Chuva deixa 100 famílias ilhadas no Assentamento José Almeida na Tapera em Petrolina

Moradores Alagados Casa 6

A chuva da sexta-feira, (22) que começou às 9h e seguiu até às 6h do sábado (23), em Petrolina, no sertão de Pernambuco, resultou em 77.2 milímetros de água, segundo dados da Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), deixou o Assentamento José Almeida, localizado às margens da PE-627, na estrada da Tapera, zona rural, de Petrolina completamente ilhado.

De acordo com relatos de populares em entrevista exclusiva a reportagem do Blog na tarde de domingo (24), os trabalhadores rurais tiveram prejuízos incalculáveis e ainda esperam ajuda das autoridades competentes.

Maria José Assentamento Tapera, Petrolina 1 (24-01-16)

A agricultora, Maria José, 52 anos, faz parte das 100 famílias ilhadas no Assentamento José Almeida, segundo ela a situação no local está complicada e com tendência de piorar com a chegada de novas chuvas.

Estamos aqui ilhados sem nada e até sem alimentação e não temos como sair pra comprar comida. Os bichos da gente estão morrendo afogados, estamos correndo diversos riscos de pegar doenças com essa água parada, ou até mesmo morrer com uma descarga elétrica, já que aqui nós moramos em barracas de barro e madeira,” explicou à agricultora dentro da casa alagada na Tapera.

Emocionada Maria afirma que as novas casas populares prometidas para serem entregues pelo Governo em 2011, até agora não saíram do papel, ela pede respostas e uma solução das instituições envolvidas com a reforma agrária no país e as autoridades competentes de Petrolina, “até agora não apareceu nenhum representante, nem do INCRA nem Caixa Econômica, Prefeitura nem MST, seria bom se eles viessem para botar o dedinho aqui e vê a situação que estamos passando, estamos à mercê do nada” desabafou.

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Assim como dona Maria, Gilvan Bezerra, também perdeu alguns frangos afogados. Os animais integram o projeto Fomento Mulher, do INCRA, orçados em R$ 3 mil reais. “Tá aí o projeto todo em baixo de água eram 120 frangos veio a chuva 40 deles morreram só sobraram 80 e a situação não é boa, pois, podem morrer mais e o pior que esse dinheiro (R$ 3 mil) temos que devolver ao Governo no próximo ano, o que vamos fazer?”, questiona as autoridades, Gilvan.

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