Ronaldo Cancão responde pais de Beatriz: “Não queiram encontrar mais um culpado”

Vice-presidente da Câmara respondeu aos pais de Beatriz (Foto: Jean Brito/CMP)

“Não conheço Allinson, não sei onde ele mora”. Foi assim que o vereador Ronaldo Cancão (PTB) se manifestou sobre a nota dos pais de Beatriz Angélica Mota que criticava o edil por ter permitido a presença de Wank Medrado na Casa Plínio Amorim na sessão da última terça-feira (8).

Segundo o vereador, a postura dos pais em repudir a Câmara de Vereadores abalou seu estado emocional ao ser apontado por algo que não tem culpa – a morte de Beatriz. “A mãe tem todo meu sentimento, o pai tem toda minha solidariedade, mas não queiram encontrar mais um culpado. Eu não assassinei Beatriz, eu abri as portas como vereador para receber ela como mãe, sofrida, machucada e querendo a verdade”, explicou.

Cancão foi além e lembrou que a Câmara sempre apoiou o casal, inclusive dando suporte financeiro na busca por informações sobre o assassino. “Sabe quem defendeu para levantar o dinheiro para encontrar o autor do crime? R$ 5 mil foi o Estado, levantei da minha cadeira e fui junto à Cristina Costa, quem fez essa campanha fui eu e Cristina”, continuou.

Confira a seguir a resposta do vereador:

Caso Beatriz: “O que se tem feito para prender Alisson?”, questiona Sandro Romilton

Família de Beatriz cobra respostas sobre morte da garota (Foto: Blog Waldiney Passos)

O Caso Beatriz voltou a ser destaque na imprensa local nessa semana, novamente tendo Alisson Henrique de Carvalho no centro das atenções. O ex-funcionário do Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora é suspeito de apagar imagens das câmeras de segurança no dia em que Beatriz Angélica Mota foi morta, em 2015 e segue foragido.

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Na quinta-feira (18) os pais de Beatriz receberam informações sobre a possível localização de Alisson. A Polícia Civil de Pernambuco, no entanto, não conseguiu localizá-lo na residência. A atuação da instituição de segurança foi criticada pelos pais da garota, conforme mostramos ontem.

Pai de Beatriz, Sandro Romilton conversou com o Blog Waldiney Passos e voltou a questionar a capacidade da Polícia Civil em continuar à frente do caso que completará quatro anos em dezembro.

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“Enquanto tivermos força, energia, dinheiro, o que for, não vamos parar”, disse Sandro Romilton durante cerimônia de sepultamento do corpo de Beatriz

(Foto: Blog Waldiney Passos)

6 de abril de 2019, mais um dia marcante para a família de Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais da menina Beatriz Angélica Mota, assassinada em dezembro de 2015, durante uma festa de formatura no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora em Petrolina (PE).

Neste sábado (06), o corpo de Beatriz foi exumado do cemitério da família, localizado na comunidade Lagoa da Pedra, zona rural de Juazeiro (BA), e transferido para o Memorial SAF em Petrolina.

Samira Mota, irmã de Beatriz, foi a primeira a chegar na cerimônia de sepultamento, prestigiada por familiares, amigos, e imprensa local. Em seguida, Sandro e Lucinha chegaram, bastante emocionada, ela não se conteve e abraçou a urna que depositava os restos mortais da filha.

Durante a cerimônia, Sandro Romilton falou sobre o que motivou a família a realizar a transferência do corpo da menina.

“Trazer Beatriz para Petrolina é necessário. Eu sempre repito, Beatriz nasceu em Juazeiro, mas foi morta em Petrolina, e isso não deve ser esquecido, um dos motivos que nos levou a trazer Beatriz para Petrolina foram as orações respondidas por Deus. E hoje, estamos trazendo o corpo físico dela, mas sua alma, seu espírito, traz um amor tão grande que vence qualquer tipo de ódio.”

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Mais da metade dos homicídios não são solucionados em Pernambuco

(Foto: Blog Waldiney Passos)

Apenas 48,7% dos homicídios registrados em Pernambuco entre 1º de janeiro e 5 de dezembro de 2018 foi solucionado. Ou seja, mais da metade dos crimes – 51,3% – no estado não tem elucidação causando dor e revolta nas famílias dos mortos.

Em 10 anos do Pacto pela Vida, entre 2007 e 2017, 2008 registrou o pior índice, quando apenas 37,7% dos crimes violentos foram solucionados. Já o melhor ano foi em 2014, com elucidação de 61,6%. Entre esses índices está o de Beatriz Angélica Mota, morta com 42 facadas dentro do Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora, em Petrolina, no ano de 2015.

São três anos de luta e busca por respostas que podem começar a vir com a aceitação do pedido de prisão preventiva de Alisson Henrique, ex-funcionário apontado pela Polícia Civil como responsável por obstruir as investigações. A audiência que julga o recurso apresentado pelo Ministério Público de Pernambuco será analisado nesta manhã, em Recife.

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Convenção do PSOL vai confirmar Lucinha Mota como candidata a deputada estadual

(Foto: Blog Waldiney Passos)

Mais um partido agendou sua convenção partidária para este sábado (4). Depois da frente oposicionista “Pernambuco Quer Mudar” se reunir durante a manhã no Recife (PE), o PSOL marcou para 15h a reunião que confirmará o nome de Lucinha Mota como candidata a deputada estadual.

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A pré-candidatura de Lucinha, mãe de Beatriz Angélica Mota foi anunciada pelo partido em maio desse ano, com a presença de membros do partido no estado. Além dela, nomes como o de Rosalvo Antônio e Edvaldo Landim também foram colocados à disposição do partido para disputar vagas na Câmara dos Deputados.

Durante a convenção o partido fará uma homenagem à Beatriz, conforme o pai da garota e esposo de Lucinha, Sandro Romilton adiantou ao Blog Waldiney Passos.

Em Pernambuco, a aliança com o PCB resultou em uma chapa majoritária formada por mulheres, na disputa ao Governo do Estado e Senado Federal.

Manifestação na quinta-feira (2) cobrará judiciário sobre Caso Beatriz

Mais um ato pedindo justiça pelo assassinato de Beatriz Angélica Mota está marcado para esta quinta-feira (2), em Petrolina. O grupo se reunirá às 6h30 no Fórum da cidade, para cobrar atitudes do Poder Judiciário, após a recusa do mandado de prisão preventiva solicitado pelo Ministério Público e Polícia Civil do município contra Alisson Henrique.

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Ele é ex-prestador de serviço do Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora e segundo as investigações, teria apagado imagens do crime, especificamente no horário e data em que Beatriz foi morta. O fato veio à tona na semana passada e causou revolta nos pais da garota, Lucinha Mota e Sandro Romilton.

A manifestação é organizada pelos pais de Beatriz, em apoio com os grupos Somos Todos Beatriz e Beatriz Clama por Justiça.

Pais de Beatriz emitem nota rebatendo informações de Alisson Henrique

Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais de Beatriz Angélica Mota rebateram as informações de Alisson Henrique, ex-funcionário do Colégio Auxiliadora e afirmam não ser irresponsáveis na divulgação de informações. Em nota, o casal afirma que tanto Alisson quanto a instituição de ensino querem se eximir das responsabilidades.

Confira a nota publicada pelos pais de Beatriz:

“Uma série de erros foram cometidos”, afirma Lucinha Mota sobre investigações do Caso Beatriz

Na opinião dos pais de Beatriz Angélica Mota, as constantes trocas de delegados no caso atrapalharam as investigações que completarão três anos em dezembro. Desde o crime em 2015, a apuração dos fatos passou pelas mãos de Sara Machado, Marceone Ferreira, Gleide Ângelo e Polyanna Neri, atual responsável pelos trabalhos.

Para Lucinha Mota, mão da menina morta com 42 facadas dentro do Colégio Auxiliadora, as trocas somadas às falhas primárias foram cruciais para demora na elucidação.

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“Desde a hora do fato aconteceu, uma série de erros foram cometidos, erros primários, talvez se um delegado assumisse hoje uma delegacia e se deparasse com a situação ele iria ter mais cuidado em lacrar e fechar o local do crime, isso é uma formalidade da polícia”, disse ao Blog.

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A decisão da Justiça em negar o pedido do Ministério Público sobre a prisão preventiva de um ex-prestador de serviço no Colégio Auxiliadora foi um golpe não apenas para Lucinha Mota e Sandro Romildo, pais de Beatriz Angélica Mota.

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A negativa afeta também a força tarefa montada pela Polícia Civil e o MP, que atuam em conjunto na busca pela elucidação do caso. Isso porque para se chegar a Alisson, foi necessário um intenso trabalho de investigação, que levou anos até ser comprovada a manipulação nas gravações do dia 10 de dezembro de 2015.

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Caso Beatriz: colégio nega que acusado de apagar imagens tenha sido funcionário da instituição

(Foto: blog Waldiney Passos)

O episódio mais recente do Caso Beatriz trouxe à tona a informação de que um funcionário do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora teria apagado imagens das câmeras de vigilância no dia e horário do assassinato de Beatriz Angélica Mota.

Em nota, o Colégio Auxiliadora afirma que a pessoa identificada apenas como Alisson não é e nunca foi empregado na instituição. Ele foi prestador de serviço, contratado por uma empresa responsável pela manutenção nos computadores.

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O Colégio nega qualquer indício de manipulação das imagens por parte da instituição, nem por parte de outros funcionários e chama o fato de especulação. A nota afirma ainda que todas as imagens foram entregues de forma completa à Polícia Civil.

Ontem o Blog Waldiney Passos conversou com os pais de Beatriz sobre a decisão da Justiça de Petrolina em negar o pedido do Ministério Público de Pernambuco. O MPPE já recorreu da decisão e aguarda um novo posicionamento, para que novas informações apareçam sobre as investigações. Confira a nota a seguir:

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Pré-candidata a deputada estadual, Lucinha Mota tem segurança pública como principal bandeira

(Foto: Blog Waldiney Passos)

O lançamento das pré-candidaturas do PSOL de Petrolina aconteceu na noite do domingo (20) e quatro nomes estão à disposição do partido no município. O destaque é Lucinha Mota, que inicia sua jornada política motivada pela morte de sua filha, Beatriz Angélica.

Antes de sua fala, o PSOL municipal fez uma introdução sobre a luta de Lucinha pela solução do Caso de Beatriz. Emocionada, ela deixou claro que a decisão de tentar uma candidatura a deputada estadual foi tomada em conjunto com os grupos “Beatriz Clama por Justiça” e “Somos Todos Beatriz”.

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“Juntos decidimos se eu seria candidata ou não, foi unânime, todos concordaram. Eu teria que ter muito cuidado em qual partido eu iria entrar e eu decidi entrar no PSOL, foi uma decisão minha. A decisão do partido foi uma decisão minha. É um partido que amanhã não vai me dar nenhuma rasteira, hoje eu estou lançando minha candidatura, mas nos partidos que existem no estado existem os conchavos e mais na frente iam me tirar, porque eu sou um problema pra eles, eu não vou parar“, frisou a pré-candidata.

Segurança pública

Em seu discurso, Lucinha fez questão de abordar a segurança pública em Pernambuco, sua principal bandeira como pré-candidata. O estado ocupa o quarto lugar no número de mortes violentas intencionais, de acordo com um levantamento – realizado entre 2013 e 2016 – do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Falando em arregaçar as mangas, a pré-candidata destacou que irá até onde for necessário para fazer justiça, já que a solucionar a morte de Beatriz é sua motivação. “Sim, eu sou a mãe de Beatriz. Ouvi e estou ouvindo as pessoas dizerem que estou usando o nome de Beatriz. Estou e vou usar o nome de todas as outras crianças e jovens se necessário for, para o bem, porque pessoas de bem precisam ser ouvidas na política. A minha bandeira é segurança pública e vou bater de frente com aqueles que não têm interesse em resolver esse problema”, pontuou.