Mesmo em recesso, vereadores de Petrolina discutem situação do HDM 

(Foto: Reprodução/Internet)

O mês de julho é marcado pelo recesso no Poder Legislativo em Petrolina, mas mesmo com a folga os vereadores membros da Comissão Especial de Inquérito (CEI) se reuniram nessa semana para discutir a situação da saúde na cidade.

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A CEI foi criada com o objetivo de apurar a situação dos óbitos registrados no Hospital Dom Malan/IMIP não apenas nesse ano. Os edis ouviram relatos de familiares de vítimas entre 2015 e 2018, além da coordenação do HDM.

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Secretaria Estadual de Saúde emite nota e afirma que “Dom Malan não nega atendimento a nenhuma usuária do SUS”

(Foto: Blog Waldiney Passos)

A manhã dessa quinta-feira (10) foi marcada por protestos em Petrolina, contra os óbitos registrados no Hospital Dom Malan. O grupo “Eu Sou Mãe! Eu Tenho Medo” percorreu ruas do Centro e se deslocou até o hospital, onde cobrou atitudes do Governo de Pernambuco em relação aos casos recentes de grávidas e bebês mortos.

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco se manifestou através de uma nota, sem mencionar a manifestação de hoje. No texto a pasta informa que o Dom Malan é uma unidade de referência obstétrica na região e atende a pacientes de 52 municípios, dos quais 25 compõem as três regiões de saúde do estado.

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Os outros 27 são da Bahia, constituindo a chamada Rede PEBA, além de pacientes do Ceará. Ainda de acordo com a Secretaria Estadual, a unidade é a primeira colocada na realização de partos em Pernambuco. Mesmo com a alta demanda, a nota afirma que “o Dom Malan não nega atendimento a nenhuma usuária do SUS e acolhe também as gestantes de risco habitual, que representam cerca de 50% de partos da unidade e que deveriam receber a devida assistência em seus municípios de origem”.

Por fim, a pasta alega que o Governo de Pernambuco tem dialogado com os municípios a fim de amenizar os problemas e melhorar os serviços de saúde na região.

Confira a seguir a íntegra da nota:

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Grupo de mães realiza ato para denunciar óbitos ocorridos no Hospital Dom Malan

Na manhã desta quinta-feira (10), um grupo de mães vai as ruas de Petrolina, para denunciar os óbitos registrados no Hospital Dom Malan/IMIP. Somente na semana passada dois casos praticamente em sequência ligaram o sinal de alerta no atendimento da unidade.

A manifestação intitulada “Eu sou mãe! Eu tenho medo” terá concentração na Praça 21 de Setembro, por trás da Prefeitura de Petrolina. O grupo seguirá pela Avenida Joaquim Nabuco, até chegar ao Dom Malan. Segundo Luciana Santos, uma das organizadoras do ato, está prevista uma reunião com a direção do hospital.

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“Nós solicitamos a eles que nos recebam. O Hospital Dom Malan é a maior maternidade do estado de Pernambuco, supera Recife em número de partos”, disse no programa Revista da Tarde, na Rádio Jornal.  Após visitar o hospital, a caminhada seguirá ao Ministério Público de Pernambuco e se encerra na Câmara de Vereadores.

O grupo questionou a Rede PEBA, que está superlotando o hospital. Entre as reivindicações dos manifestantes está a construção do Hospital Maternidade no município. Durante a semana a organização custeou com recursos próprios a confecção de camisetas e o juntamente com as mães, estão confirmadas a presença de representantes de associações, lideranças de bairros, ciclistas e motociclistas.

Cai número de casos e óbitos por arboviroses em Pernambuco

(Foto: Internet)

Mais de 5.600 casos de arboviroses foram notificados no Estado desde o início de 2017. Desses, 1.198 foram confirmados. Maria Martha tem 61 anos e, em abril do ano passado, foi diagnosticada com chikungunya. Desde então, segundo ela, seus movimentos não foram mais os mesmos. “Eu sentia dores em todas as minhas articulações, não conseguia mexer quase nada, fiquei muito debilitada”, contou. Assim como ela, outras 60.033 pessoas também foram notificadas com a arbovirose na mesma época do ano passado. O que representa uma redução de 95,5% em relação aos dados de chikungunya de 2016.

O número de óbitos por arboviroses também caiu. Do primeiro dia do ano, até o fim de abril, houve 18 casos de mortes suspeitas de arboviroses em Pernambuco. Para Maria Martha, a redução dos números de caso traz a sensação de alívio. “Depois de tudo que eu passei, não quero que mais ninguém tenha uma dessas”. Arboviroses são doenças causadas por mosquitos, como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Em Pernambuco, de acordo com a Secretaria de Saúde, não é registrado nenhum caso de febre amarela desde 1930.

Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, o LIRAa, levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti, faz uma estimativa com relação a quais lugares estão mais propícios a se desenvolver uma arbovirose.

Com informações da Folha de Pernambuco.

Mortes por dengue e chicungunha já chegam a 65 em Pernambuco e ultrapassam óbitos de 2015

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Mais da metade dos óbitos por dengue e chicungunha se concentram entre a população idosa, a partir dos 60 anos (Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem)

Em Pernambuco, já foram confirmados 65 óbitos por arboviroses este ano, sendo 34 com resultados laboratoriais positivos para dengue, 24 para chicungunha e 7 com exames que confirmam a presença de ambos os vírus. Até 30 de julho deste ano, o número de mortes confirmadas já é maior do que o total de todo o ano de 2015, quando foram confirmados 63 óbitos por arboviroses: 59 para dengue e 14 para chicungunha, segundo a coordenadora do Programa de Controle de Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Claudenice Pontes.

Os dados foram divulgados, na tarde desta terça­-feira (2), em boletim da SES. “Nos casos em que houve resultados positivos para ambas as doenças, precisamos avaliar se, juntas, dengue e chicungunha foram a causa básica dessas mortes a partir de uma investigação sobre os sintomas apresentados por esses pacientes”, esclarece Claudenice.

Mais da metade dos óbitos se concentram entre a população idosa, a partir dos 60 anos. Nessa faixa etária, foram confirmadas 38 mortes por arboviroses (15 para dengue, 19 para chicungunha e 4 para ambas as doenças), o que corresponde a 58,4% do total de óbitos. Outras 100 mortes nessa faixa etária estão em investigação.

Segundo a SES, este ano já estão confirmados 24.064 casos de dengue, 18.737 de chicungunha e 147 de zika. Entre os municípios pernambucanos que apresentam maior risco de adoecimento, estão São João (Agreste), Garanhuns (Agreste) e Jaqueira (Zona da Mata Sul).

Aumenta o número de mortes por dengue e chicungunha em Pernambuco

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De acordo com boletim divulgado, na tarde desta terça-­feira (26), pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), já são 21 mortes causadas por dengue até o último dia 23 de julho. Além disso, sobe para 31 o número de óbitos por chicungunha, em números absolutos, cinco a mais, em comparação com o balanço divulgado há sete dias.

Em todo o Estado, já são 52 mortes confirmadas pelas duas arboviroses neste ano, quando já se notificaram 285 óbitos suspeitos por dengue, chicungunha e zika. Em 2015, no mesmo período, foram 54 óbitos suspeitos de dengue e 16 com resultado laboratorial positivo para a doença. Outro destaque do boletim é que até agora, já são 40.802 casos confirmados das três arboviroses: 22.762 de dengue, 17.893 de chicungunha e 147 de zika. Entre os municípios pernambucanos que apresentam maior risco de adoecimento, estão São João, Jaqueira, Escada, Garanhuns e Brejo da Madre de Deus, além de Fernando de Noronha.

Do NE 10

No Piauí já foram registrados 115 caso de H1N1

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As amostras colhidas no Piauí estão sendo analisadas em São Paulo. Foto: ilustação

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de janeiro até agora, já foram notificados 115 casos, sendo 10 deles oriundos de pacientes do Maranhão. De acordo com o relatório epidemiológico semanal, os municípios com maior registro da doença são: Teresina, José de Freitas, Parnaíba e Timon (MA).

A coordenadora de Epidemiologia, Amélia Costa, cita que “até o dia 20 de maio, mantiveram-se notificados 11 óbitos suspeitos de H1N1, o que corresponde a 9,6% do total”. Ela explica que “as amostras coletadas desses pacientes estão sendo processadas no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, que é o serviço de referência para este agravo.

Acredita-se que o retardo no recebimento dos resultados deve-se a demanda elevada do número de casos”. Do total de notificados, dois já tiveram resultado laboratorial confirmados para H1N1, catorze para Síndrome Respiratória Aguda Grave(SRAG) não especificada, um caso foi isolado o Adenovírus e 98 aguardam resultados laboratoriais para o seu encerramento.

Para evitar, lave frequente as mãos, principalmente antes de consumir algum alimento, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, evitar compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas.

Com informações da Ascom