53% da população brasileira está acima do peso, afirma estudo do Ministério da Saúde

(Foto: Reprodução)

Uma pesquisa do Ministério da Saúde indicou que 53% da população brasileira está com excesso de peso e 45,8% praticam uma atividade física insuficiente. Os valores foram registrados na Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

O estudo foi realizado em 2017, através de entrevistas feitas por meio do telefone, com participação da Associação Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os números estão longe da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) que pretende reduzir a inatividade física em 15% até 2030, em todo o mundo.

Segundo pesquisa da OMS em 2018, o número de pessoas que faziam atividades insuficientes totalizava 1,4 bilhão de pessoas. “Acredita-se que um em cada cinco adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividade física de forma suficiente”, disse o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Rogério Scarabel.

Os dados servem de alerta, já que nesse fim de semana celebram-se o Dia da Atividade Física (6) e o Dia Mundial da Saúde (7). Aproveitando o momento a ANS lança o projeto Movimentar-se É Preciso. A intenção é estimular operadoras de saúde a realizarem programas voltados a atividades físicas para seus beneficiários nestes dois dias.

OMS lista as 10 principais ameaças para a saúde em 2019

Obesidade infantil preocupa OMS (Foto: Agência Brasil)

Surtos de doenças preveníveis por vacinação, altas taxas de obesidade infantil e sedentarismo, além de impactos à saúde causados pela poluição, pelas mudanças climáticas e pelas crises humanitárias. Estes são alguns dos itens que integram a lista das 10 principais ameaças à saúde global em 2019, divulgada nesta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A entidade pretende colocar em prática um novo plano estratégico, com duração de cinco anos, com o objetivo de garantir que 1 bilhão de pessoas a mais se beneficiem do acesso à saúde e da cobertura universal de saúde; e estejam protegidas de emergências de saúde.

De acordo com a OMS, essas são as questões que vão demandar mais atenção da organização e de seus parceiros neste ano:

Poluição do ar e mudanças climáticas

A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que nove em cada 10 pessoas respiram ar poluído todos os dias. Poluentes microscópicos podem penetrar nos sistemas respiratório e circulatório, danificando pulmões, coração e cérebro, o que resulta na morte prematura de 7 milhões de pessoas todos os anos por enfermidades como câncer, acidente vascular cerebral e doenças cardiovasculares e pulmonares.

Doenças crônicas não transmissíveis

Dados da entidade mostram que doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares, são responsáveis por mais de 70% de todas as mortes no mundo – o equivalente a 41 milhões de pessoas. Isso inclui 15 milhões de pessoas que morrem prematuramente (entre 30 e 69 anos), sendo que mais de 85% dessas mortes prematuras ocorrem em países de baixa e média renda.

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Trânsito mata mais de 1,3 milhão de pessoas todos os anos, diz OMS

(Foto: Ilustração)

Estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado hoje (07), mostra o aumento contínuo das mortes no trânsito. Pelos dados do relatório, mais de 1,35 milhão de pessoas perdem a vida todos os anos em decorrência de acidentes de trânsito. Os dados mais alarmantes estão na África. Para especialistas, os governos reduziram os esforços na busca por solução para o problema.

O Relatório da Situação Global da OMS sobre segurança no trânsito de 2018 destaca que as lesões causadas pelo trânsito são hoje a principal causa de morte de crianças e jovens entre 5 e 29 anos. O documento inclui informações sobre o aumento no número total de mortes e diz que as taxas de mortalidade da população mundial se estabilizaram nos últimos anos.

“Essas mortes são um preço inaceitável a pagar pela mobilidade”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Este relatório é um apelo aos governos e parceiros para que tomem medidas muito maiores”, acrescentou.

Os relatórios de status global da OMS sobre segurança no trânsito são divulgados a cada dois ou três anos e servem como ferramenta de monitoramento para a Década de Ação para Segurança Viária 2011-2020.

Mortes

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Hepatite: OMS pede urgência para ampliar testes e acesso a tratamento

(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

No Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, lembrado neste sábado (28), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para a necessidade de ampliar a testagem e o acesso ao tratamento contra a doença. De acordo com os dados mais recentes da entidade, em todo o mundo, menos de 20% das pessoas tinham acesso à testagem e a serviços de saúde específicos para hepatites em 2016.

Os números da OMS mostram que as hepatites B e C afetam 325 milhões de pessoas. Se não forem tratadas, as infecções podem provocar câncer de fígado e cirrose que, juntos, causaram mais de 1,3 milhão de mortes em 2015. “Precisamos acelerar o progresso para alcançar nossa meta de eliminar a hepatite até 2030”, disse em nota o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Um dos países mais atingidos pela hepatite é a Mongólia, onde mais de 10% dos 3 milhões de habitantes vivem com infecção crônica provocada pelo vírus. Em 2017, o país deu início a um programa que, ao longo do primeiro ano, testou mais de 350 mil pessoas. Mais de 70% delas foram diagnosticadas com a doença e passaram a receber tratamento para a infecção. A meta do governo local é testar 1,8 milhão de pessoas com mais de 15 anos para a doença.

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Brasil terá 11,3 milhões de crianças obesas em sete anos

(Foto: Reprodução)

A Organização Mundial de Saúde (OMS) apresentou um levantamento sobre a saúde infantil no mundo. Para a a organização hoje cerca de 41 milhões de crianças de 0 a 5 anos estão obesas ou com sobrepeso, podendo haver um salto para 70 milhões em 2025.

No Brasil, a OMS prevê que 11,3 milhões de crianças nessa faixa etária estarão obesas em até sete ano, fator preocupante tendo em vista que essas crianças tendem a se tornar adultos obesos e com problemas de saúde.

Atualmente 20% da população brasileira sofre com a obesidade, segundo a OMS. Dessa forma, a organização alerta para os cuidados com a alimentação nos primeiros anos, pois a obesidade é a principal causadora ou o agravante para muitas doenças como hipertensão e diabetes.

OMS pede resposta urgente no combate a hepatites virais

(Foto: Internet)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta para o aumento de casos de hepatites virais em todo o mundo. A estimativa da entidade é que 325 milhões de pessoas no planeta vivam com um quadro crônico de infecção viral por hepatite B ou hepatite C – a maioria delas sem acesso a exames que atestem a doença e, portanto, sem tratamento.

“Como resultado, milhões de pessoas estão sob risco de uma progressão lenta para um quadro de doença crônica do fígado, câncer e morte”, destacou a OMS.

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Sarampo está eliminado do Brasil, diz Organização Mundial da Saúde

Mais de 45,7 milhões de pessoas já se vacinaram contra a gripe neste ano, segundo o Ministério/Imagem ilustrativa

De acordo com Ministério da Saúde, a expectativa é que, até o fim de 2016, o Brasil receba o certificado de eliminação do sarampo pela OMS/Imagem ilustrativa

Após um ano sem o registro de casos de sarampo, a circulação endêmica do vírus da doença foi considerada interrompida no país, conforme informou hoje (26) a Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS).

De acordo com Ministério da Saúde, a expectativa é que, até o fim de 2016, o Brasil receba o certificado de eliminação do sarampo pela OMS. O documento reconhece a eliminação da transmissão da doença em todo o continente americano. A região será a primeira do mundo onde isso acontece. Em 2015, a rubéola também foi considerada eliminada.

Os últimos casos de sarampo no país foram registrados em julho do ano passado, em um surto de sarampo no Ceará. Na ocasião, a OpasOMS investiu R$ 1,2 milhão para apoiar os custos de ações para controle do surto e no recrutamento de 165 enfermeiros e auxiliares de enfermagem.

Oftalmologista da UPAE alerta sobre Glaucoma, uma doença silenciosa que pode causar cegueira

A UPAE de Petrolina dispõe de 3 oftalmologistas, que além das consultas clínicas realizam cirurgias/Foto:Assessoria

A UPAE de Petrolina dispõe de 3 oftalmologistas, que além das consultas clínicas realizam cirurgias/Foto:Assessoria

O glaucoma é uma doença que acomete o nervo óptico ocasionando a perda progressiva e irreversível do campo visual. É considerada uma das principais causas de cegueira no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).  Por não apresentar sintomas, em grande parte dos casos, a pessoa não percebe precocemente a lesão. Mas, “apesar de silenciosa é possível detectá-la durante as consultas de rotina, evitando que a mesma progrida”, garante o oftalmologista da Unidade de Pronto Atendimento e Atenção Especializada de Petrolina (UPAE), Francisco Ferraz.

Para conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce foi instituído o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma (26 de maio). “O glaucoma é uma doença traiçoeira causada pelo aumento da pressão intraocular e quando não tratada pode levar à perda total da visão. Quase não apresenta sintomas na fase inicial, por isso, é essencial que a população faça o acompanhamento preventivo com o oftalmologista. O tratamento é feito à base de colírios hipotensores oculares, que baixam a pressão do olho. É uma doença crônica, portanto não tem cura, mas pode ser controlada. Em alguns casos pode haver a indicação de cirurgia”, esclarece Ferraz.

Segundo o oftalmologista, a incidência do glaucoma no Vale do São Francisca é alta. “Temos um grande número de pessoas da raça negra na região e os indivíduos dessa etnia tendem a desenvolver o glaucoma numa idade inferior à média da população, que é de 40 anos [o risco aumenta com a idade]”, explica. Também fazem parte do grupo de risco: altos míopes [que usam lentes acima de seis graus]; diabéticos e hipertensos; pacientes que tiveram trauma ocular ou doenças intraoculares; pessoas com histórico familiar de glaucoma, entre outros.

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Epidemia de zika foi alimentada por ‘falha em controle de mosquito’, diz OMS

Segundo Chan, "Sem vacinas e sem testes diagnósticos amplamente disponíveis, o único que podemos oferecer para proteger mulheres em idade fértil são recomendações/Foto:Adriano Vizoni

Segundo Chan, “Sem vacinas e sem testes diagnósticos amplamente disponíveis, o único que podemos oferecer para proteger mulheres em idade fértil são recomendações/Foto:Adriano Vizoni

A epidemia do vírus da zika é o preço pago por uma enorme falha das políticas de controle do mosquito Aedes aegypti, afirmou a diretora da OMS (Organização Mundial de Saúde) Margaret Chan.

Falando na Assembleia Anual da Saúde Mundial, realizada pela agência, Chan afirma que especialistas “deixaram a peteca cair” nos anos 1970 no controle do inseto que carrega os vírus da dengue, da chikungunya e da zika.

Mais de 60 países e territórios já registram no momento transmissão contínua do vírus.

Mais recentemente, o vírus da zika asiático, responsável pela epidemia no Brasil e pelos casos de microcefalia em bebês, foi detectado pela primeira vez no continente africano.

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Vacina contra zika deve ser testada em animais a partir de novembro

Os estudos em pessoas seriam feitos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Amapá, Estados que não registram até o momento a circulação do zika/Foto: Cláudia FachelOs estudos em pessoas seriam feitos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Amapá, Estados que não registram até o momento a circulação do zika/Foto: Cláudia Fachel

Testes da vacina contra zika em desenvolvimento pelo Instituto Evandro Chagas e a Universidade Medical Branch, dos Estados Unidos, devem começar a ser feitos em animais a partir de novembro. “Conseguimos acelerar o cronograma em alguns meses, em parte por causa dos ganhos na tecnologia, em parte por sorte”, afirma o diretor do instituto, Pedro Vasconcelos.

A previsão inicial era de que essa etapa seria concluída somente em fevereiro de 2017. Se não houver problemas ao longo do caminho, avalia Vasconcelos, em fevereiro já será possível iniciar os testes da vacina em voluntários humanos. Os estudos em pessoas seriam feitos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Amapá, Estados que não registram até o momento a circulação do zika.

vacina em desenvolvimento em parceria com a Universidade Medical Branch é feita a partir de partículas do vírus atenuado. A meta é fazer mutações no genoma do vírus para que ele perca sua capacidade de produzir a doença mas, ao mesmo tempo, seja reconhecido pelo organismo para que anticorpos sejam produzidos

Vasconcelos integra o Comitê de Emergência para Zika eMicrocefalia da Organização Mundial da Saúde. Na próxima reunião do grupo, programada para os dias 6 e 7, o diretor do Instituto Evandro Chagas vai apresentar uma proposta para que prazos de realização de testes das vacinas de zika, sejam encurtados. “Vivemos numa situação especial. Já houve o precedente do Ebola. Podemos ser mais rápidos sem abrir mão da segurança”, disse o diretor.

Depois de testes em animais (primatas e camundongos), são feitas análises sobre efeitos da vacina em humanos. Na primeira fase é avaliada a segurança do produto. Geralmente é feita em cerca de 300 voluntários, todos saudáveis, que residam em regiões sem a circulação do vírus. Essa etapa geralmente leva cerca de um ano. Vasconcelos vai sugerir que o prazo seja reduzido para um período que varie entre 3 a 6 meses.

Na fase dois, o objetivo é avaliar a capacidade da vacina de produzir a imunidade no organismo. Nesta etapa, o teste é feito geralmente em cerca de 2 mil pessoas. Os efeitos são avaliados por um período de até dois anos. Vasconcelos vai sugerir que a análise seja feita num prazo que varie entre 6 meses a um ano. “Se o imunizante mostrar-se capaz de neutralizar a ação do vírus selvagem por esse período, há grandes chances de que isso valha para um prazo mais longo”, completou.

Na terceira fase, em que se analisa a eficácia da vacina, são testadas cerca de 30 mil pessoas. O tempo desta etapa, afirma, também pode ser reduzido de forma significativa. “Se conseguirmos sensibilizar a OMS, acredito que a vacina poderá estar disponível num prazo de cinco anos”, disse. “Se há alguns anos fizéssemos uma proposta como essa, seríamos criticados. Mas, com tecnologia atual, é possível cumprir esse prazo com segurança”.

A vacina desenvolvida pelo Instituto Evandro Chagas do Pará e Universidade Medical Branch tem como público alvo mulheres em idade fértil que não estejam grávidas. O projeto prevê a aplicação de uma dose. Um outro imunizante que está sendo desenvolvido poderia ser usado por gestantes. Este, no entanto, não é feito com vírus atenuado, mas com DNA recombinante.

Com informações do Estadão Conteúdo

 

Rede IMIP continua firme no enfrentamento à epidemia da microcefalia

 

Em abril, a UPAE de Petrolina tornou-se referência na reabilitação para pacientes com microcefalia da IV macrorregião de saúde de Pernambuco/Foto:Assessoria

Em abril, a UPAE de Petrolina tornou-se referência na reabilitação para pacientes com microcefalia da IV macrorregião de saúde de Pernambuco/Foto:Assessoria

Nesta terça-feira (03), o Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP) – que em Petrolina gere a Unidade de Pronto Atendimento e Atenção Especializada de Petrolina (UPAE) e o Hospital Dom Malan – recebeu uma comissão da Organização Mundial de Saúde (OMS), que esteve em Pernambuco acompanhando as ações conjuntas em prol do enfrentamento à epidemia da microcefalia.

Participaram da visita o diretor estratégico da OMS, Christopher Dye; o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/Brasil), Juan Cortez; o gerente da Área de Vigilância, Controle e Prevenção de Doenças da OPAS/OMS, Marcos Espinal; e o coordenador da Unidade Técnica de Doenças Transmissíveis e Analise da Situação de Saúde da Opas Brasil, Enrique Vazquez; além do assessor Internacional do Ministério da Saúde, Eduardo Fujikawa.

Em fevereiro deste ano, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, também visitou o IMIP e elogiou a seriedade e transparência de Pernambuco na notificação e no enfrentamento a esse novo agravo de saúde pública. No mesmo mês, a OMS declarou situação de emergência em saúde pública de importância internacional, em razão do aumento de casos de infecção pelo vírus zika e de uma possível relação da doença com quadros registrados de microcefalia e síndromes neurológicas no Brasil, sobretudo na região Nordeste.

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OMS alerta que vacina contra vírus Zika pode chegar tarde demais

Microcefalia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje (9) que uma vacina contra o vírus Zika pode chegar “tarde demais” para ter um impacto real na atual epidemia na América Latina.

“O desenvolvimento das vacinas ainda está em um estágio muito precoce e as opções mais avançadas ainda vão demorar vários meses para serem testadas em humanos”, disse a diretora-geral-adjunta da OMS, Marie-Paule Kieny, acrescentando que “é possível que as vacinas cheguem tarde demais para o atual surto na América Latina”.

Em declarações, dadas ao fim de uma reunião de dois dias sobre a pesquisa relacionada ao vírus, a especialista disse que a vacina é um “imperativo”, especialmente para mulheres grávidas e para mulheres em idade fértil.

No entanto, o diretor do instituto de pesquisa brasileiro Butantan, Jorge Kalil, disse que o processo será lento: “Talvez dentro de três anos tenhamos uma vacina. Três anos, sendo otimista”.

Na reunião, que juntou especialistas e representantes dos países afetados, os cientistas definiram como prioridades o desenvolvimento de testes de diagnóstico, a produção de vacinas para mulheres em idade fértil e a criação de instrumentos de controle vetorial que permitam reduzir a população de mosquitos.

“O vírus Zika leva a uma infecção moderada e quase inofensiva na maioria dos pacientes”, recordou Marie-Paule Kieny, explicando que, por esse motivo, a produção de medicamentos para tratar a infecção “e menos prioritária nesta fase”.

“A necessidade mais premente é o desenvolvimento de instrumentos de diagnóstico e prevenção para preencher a atual lacuna na investigação e para proteger as mulheres grávidas e os seus bebês”, afirmou.

Protocolo de microcefalia de Pernambuco pode ser usado no mundo, diz OMS

microcefalia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estuda usar em outros países os protocolos implantados em Pernambuco sobre formas de cuidar de bebês nascidos com malformações neurológicas. “Nós vamos disseminar esse trabalho para que todo o mundo possa se beneficiar do excelente trabalho vindo deste país”. O anúncio é da diretora-geral da OMS, Margareth Chan, que esteve no Recife nesta manhã em visita ao Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

O Imip é uma das primeiras instituições de saúde de Pernambuco a atender crianças com microcefalia e se tornou referência no estado. Durante a visita, a diretora conversou com pesquisadores e médicos pernambucanos e assistiu a uma apresentação técnica do instituto de medicina, das secretarias de Saúde Estadual e Municipal sobre as ações de combate aoAedes aegypti e o acompanhamento das pessoas afetadas pelo vírus Zika e demais doenças transmitidas pelo mosquito.

A diretora lembrou que a Polinésia Francesa passou por um surto semelhante em 2013 e 2014, mas que o território não identificou a relação entre o Zika e os problemas neurológicos, como a microcefalia. De acordo com ela, devido à descoberta brasileira a Polinésia Francesa “olhou para trás” e percebeu o mesmo padrão, tornando a relação entre zika e microcefalia mais evidente.

Ela também parabenizou o Brasil pelo bom trabalho e afirmou que o país não está sozinho. O mundo, segundo a diretora da OMS, vai ajudar o país a encontrar meios para combater o Aedes aegypti e o vírus Zika. “A essa altura, o controle do mosquito por vários métodos é a primeira linha de defesa. Infelizmente não temos vacina, um diagnóstico confiável e poucos meios de combater o problema.”

Vestida com uma camisa da campanha Zika Zero, do governo federal, ela também chamou o mosquito de complicado e persistente, já que o Aedes aegypti sempre encontra meios de se adaptar e sobreviver aos métodos de combate empregados por vários países, com casos de dengue e chikungunya.

Zika: diretora-geral da OMS visita o Brasil esta semana

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A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, visita o Brasil esta semana para acompanhar a epidemia do vírus Zika no país.  A previsão é que ela desembarque em Brasília na próxima terça-feira (23). Da capital, Margaret Chan deve ir ao Recife, já que o estado de Pernambuco registra o maior número de casos de microcefalia possivelmente associados à infecção pelo Zika (182 casos da malformação confirmados e 1.203 em investigação).

De acordo com o Ministério da Saúde, a visita da diretora-geral da OMS ocorre a convite do governo brasileiro. A agenda oficial de Margaret Chan no Brasil deve ser divulgada amanhã (22). No início do mês, a OMS declarou emergência em saúde pública de interesse internacional em razão do aumento de casos de infecção pelo Zika em diversos países e de uma possível relação da doença com quadros de malformação congênita e síndromes neurológicas.

O Ministério da Saúde investiga pelo menos 3.935 casos suspeitos de microcefalia possivelmente associada ao vírus. Até o dia 13 de fevereiro, 508 casos foram confirmados e 837 descartados de um total de 5.280 notificações de estados e municípios ao governo federal.

Desde a última quinta-feira (18), a notificação de casos suspeitos de infecção pelo Zika é obrigatória no Brasil. A portaria, publicada no Diário Oficial da União, prevê que todos os casos suspeitos deverão ser comunicados semanalmente às autoridades sanitárias. Margaret Chan foi eleita diretora-geral da entidade pela primeira vez em novembro de 2006. Em maio de 2012, a  sanitarista foi reconduzida para o mandato que vai até junho de 2017. Antes, ela já havia ocupado dois diferentes postos na OMS.

Brasil receberia maior parte dos US$ 56 milhões da OMS para combate à zika

Aedes

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um plano estratégico global no valor de US$ 56 milhões para combater a epidemia do vírus Zika. O projeto, denominado Quadro de Resposta Estratégica e Plano de Operações Conjuntas, deve servir para orientar a resposta internacional à propagação da infecção e de casos de malformação congênita e síndromes neurológicas possivelmente associados ao Zika.

A estratégia, segundo a OMS, visa a mobilizar e coordenar parceiros, especialistas e recursos para ajudar os países a ampliar a vigilância em torno do vírus e de desordens que possam estar associadas a ele; melhorar o controle do vetor; comunicar riscos de forma eficaz; elaborar medidas de orientação e proteção; providenciar cuidados médicos aos afetados e acelerar pesquisas relacionadas ao desenvolvimento de vacinas, técnicas de diagnóstico e terapias.

Dos US$ 56 milhões definidos pela organização, US$ 25 milhões serão destinados à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), enquanto US$ 31 milhões financiarão o trabalho de parceiros.

No dia 1º de fevereiro, a OMS declarou situação internacional de emergência em saúde pública em razão do aumento de casos de infecção pelo vírus Zika em diversos países e de uma possível relação da doença com quadros registrados de malformação congênita e síndromes neurológicas.

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