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Salário mínimo precisaria ser três vezes maior para sustentar uma família, segundo Dieese

(Foto: Internet)

O salário mínimo atualmente pago no Brasil é de R$ 998, valor considerado insuficiente para sustentar uma família. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), somente no primeiro mês de 2019 foram necessários R$ 3.928,73 para “para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência”.

O valor representa 3,93 vezes o salário mínimo nominal e caiu em relação a novembro e dezembro do ano passado. O cálculo feito pelo Dieese tem como base o valor da cesta básica mais cara que atualmente é a de São Paulo (R$ 467,65), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 460,46) e por Porto Alegre (R$ 441,65).

Desde 2012, ainda no governo de Dilma Rousseff (PT) o salário mínimo passou a ser reajustado pela variação do INPC (inflação para população de baixa renda), acrescido do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior.

Com o governo de Jair Bolsonaro (PSL) ainda não se sabe qual será a forma utilizada. A decisão deverá ser tomada até o dia 15 de abril. Com informações do Exame.

Salário mínimo deveria ser de R$ 3.716,77, afirma Diesse

DINHEIROO salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.716,77. O valor é 4,22 vezes o salário em vigor, de R$ 880. A estimativa é do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

O departamento divulga mensalmente uma estimativa de quanto deveria ser o salário mínimo para atender as necessidades básicas do trabalhador e de sua família, como estabelecido na Constituição: moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social.

Esse valor é calculado com base na cesta básica mais cara entre as 27 capitais. Em abril, o maior valor foi registrado em São Paulo (R$ 442,42).

A diferença entre o salário mínimo real e o necessário caiu de março para abril. No mês anterior, o ideal era que ele  fosse de  R$ 3.736,26(4,25 vezes o salário mínimo).

Feijão, leite e farinha puxam alta da cesta básica em Petrolina e Juazeiro, segundo pesquisa da Facape

O Índice da Cesta Básica (ICB) ainda mostra que o trabalhador do Vale do São Francisco que recebeu um salário mínimo de R$ 880 gastou 34,5% da renda com a aquisição de alimentos/Imagem ilustrativaO Índice da Cesta Básica (ICB) ainda mostra que o trabalhador do Vale do São Francisco que recebeu um salário mínimo de R$ 880 gastou 34,5% da renda com a aquisição de alimentos/Imagem ilustrativa

Após registrar queda, o valor da cesta básica voltou a subir em Petrolina e Juazeiro. É o que aponta a pesquisa realizada mensalmente pela Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape). No mês de abril, a cidade pernambucana registrou uma inflação de 2,63%, número bem superior ao de Juazeiro, que registrou inflação de 0,12%.

A farinha de mandioca, o leite e o feijão elevaram o preço da cesta básica nas duas cidades. Segundo informações do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o período de entressafra diminuiu a oferta do leite, aumentando o valor dos seus derivados. No caso da farinha de mandioca, mesmo com a colheita normal atualmente, os preços ainda refletem um período anterior de menor oferta do produto.

O feijão manteve os preços elevados devido à escassez de chuvas no Nordeste e o excesso delas em outras regiões produtoras, o que fizeram diminuir a disponibilidade do produto. Em Petrolina, tomate, banana e óleo de soja também tiveram um aumento expressivo, contribuindo para o crescimento da inflação na cidade.

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