Juiz Sanfoneiro Ednaldo Fonseca e jornalista Ney Vital participal do Encontro Nacional dos Gonzagueanos em Caruaru

Ednaldo Fonseca e Ney Vital marcarão presença no encontro. (Foto: Arquivo Pessoal)

O Encontro Nacional dos Gonzagueanos, edição 2017, será realizado em Caruaru, no sábado (11). O evento acontece anualmente desde 2012, sempre na segunda semana de Novembro e é coordenado pelo diretor do Espaço Cultural Asa Branca do Agreste, Luiz Ferreira e promovido pelo Fã Clube de Gonzagão do Nordeste e o apoio do Lions Vila Kennedy.

Este ano além da presença do ex-Governador de Pernambuco, Roberto Magalhães, o encontro terá a participação do Juiz Sanfoneiro Ednaldo Fonseca e do jornalista, membro do Conselho de Cultura do Parque Asa Branca, Ney Vital.

O encontro tem o objetivo de manter viva a obra de Luiz Gonzaga. “É uma honra todo ano em Caruaru receber os estudiosos, pesquisadores, colecionadores de Luiz Gonzaga de todo o Brasil”, diz Luiz Ferreira. Personalidades ligadas a vida e obra de Luiz Gonzaga recebem o Troféu Luiz Gonzaga Orgulho de Caruaru.

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Violeiros e sanfoneiros incrementam programação cultural do São João de Petrolina

(Foto: ASCOM)

Em dois dias seguidos, violeiros e sanfoneiros da região incrementaram a programação junina de Petrolina que  abre espaço para diversos eventos culturais. Este ano, o São João da cidade oferece atrações para todos os públicos que já estão aproveitando a animação.

Nesta terça e quarta-feira (14), centenas de famílias lotaram a Concha Acústica da cidade para prestigiar dois importantes eventos que já fazem parte do calendário junino de Petrolina: o festival de violeiros e o tradicional concurso de sanfoneiros que contemplam um ambiente voltado às famílias.

Na terça-feira (13), sete duplas de violeiros subiram ao palco para encantar o público ao som da boa viola. Seis delas, concorreram à premiação de R$ 5 mil que ficou com a dupla Ivanildo Vila Nova e Valdir Teles que levaram o primeiro lugar.

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O Juiz Sanfoneiro, Dr. Ednaldo Fonsêca, rende homenagens ao Rei do Baião

Dr. Ednaldo Fonsêca rende homenagens ao ídolo e conta sobre a emoção de ter tocado para o Rei do Baião. (Foto: ASCOM)

A semana é toda dedicada ao Rei do Baião, que comemoraria 104 anos caso estivesse vivo, no último dia 13/12. Para falar sobre este ícone da música nordestina o Juiz Sanfoneiro, Dr. Ednaldo Fonsêca conta que conheceu Luiz Gonzaga, quando tinha 12 anos, e que o mesmo, após ouvi-lo tocar, o incentivou a seguir em frente com a sanfona. Conselho que o mesmo levou a sério. Hoje o Juiz Sanfoneiro tem como bandeira musical o forró pé de serra, cantada pelo eterno Lua.

Dr. Ednaldo Fonsêca rende homenagens ao ídolo e conta sobre a emoção de ter tocado para o Rei do Baião. “Eu tinha 12 anos. Ele (Luiz Gonzaga) passava por Belém de São Francisco, onde eu morei alguns anos, e fui chamado para tocar pra ele. Fui bastante envergonhado e ele com a voz de bronze, disse: – esse é o sanfoneiro mirim? Toque pra eu lhe ouvir, cabra!”, relembrou.

“Toquei duas músicas. Ainda não cantava. Quando terminei, ele fez o seguinte comentário: Toca direitinho. Mas, tem dois defeitos: toca olhando pros teclados e eu de imediato, respondi: é por que eu tenho vergonha. De imediato ele respondeu: tocar sanfona não faz vergonha a ninguém, não. E o outro defeito é que você deve aprender música, teoria musical, pois eu perdi muito em não fazer isso. Vá em frente, meu filho. Nossa! Pra mim, foi um sonho!”, confessou o Juiz Sanfoneiro.

Importância cultural

Dr. Ednaldo Fonsêca assegurou, que Luiz Gonzaga tem uma grande importância na cultura musical brasileira. Lembrando que o seu trabalho musical popularizou o acordeon e uma instrumentação típica do nordeste (zabumba, triângulo e sanfona) utilizando a música e poesia para contar as alegrias e tristezas da vida do sertanejo. “Sua obra popularizou a maneira nordestina de produzir arte no sul e sudeste, numa época em que a migração foi bastante significativa. Acolhida inicialmente pelos nordestinos que moravam no sul, a música de Luiz Gonzaga conquistou não só essas regiões, mas todo o país. Foi o precursor do Xote, Baião, Xaxado (Forró), popularizado hoje em todo país com o rótulo de forró pé-de-serra”.

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IV Festival Internacional da Sanfona é encerrado com show de Fagner

(Foto: Ivan Cruz)

Fagner e Targino tocam juntos no IV Festival Internacional da Sanfona. (Foto: Ivan Cruz)

Foram quatro dias de muita música  na terra de João Gilberto. Com artistas brasileiros e internacionais, do forró ao tango, o IV Festival Internacional da Sanfona chegou ao último dia, neste sábado (16), com o show de Fagner, que ao lado de Targino Gondim, mostrou no palco da Orla Nova, em Juazeiro (BA), a força da cultura nordestina.

No dia anterior, no Centro de Cultura João Gilberto, o público cantou à capela e interagiu com os artistas. Fagner, que tem uma longa história de parcerias com os acordeonistas, ouviu suas músicas cantadas em coro pelas pessoas que lotaram a orla. “Quero dizer para vocês do fundo do coração que estou emocionado”, declarou o cantor.

Atração também bastante aguardada, Targino Gondim (que também é curador do evento) conciliou o tempo entre cantar – com os hits ‘Esperando na janela’, ‘Numa sala de reboco’ e ‘Eu só quero um xodó’ – e tocar no palco com o instrumentista paraibano, Edglei Miguel, e o Quinteto Sanfônico da Bahia.

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Segundo dia do IV Festival Internacional da Sanfona é marcada por shows do americano Murl Sanders, Renato Borghetti e o Quinteto Sanfônico da Bahia

(Foto: ASCOM)

Nesta sexta-feira (15), o festival conclui os trabalhos nas oficinas e exposições. (Foto: ASCOM)

O som típico gaúcho de Renato Borghetti se misturou à sonoridade nordestina do Quinteto Sanfônico da Bahia e ao estilo americano de Murl Sanders, na noite em que o palco brilhou, no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro (BA). Esta quinta-feira (14) foi marcada pelo início da série de concertos do IV Festival Internacional da Sanfona, que chega ao seu segundo dia.

Quem abriu as apresentações, às 20h, foi o Quinteto. Puxado pelo cantor,  sanfoneiro e curador do evento, Targino Gondim, o grupo variou os ritmos das canções, tocaram músicas de Vinícius de Moraes, Chico Buarque, João Gilberto e Sivuca. “O mestre Luiz Gonzaga tem um papel tão forte no nosso imaginário, que muitas pessoas ligam imediatamente o acordeom ao forró. Hoje vamos passear mais por outros ritmos”, disse Targino ao público, enquanto se preparava para tocar ‘Mercedita’, um clássico paraguaio.

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Exposição de Sanfonas começa na próxima quarta no João Gilberto

festival da sanfona

O hall de entrada do Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro (BA), terá uma aparência bem musical na próxima quarta-feira (13). O dia de abertura do IV Festival Internacional da Sanfona será também o começo da exposição ‘Encontros’, que a partir das 9h, faz uma retrospectiva fotográfica das edições do evento e traz a marca Lettice, considerada uma das melhores fabricantes de gaita do país, para uma maior aproximação com o público.

Segundo o sanfoneiro, curador e diretor artístico do evento, Targino Gondim, a mostra, além de promover demonstrações de montagem, manutenção e afinação do fole, também vai homenagear os artistas que passaram pelo festival através das lentes dos fotógrafos Ivan Cruz (Jacaré) e Regina Lima. “São 12 fotos que permitem uma fascinante viagem pela emoção e a troca de influências musicais, a exemplo dos encontros entre Dominguinhos, Frank Marocco, Elba Ramalho, Toninho Ferragutti, Chico Chagas, Daniel Castilhos e Lucy Alves, a Luzia da novela Velho Chico”, adianta.

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Documentário lançado em Salgueiro aborda os talentos da sanfona a partir de Luiz Gonzaga

Em 45 minutos, documentário Levando a Vida na Sanfona fala dos talentos de várias gerações/Foto: internet

Em 45 minutos, documentário Levando a Vida na Sanfona fala dos talentos de várias gerações/Foto: internet

A arte de tocar sanfona vai além do ofício de artista, da paixão pelo instrumento, da inspiração musical ou do prazer de estar no palco puxando o fole para multidões dançarem. Esses pontos abrem o horizonte de diálogos com grandes sanfoneiros ao longo do documentário Levando a vida na sanfona, do jornalista e pesquisador Emanuel Andrade, com a produtora Mídia Digital (Kayo Vinicius e Cassio Júnior), lançado neste sábado (30) durante a final do 8º Festival da Sanfona, dentro das comemorações do aniversário de 152 anos de emancipação política de Salgueiro.

O documentário é produto de dois anos de acompanhamento dos bastidores  e shows do Festival da Sanfona, rodas de sanfonas e festas juninas. De acordo com o jornalista Emanuel Andrade, a ideia do documentário (de 45 minutos), dedicado à memória de Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca; é reverenciar os talentos da sanfona,  fazendo a ponte entre as gerações a partir de Luiz Gonzaga e as que sucederam, incluindo os jovens que atualmente estão mergulhados na música como sanfoneiros.

O filme fecha o projeto O Fantástico Mundo das Sanfonas que culmina com uma exposição de fotografias que está em cartaz na Casa da Cultura Veremundo Soares, até o próximo dia 20 de maio.  No documentário, estão nomes como Waldonys, Cezzinha, Targino Gondim, Zenilton, Danilo Pernambucano, Renato do Acordeon (Limão com Mel), Kinho Callou,  Teresinha do Acordeon.

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Inscrições para 8º Festival da Sanfona encerram amanhã em Salgueiro

festival da sanfona

Encerram amanhã (07) as inscrições para o 8º Festival da Sanfona, em Salgueiro, Sertão de Pernambuco. Os três primeiros vencedores na categoria ‘Sanfona Livre’ receberão os valores de R$ 3.000,00; R$ 2.000,00 e R$ 1.000,00. Os campeões, na categoria ‘8 Baixos’ serão premiados com R$ 3.000,00 e R$ 2.000,00 e na ‘Infanto-Juvenil’ com R$ 1.500,00 e R$ 1.000,00.

De acordo com o secretário de Cultura e Esportes, Marcos Cleuber, o Festival da Sanfona tem um papel de resgate, fortalecimento e estímulo da prática da sanfona em Salgueiro e região. “Com a Casa do Sanfoneiro e o Festival da Sanfona, os nossos artistas são mais valorizados. São os seguidores de Luís Gonzaga e uma cultura que não podemos perder. Tudo isso significa, também, uma busca incansável pela revelação de novos talentos”.

Nesta edição, não será permitida a participação de candidatos campeões nos dois últimos Festivais

Serviço:

– Edital e ficha de inscrição: http://www.salgueiro.pe.gov.br/no…/8_festival_da_sanfona.htm

– Endereço para entrega do material, pessoalmente ou pelos Correios:

8º Festival da Sanfona do Sertão
Secretaria de Cultura e Esportes / Anexo da Prefeitura
Rua Maria Nogueira Sampaio, S/nº
Nossa Senhora das Graças – CEP 56000-000 – Salgueiro – PE
Horário de atendimento: 9h às 12h

Salgueiro ganha exposição fotográfica sobre a sanfona

exposição salgueiro

A exposição fotográfica O Fantástico Mundo das Sanfonas, sob a curadoria e pesquisa do jornalista Emanuel Andrade, está aberta para visitação na casa da Cultura Veremundo Soares. A amostra fica aberta ao público até dia 20 de maio, sempre de terça-feira à sábado. Foram reunidos trabalhos de cinco fotógrafos sertanejos de Pernambuco e Bahia, com registros de shows em festivais do gênero, rodas de sanfona além de músicos na intimidade do palco e de casa.

As fotos são assinadas pelos fotógrafos Ivan Cruz, Héliton Araújo, Gilson Pereira, Diego Fernandes e Regina Lima. Com uma proposta pedagógica, a exposição foca a trajetória da sanfona desde a criação do Sheng, na China por volta de 2.700, a. C, que originou o harmônio, a gaita de boca até chegar à sanfona que se popularizou no Brasil, principalmente no Nordeste.

exposição sanfona

São seis expositores no espaço que além de destacar a evolução do instrumento, conta com textos poéticos sobre a temática, xilogravuras, reportagens jornalísticas e letras de canções clássicas que evocam a sanfona. As imagens retratam grandes nomes da sanfona a exemplo de Dominguinhos, Oswaldinho, Toninho Ferragutti, Hermeto Pascoal, Camarão, Renato Borghetii, Pinto do Acordeon, Cesinha, Waldonys, artistas da região como Nêgo do Mestre, Danilo Pernambucano e Teresinha do Acordeon entre outros talentos. Como será itinerante, a exposição depois passará por Petrolina e Juazeiro (BA).

Um dos painéis registra momentos de apresentação de crianças e mulheres, especificamente, no festival de Salgueiro. Um baner de 4X4 metros  retrata imagens clássicas da MPB e tem à sua frente uma bancada com decoração focada em elementos domésticos como o bule de café, candeeiro, arupemba com espigas de milho, além de livretos de cordel.

A partir de junho a exposição deverá ser instalada em Petrolina e Juazeiro(BA).

Com informações Ascom