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Em nota, Prefeitura de Petrolina lamenta agressão sofrida por jovem durante São João

Rafael (dir.) com os vereadores de Petrolina (Foto: Ascom/Oposição de Petrolina)

O São João de Petrolina chegou ao fim depois de nove dias de festa, mas um incidente repercutiu até chegar na Câmara de Vereadores. Rafael Luna, de 21 anos afirma ter sido agredido por seguranças dentro do Pátio Ana das Carrancas durante o final de semana.

Procurada pelo Blog a Prefeitura de Petrolina afirmou desconhecer “a situação relatada pelo jovem, mas que lamenta o ocorrido”. Ainda segundo a nota encaminhada à nossa produção, “a gestão municipal repudia toda forma de violência e este não é o padrão de comportamento recomendado aos profissionais que compõem o esquema de segurança do evento, que são da Guarda Civil municipal, polícias Militar e Civil, além de empresa de segurança privada”.

Vereadores prestam apoio 

Gilmar Santos (PT), Paulo Valgueiro (MDB) e Osinaldo Souza (PDT), membros da Comissão de Direitos Humanos da Casa Plínio Amorim se reuniram com Rafael na quarta-feira (26) e prestaram solidariedade ao jovem, que é homossexual.

Eles também acompanharam a vítima à Delegacia de Polícia Civil para registro da ocorrência. “A CDHC lamenta o ocorrido, repudia qualquer manifestação de violência, de preconceito racial à homofobia. E lembra: Homofobia é Crime”, se posicionou em nota a Comissão.

Vereadores cobram mais atuação da Comissão de Direitos Humanos da Casa Plínio Amorim

(Foto: Blog Waldiney Passos)

Nos discursos feitos pelos vereadores de Petrolina durante a sessão de quinta-feira (25) um assunto chamou atenção dos poucos edis presentes durante o uso da Tribuna Livre. As políticas públicas voltadas para pessoas em vulnerabilidade social foram questionadas pelos vereadores.

O papel da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores também foi questionada por Ronaldo Souza (PTB) e Maria Elena (PRTB). Cancão foi o primeiro a falar e disse ser necessário tomar providências para evitar o que ele chamou de “flagelamento”.

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“Nós temos que fazer a nossa parte, a rua está invadida de pessoas flageladas e esse flagelamento está fazendo riscos à sociedade. Não adianta botar a polícia só para bater, é preciso um trabalho social e eu queria fazer um apelo à essa Casa, para que a Comissão de Direitos Humanos para a gente fazer uma visita aos pontos de flagelamento de Petrolina, fazer um relatório e enviar ao Poder Executivo. Já não se sustenta essa situação”, clamou Cancão.

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Representantes do PSOL pedem retratação de Osinaldo em relação a fala sobre vereadora Marielle Franco

Diretoria municipal do PSOL. (Foto: Blog Waldiney Passos)

A polêmica em torno da fala do vereador Osinaldo Souza (PTB) sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) ainda repercute em Petrolina. Na quarta-feira (28), membros do Partido Socialista em Petrolina pediram uma retratação do edil.

De acordo com o presidente do Diretório do partido em Petrolina, Ivan Morais, a fala dita por Osinaldo propaga ódio. “Essa foi a conotação que deu a fala, logo um vereador que é presidente de uma Comissão tão importante. Nós esperávamos uma nota de apoio do vereador com a vereadora [Marielle] e não sei por que o vereador sai com declarações tão odiosas”, disse Ivan no programa Revista da Tarde, na Rádio Jornal.

Ivan Morais também afirma que “é inadmissível que esse vereador permaneça como presidente da Comissão de Direitos Humanos”. O presidente local do partido também destacou que há tempo para o vereador se retratar da fala.

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Cristina Costa: “Infelizmente estamos chegando nesse cenário negativo de violência, da homofobia”

"Vemos agora essa questão da homofobia, de gente que agride quem tem uma postura diferente, uma ideologia sexual diferente. Temos que respeitar as escolhas das pessoas", enfatiza Cristina Costa/Foto: arquivo

“Vemos agora essa questão da homofobia, de gente que agride quem tem uma postura diferente, uma ideologia sexual diferente. Temos que respeitar as escolhas das pessoas”, enfatiza Cristina Costa/Foto: arquivo

A vereadora Cristina Costa (PT) se manifestou com relação à violência sofrida pelo aluno de Psicologia da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Anderson Veloso, no último sábado (30). De acordo com relato no Facebook, a vítima – após ter sido capturada por três pessoas em um carro preto – foi espancada e violentada sexualmente. A vereadora alertou para os índices cada vez mais preocupantes da violência em Petrolina e disse já ter acionado a Comissão de Direitos Humanos para promover uma ampla discussão sobre o assunto. “A sociedade tem que tomar conhecimento disso. Estamos mantendo contato, também, com a Assembléia Legislativa, através de nossos deputados, para que a Comissão de Direitos Humanos venha se juntar a nós e discutir a violência em Petrolina e, principalmente, a atuação das polícias Militar e Civil, dentro de suas fragilidades e condições de trabalho, que não estão tendo condições de atender às demandas que estão chegando”, disse.

Cristina chamou a atenção ainda para a falta de estrutura das delegacias. “Petrolina é uma cidade internacionalmente conhecida, mas infelizmente está chegando nesse cenário negativo de violência. Vemos agora essa questão da homofobia, de gente que agride quem tem uma postura diferente, uma ideologia sexual diferente. Temos que respeitar as escolhas das pessoas. Como pode um grupo – pode-se dizer de filhinhos de papai – que se acha justiceiro, determinar quem vive e quem mora em Petrolina? O que aconteceu com este estudante é absurdo. Quando ele foi à delegacia no sábado soube que teria que voltar na segunda (ontem). Ou seja, além de enfrentar o preconceito e a violência, a vítima ainda sofre porque não encontra uma delegacia estruturada para receber isso”, pontuou.