimestre e de 5,5% em comparação com o segundo trimestre de 2018.

LEIA MAIS

MPPE emite nota sobre a regularização do abate em Petrolina

MPPE

Nesta quarta (25), o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da promotora de Justiça de Defesa do Consumidor de Petrolina, Ana Cláudia de Sena Carvalho, reuniu-se com representantes da Adagro, da Apevisa e com o advogado da empresa ABATAL e GMJ Distribuidora de Carnes EIRELI ME; com a finalidade de discutir a Notícia de Fato que trata de uma possível ausência de cadastro no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Agropecuária (SISBI-POA) pela ABATAL e GMJ.

O advogado do abatedouro de Juazeiro(BA) informou que a ABATAL está habilitada e possui o SISBI-POA mediante liminar judicial. Já a GMJ está habilitada e possui o SIE da Bahia. A chefe regional da Adagro, Maria do Carmo Freitas Sá, informou, na ocasião, que esteve na Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) e teve a notícia de que a ABATAL possui o SISBI-POA, mediante liminar, e desta forma a carne proveniente dos animais abatidos pela referida empresa poderão entrar em Petrolina. Também foi checado a atividade econômica principal pelo CNPJ do ABATAL e a sua regularidade na Junta Comercial da Bahia.

Na reunião, ficou acordado que a empresa que realizará os abates dos animais oriundos de Petrolina será a ABATAL, que tem o SISBI-POA. O MPPE concedeu o prazo de 48 horas para que o advogado da ABATAL e GMJ apresente certidão expedida pela Vara da Fazenda com relação a validade da liminar expedida.

LEIA MAIS

Abate irregular de animais: Matadouro de Juazeiro engana MPPE e Adagro

BOMBAO fechamento do matadouro de Petrolina está trazendo grandes revelações sobre o expediente fraudulento que alguns envolvidos estavam praticando, chegando inclusive a enganar o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Agência de Defesa Agropecuária de Pernambuco (Adagro).

Semana passada, através de despacho do Ministério da Agricultura enviado ao gabinete do deputado federal Adalberto Cavalcanti (PTB), a população de Petrolina tomou conhecimento que a empresa GMJ Distribuidora de Carnes EIRELI-ME (Abatedouro de Juazeiro) não tinha os selos SISBI nem  SIF que autoriza a comercialização de carnes entre Estados e conseguiu enganar inclusive o Ministério Público de Pernambuco.

Desde janeiro quando começaram os abates em Juazeiro (BA), as carnes enviadas  para Petrolina estão sem o selo.

As carnes de bode comercializadas na região estão irregulares, sem a devida inspeção, que é determinada pelo Ministério da Agricultura, ou seja, estão sendo comercializadas de forma clandestina, vez que a empresa não tem também CNAE para o abate, sendo deste modo os comerciantes também lesados, pois não sabiam de tamanha irregularidade.

Ao tomar conhecimento da falta dos selos que autorizam a comercialização legal, o Ministério Público de Pernambuco concedeu um prazo de 48h para que a GMJ Distribuidora de Carnes, apresente justificativa informando o motivo pelo qual comercializava essas carnes de modo irregular.

Segundo o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica a empresa GMJ Distribuidora de Carnes IRELI-ME, só tem como atividade principal Comércio Atacadista de Carnes Bovinas e Suínas e secundárias – Comércio varejista de Carnes- Açougues e Preparação de  subprodutos do abate -, não constando portanto, o abate de animais como vinha praticando.

CNPJ MATADOURO JUAZEIRO

Por outro lado, as perguntas que não querem calar são: porque o MPPE permitiu que fosse fechado o matadouro da cidade de Petrolina, se não tinha outra opção  legal para abate? Por que Vigilância Sanitária do Município está conivente com esse absurdo? E por que a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), que emite o selo da SISBI, não informou a Adagro sobre a irregularidade?

Enquanto isso, os marchantes de Petrolina estão com suas atividades paradas, sem aferir nenhuma renda de modo que o prejuízo aos que foram submetidos só tem aumentado, por conta da insensibilidade dos responsáveis pelo fechamento do matadouro municipal.

“Nossa vida tem sido de muita luta, porque tínhamos um trabalho, agora estamos todos quebrados devendo a fornecedores, parados e sem rumo. Esperamos que depois de tudo isso o Ministério Público e a prefeitura de Petrolina, se conscientizem de que a melhor saída é a reabertura urgente do nosso matadouro. Lá em Juazeiro não tínhamos direito ao couro, eles abatem e ficam com o couro, até as fateiras que vendiam buchos, mocotó, fígado e demais miúdos estão paradas porque o frigorífico fica com tudo”, informou um dos marchantes.

Bombástica: empresa não tem autorização para abater animais em Juazeiro-BA

exclusiva

Animais estão sendo abatidos em Juazeiro de forma irregular

Uma verdadeira bomba a informação que acabamos de receber em primeira mão na redação deste Blog. A empresa GMJ Distribuidora de Carnes EIRELI-ME (Matadouro de Juazeiro), além de não faz parte da relação do Cadastro de Inspeção Federal – SIF, nem do SISBI- Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal, conforme comprovação de despacho do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, através do Departamento  de Inspeção de Produtos de Origem Animal- DIPOA-SDA, também não está registrada no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica com atividade de abate, tendo apenas como atividade econômica principal o “Comércio Atacadista de carnes bovinas e suínas e derivados” e atividades secundárias: “Comércio Varejista de Carnes (açougues) e Preparação de subprodutos do abate”. Portanto, a carne oriunda de Juazeiro é comercializada em Petrolina de forma irregular e com anuência da Vigilância Sanitário do Município.

A matéria completa você vai conferir em instantes.

Audiência discute abate clandestino e fechamento de matadouro público em Petrolina

audiência pública sobre o abate clandestino de animais no Sertão do São Francisco e o fechamento do matadouro público de Petrolina/Toto: Ivaldo Reges

Audiência pública debaterá sobre o abate clandestino de animais no Sertão do São Francisco e o fechamento do matadouro público de Petrolina/Toto: Ivaldo Reges

A Assembleia Legislativa de Pernambuco, por iniciativa do deputado estadual Miguel Coelho (PSB),  realiza nesta sexta-feira (06), uma audiência pública sobre o abate clandestino de animais no Sertão do São Francisco e o fechamento do matadouro público de Petrolina. As questões serão discutidas a partir das 10h, na Câmara de Vereadores de Petrolina.

Na audiência, serão ouvidos parlamentares, representantes do Governo do Estado, Ministério da Agricultura, Ministério Público, Adagro, prefeituras sertanejas, universidades e associações de marchantes e de trabalhadores rurais. Os participantes discutirão soluções para combater o aumento do abate clandestino de animais na região, medidas que coíbam o consumo de carne sem devido tratamento, além de alternativas para um novo matadouro que atenda as cidades do São Francisco.

Segundo Miguel Coelho, que preside a Comissão de Agricultura, a audiência será um ponto inicial do trabalho do colegiado para cobrar da Prefeitura de Petrolina respostas para essas questões e maior fiscalização sanitária no Sertão. “Chegamos numa situação que afeta a saúde pública não só de Petrolina, mas da região do São Francisco, pois vários municípios eram abastecidos pelo matadouro. Todos os dias recebemos denúncias de abate sem condições de higiene e cobraremos uma postura efetiva da Prefeitura, que tem simplesmente negligenciado um problema sanitário grave. Depois de ouvirmos todos, vamos dar encaminhamentos a essa questão para que os moradores e produtores tenham alguma perspectiva de volta à normalidade”, adianta o deputado socialista.

LEIA MAIS