Homem rasga cartaz com foto de Alisson Henrique e lança veículo contra portão do Colégio Auxiliadora

Um homem ainda não identificado rasgou um dos cartazes colados na parte externa do Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora, com o rosto de Alisson Henrique, apontado pela Polícia Civil como responsável por apagar as imagens de câmeras de monitoramento no dia em que Beatriz Angélica Mota foi assassinada.

O flagra foi feito pela equipe da Rádio Jornal Petrolina que se encaminhava para uma pauta nas proximidades no começo da manhã dessa quinta-feira (21). Uma moradora contou a equipe que o vândalo chegou por volta de 5h, desceu do veículo gritando e rasgou o cartaz. Em seguida ele voltou ao veículo e atingiu o portão.

Ele fugiu em seguida e até o momento não foi identificado. O Blog entrou em contato com o Colégio Auxiliadora e fomos informados que a instituição se manifestará oficialmente a respeito do fato.

Lucinha Mota afirma que colégio se contradiz sobre imagens deletadas no dia em que Beatriz Angélica foi morta

(Foto: Blog Waldiney Passos)

Mãe de Beatriz Angélica Mota, Lucinha Mota questionou o posicionamento do advogado do Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora em creditar à Polícia Civil de Petrolina a responsabilidade de apagar as imagens do sistema de monitoramento no dia 10 de dezembro de 2015.

Para Lucinha o posicionamento da instituição não condiz com os fatos. “Desde quando as imagens foram divulgadas eu tive acesso às informações, são provas reais. Contra fatos não há argumentos, o dia e a hora de quando as imagens foram apagadas dentro do Colégio. É uma prova técnica, está lá”, afirmou ao programa Super Manhã com Waldiney Passos de segunda-feira (14).

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Há três anos Lucinha e seu esposo, Sandro Romilton batalham incansavelmente para solucionar o caso e novamente veio a público cobrar o colégio onde Beatriz foi morta. Ela lembrou que na época do crime a instituição afirmou não ter câmeras de monitoramento, fato que representa uma contradição. “Um dia eu vou ter oportunidade de perguntar diretamente a Allinson e ao Colégio Auxiliadora e se eles quiseram já de pronto responder, é por que, no dia 10 de dezembro de 2015 o Colégio Maria Auxiliadora não entregou essas imagens à polícia?”, questionou.

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Lucinha Mota pede ajuda para obter informações sobre Allinson (Foto: Blog Waldiney Passos)

32 dias após o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decretar a prisão de Allinson Henrique Cunha, a Polícia Civil de Petrolina ainda não conseguiu localizar o ex-funcionário do Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora, apontado nas investigações do Caso Beatriz como responsável por apagar imagens das câmeras de monitoramento no dia em que a garota foi morta.

Na sexta-feira (11) Lucinha Mota, mãe de Beatriz Angélica Mota, esteve no Recife em busca de informações sobre o recurso perpetrado pela defesa do suspeito. Para Lucinha, é importante a prisão de Allinson para esclarecer algumas perguntas que há três anos estão sem resposta.

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“A gente levanta uma série de questionamentos: por que ele apagou, ele estava a mando de alguém, ele recebeu algum dinheiro pra isso ou ele apagou porque quis apagar. São uma série de questões que podem direcionar a polícia para a motivação do crime”, disse em entrevista por telefone ao programa Super Manhã com Waldiney Passos.

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Colégio Auxiliadora pede cautela da população sobre Caso Beatriz

O Caso Beatriz voltou à tona nessa semana, não por apenas completar três anos sem elucidação, mas principalmente pelo pedido de prisão preventiva de Alisson Henrique, prestador de serviço no Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora.

Em nota, o colégio disse confiar na Justiça, mas pediu “especial cautela à sociedade” sanfranciscana na divulgação de informações nas redes sociais. Postagens divulgando nomes de funcionários da instituição começaram a circular de ontem para hoje, acusando-os de envolvimento no crime ocorrido em 10 de dezembro de 2015.

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A instituição reiterou sua “postura colaborativa com o caso, agindo para viabilizar o trabalho das autoridades e auxiliando com as investigações”. Leia a seguir a íntegra da nota:

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Caso já dura três anos e continua sem solução (Foto: Blog Waldiney Passos)

A defesa de Alisson Henrique de Carvalho, apontado pela Polícia Civil de Petrolina como responsável por apagar imagens das câmeras de monitoramento do Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora no dia em que Beatriz Angélica Mota foi morta, afirmou que recorrerá da decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

De acordo com o advogado de defesa de Alisson, Wank Medrado, será protocolado um recurso contra a decisão tomada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Na quarta-feira (12) o TJPE aceitou o recurso do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) que pedia a prisão de Alisson.

Nossa equipe apurou que Alisson não deverá se apresentar às autoridades, apesar de já ser considerado foragido. Ele trabalhava na instituição no setor de monitoramento e, de acordo com a PC, apagou imagens que mostravam o assassino no colégio.

Hoje (13) os pais de Beatriz retornaram à Petrolina e fizeram um ato público em frente ao Colégio, veja o vídeo a seguir:

Caso Beatriz: “Essa preventiva é um recomeço pra tudo”, afirma delegada Polyana Neri

Delegada Polyana Neri. (Foto: Blog Waldiney Passos)

Para a delegada Polyana Neri, responsável pelo Caso Beatriz, a aceitação do pedido de prisão preventiva de Alisson Henrique de Carvalho pode representar o recomeço das investigações. Alisson é acusado de fraude processual e falso testemunho e segundo a Polícia Civil, teria apagado imagens que mostravam o provável suspeito de matar Beatriz Angélica Mota.

“Essa preventiva é um recomeço pra tudo novamente, nós vamos trabalhar tudo novamente e procurar buscar encerrar a investigação”, afirmou Polyana durante coletiva de imprensa no Recife, na quarta-feira (12).

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Obstrução do colégio

Questionada a respeito da demora da polícia em obter as imagens das câmeras de monitoramento do Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora, a delegada disse que a instituição sempre adiava a entrega dos materiais.

“Apenas desculpas de que não poderia ser entregue naquele momento até que aconteceu o dia da apreensão daquele aparelho e descobriu-se que havia sido apagado”, disse a delegada. Além de Alisson há outra funcionária do colégio sendo investigada, mas sua identidade não foi revelada.

Caso Beatriz: “A gente quer saber porquê o Colégio está atrapalhando as investigações”, afirma Lucinha

A segunda-feira (10) marca três anos do assassinato de Beatriz Angélica Mota durante uma festa no Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina. Depois de anos sem respostas, os pais da garota que tinha apenas sete anos quando morreu, farão uma manifestação na capital Recife nesta quarta-feira (12).

Em entrevista ao Blog Waldiney Passos, Lucinha Mota e Sando Romilton explicaram que vão a capital acompanhar o julgamento do recurso sobre o pedido de prisão preventiva de Alisson Henrique, acusado de apagar imagens do crime. “Semana passada estivemos em Recife no Tribunal de Justiça e consegui a informação de no dia 12 às 9h haverá uma audiência, vamos estar lá tentar assistir a audiência e vamos protestar, dependendo da decisão que for tomada pelo Judiciário”, disse Lucinha.

Encontro com autoridades

De acordo com Sandro, pai de Beatriz, uma comitiva sairá de Petrolina amanhã à noite com cerca de 40 pessoas entre advogados criminalistas e estudantes de Direito de Petrolina, Juazeiro e Belém do São Francisco, que se voluntariaram para ajudar os pais.

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“Essa audiência vai ser pela manhã e no período da tarde nós vamos nos encontrar com o chefe de polícia [Civil] ou com o secretário de Segurança Pública, vamos pedir ele não trocar mais de delegado e vamos pedir a abertura do inquérito [de 19 volumes] para a nossa família”, afirmou Sandro.

Colégio vira alvo dos pais

Com o andamento das investigações Lucinha e Sandro têm o Colégio Auxiliadora como responsável pelo crime, pois segundo eles, houve uma ação para dar fuga ao assassino. “Tudo isso está registrado em câmeras, os funcionários se juntaram e fizeram toda essa armação e a gente quer saber o motivo, a gente quer saber porquê o Colégio está atrapalhando as investigações, por que não ajudou a polícia?. Hoje nós temos o nome do Colégio Maria Auxiliadora protegendo este assassino, nós precisamos de uma resposta urgente”, questionou Lucinha.

Outro lado

Nossa produção entrou em contato com a assessoria de comunicação do Colégio Auxiliadora apresentando os questionamentos feitos pelos pais de Beatriz. Estamos aguardando um posicionamento oficial da instituição.

“Fake news” sobre investigações do Caso Beatriz incomodam, afirmam Lucinha e Sandro

(Foto: Arquivo)

As investigações do Caso Beatriz mostraram avanços na semana passada, quando veio à tona a informação de que um mandado de prisão preventiva havia sido expedido contra um ex-prestador de serviço do Colégio Auxiliadora. A negativa da Justiça de Petrolina provocou reações, mas para os pais de Beatriz Angélica Mota, outras atitudes também incomodam.

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Desde o início das investigações notícias falsas – as chamadas “fake news” – têm surgido e para Sandro Romilton, pai da garota, isso só gera falsa expectativa nos familiares. 

“Isso [divulgar a informação de que prenderam algum suspeito] não foi a primeira vez. Quantas vezes falaram que prenderam alguém em Lagoa Grande, lá no interior da Paraíba e a gente fica só na expectativa”, disse Sandro ao Blog Waldiney Passos.

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Pais de Beatriz emitem nota rebatendo informações de Alisson Henrique

Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais de Beatriz Angélica Mota rebateram as informações de Alisson Henrique, ex-funcionário do Colégio Auxiliadora e afirmam não ser irresponsáveis na divulgação de informações. Em nota, o casal afirma que tanto Alisson quanto a instituição de ensino querem se eximir das responsabilidades.

Confira a nota publicada pelos pais de Beatriz:

Caso Beatriz: colégio nega que acusado de apagar imagens tenha sido funcionário da instituição

(Foto: blog Waldiney Passos)

O episódio mais recente do Caso Beatriz trouxe à tona a informação de que um funcionário do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora teria apagado imagens das câmeras de vigilância no dia e horário do assassinato de Beatriz Angélica Mota.

Em nota, o Colégio Auxiliadora afirma que a pessoa identificada apenas como Alisson não é e nunca foi empregado na instituição. Ele foi prestador de serviço, contratado por uma empresa responsável pela manutenção nos computadores.

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O Colégio nega qualquer indício de manipulação das imagens por parte da instituição, nem por parte de outros funcionários e chama o fato de especulação. A nota afirma ainda que todas as imagens foram entregues de forma completa à Polícia Civil.

Ontem o Blog Waldiney Passos conversou com os pais de Beatriz sobre a decisão da Justiça de Petrolina em negar o pedido do Ministério Público de Pernambuco. O MPPE já recorreu da decisão e aguarda um novo posicionamento, para que novas informações apareçam sobre as investigações. Confira a nota a seguir:

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Lucinha Mota critica sistema político e judiciário pelo Caso Beatriz: “o Poder Público se esconde”

(Foto: Blog Waldiney Passos)

No lançamento da sua pré-candidatura a deputada estadual, Lucinha Mota relembrou o Caso Beatriz, morta em 2015. Para a mãe da garota assassinada em um evento no Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora, o crime foi resultado da inoperância do sistema político e judiciário.

De acordo com Lucinha, a morte de sua filha é uma representação das falhas na segurança pública do estado e o caso não caiu no esquecimento porque a população anseia por respostas. “Hoje o caso Beatriz não está parado porque o grupo, porque a sociedade e porque o Brasil clama e pede por Justiça e porque sim, eu acredito em agentes e delegados com capacidade para resolver esse caso”, afirmou.

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