A tabuada da exportação do couro

Marcelo Damasceno 3

A depressão da economia norte-americana posterior à uma primeira guerra mundial indicava uma profética intervenção em Petrolina. Cravejada de estrelas e uma caatinga reverenciada pelo mais rico bioma do mundo na sua vegetação. Depois da sua caatinga desvirginada e produzindo os primeiros frutos. Com suas escolas religiosas para o ensino público e serviço em educação padronizada e cognitiva. Escola Nossa Senhora Maria Auxiliadora e Colégio Dom Bosco.

O Coronel Clementino Coelho um petrolinense com atividades comercial e pré-industrial. O beneficiamento das matérias primas produzidas com essa visão de tudo e do mundo. O sisal e o óleo da mamona. O algodão para a posterior indústria têxtil. Com a Catedral e seus cultos católicos. Com divergentes ideias para o ambiente que espreitava esse desentendimento entre a Diocese e seu dirigente comercial, Coronel Clementino Coelho. A segunda guerra mundial às portas. Um pulo desse 1927 a 1942.

Petrolina se vinculara ao mundo com a oportuna exportação. A guerra imbecil exigira a pele animal. O Coronel “Quele” guardara para a seca. Ele juntara fardos de pele da caprinocultura que incrementava a balança comercial. Surgira a Exportadora Coelho. Os anos 1940 de Petrolina enriquecidos na divergência entre um Bispo católico e um membro dessa igreja deu esse solavanco econômico a permitir a sequência matemática com política desentendida e polarização anterior à essa disputa de PT e PSDB. Essa troca de insultos aqui no Facebook entre facções que insistem por seu corporativismo sectário. Desse empurrão dos anos 1950 a exportação de pele dourava a economia. Petrolina saira definitiva da sua provinciana rotina.

Escrevi, jornalista Marcelo Damasceno. Petrolina PE.

 

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