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“A verdade prevalecerá”, afirmam pais de Beatriz às vésperas de audiência em Recife

(Foto: Jean Brito)

Nesta quarta-feira (12) todas as atenções da comunidade sanfranciscana estará voltada para Recife. Às 9h está marcada uma audiência no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), onde um dos itens com possibilidade de análise pelos desembargadores é o recurso do pedido de prisão preventiva contra Alisson Henrique, ex-funcionário do Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora.

Segundo a Polícia Civil, Alisson apagou imagens de câmeras de monitoramento do dia em que Beatriz Angélica Mota foi morta na instituição, em 10 de dezembro de 2015. Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais da garota vão a capital acompanhar a audiência e esperam justiça.

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Em nota divulgada à imprensa, os pais de Beatriz afirmam acreditar nas instituições e negam estar condenando Alisson. Confira a íntegra da nota divulgada pelo casal:

“Nós, os pais de BEATRIZ Angélica Mota, somos a parte mais interessada na resolução desse crime que destruiu as nossas vidas.

Não somos irresponsáveis, nem levianos e principalmente não gostaríamos de testemunhar mais uma injustiça na sociedade. Sempre cobramos principalmente das autoridades policiais uma resposta célere e contundente. Desde o início participamos e colaboramos incansavelmente para que tudo seja esclarecido, custe o que custar, seja o que for, doa a quem doer.

Sofremos diariamente com a angústia e impotência diante das situações que são reveladas oficialmente e muito mais com os vazamentos de informações (que deveriam estar sob sigilo) nas redes sociais. A cada nova revelação nós nos apegamos profundamente com a esperança renovada de termos um fechamento dessa tragédia que ainda vivemos.

Quando soubemos que as imagens haviam sido adulteradas ou apagadas, tivemos a certeza de que o caso seria solucionado naquele momento. Eis aí a ponta do novelo, dizíamos.

Não estamos imputando a autoria do crime de homicídio a ALLISON HENRIQUE DE CARVALHO CUNHA, mas sim a prática de crimes diversos que de alguma forma contribuíram para que até agora não se chegasse ao resultado esperado por todos.

A equipe da Polícia Civil de Pernambuco periciou os equipamentos de gravação de imagens e foi comprovada a PROVA DA MATERIALIDADE e AUTORIA DOS CRIMES previstos nos artigos 342, caput e 347 do Código Penal, apontando o ex-funcionário do Colégio Maria Auxiliadora de Petrolina-PE como o responsável por apagar imagens captadas por câmeras em que aparece o suspeito do assassinato de nossa BEATRIZ.

Pois bem, a Força Tarefa do Ministério Público acatou e ratificou esse pedido de prisão preventiva feito pela delegada Poliana Nery. A juíza Elane Brandão Ribeiro também entendeu que tanto a prova da materialidade quanto a autoria desses crimes estavam presentes. O único motivo para o indeferimento foi relativo ao tempo da prática dos crimes praticados por ele, Allison Henrique, cometidos em 2016. Uma decisão, em primeira instância, que consideramos ser injusta

Em relação a esse argumento temos que perceber é que esse fato em si foi o mote do comprometimento de quase toda investigação, porque a partir do momento em que se deletou aquelas imagens não se pôde mais chegar com precisão ao autor ou autores do fato criminoso. Então, a questão da contemporaneidade não deveria ser vista no dia de hoje, mas em relação ao comprometimento que essa ação lá atrás trouxe para toda a investigação policial. Não é porque o crime é mais ou menos grave que eu vou dizer se uma pessoa deve ou não ser presa. O que se busca com a prisão preventiva nessa situação específica é a solução do inquérito policial. É a conveniência para a instrução processual futuramente.

Em notas à imprensa, tanto o Colégio Maria Auxiliadora, quanto seu ex-funcionário Allison Henrique, querem inculcar nas pessoas de que a responsabilidade por ter apagado as imagens é da Polícia Civil de Pernambuco. Isso é lamentável. Contra provas não há argumentos. A verdade prevalecerá. O MPPE já recorreu dessa decisão.

Não estamos nem mencionando fatos anteriores como: o sumiço de algumas chaves, a reforma na sala de ballet, a modificação da rotina de eventos da escola, a falta de segurança de um modo geral naquele fatídico evento.

E quando soubemos que o Tribunal do Júri do Estado estaria reunido em uma audiência para deliberar sobre essa decisão nesta quarta-feira (12), achamos oportuno também nos fazer presente e torcer que a justiça realmente prevaleça.

Acreditamos nas instituições e no poder público. Cremos principalmente em DEUS. Não permitiremos que outra injustiça seja cometida contra nossa princesa BEATRIZ.

Lucinha Mota e Sandro Romilton.
Petrolina- PE, 11 de Dezembro de 2018.”

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