Alta nos alimentos deve-se ao excesso de chuvas, aponta pesquisa

Análise tem como base conjunto de 34 produtos, que incluem alimentos e materiais de higiene

Análise tem como base conjunto de 34 produtos, que incluem alimentos e materiais de higiene

As chuvas dos últimos dois meses foi motivo de alegria e esperança para o sertanejo, mas o excesso delas nas principais regiões produtoras de alimentos provocou alta nos preços dos itens que compõem a cesta básica. A informação é de um levantamento realizado mensalmente pela Facape.

Dentre os produtos que tiveram aumento de preços, o feijão e o leite refletem as consequências do excesso de chuvas, o que também alterou o valor dos seus derivados, a exemplo da margarina. Outro item que teve um forte aumento e refletiu na inflação foi o açúcar. A elevação do preço do produto ocorreu devido a um movimento que privilegia a produção do etanol ao invés do açúcar. Como consequência, o item apresentou menor disponibilidade, o que fez o seu valor aumentar.

Segundo o levantamento, Juazeiro apresentou inflação de 0,86% e Petrolina de 0,37% no mês de fevereiro. Considerando as informações das duas cidades, a inflação foi de 0,22%. Dessa maneira, o cidadão que recebeu o salário mínimo de R$ 880, gastou 36,10% da renda com a aquisição da cesta básica, restando R$ 562,67 para as demais despesas.

Ainda de acordo com o estudo, apesar da inflação, o aumento de 11,67% do salário mínimo melhorou o poder aquisitivo da população das duas cidades. Segundo o coordenador da pesquisa, João Ricardo Ferreira, os consumidores ainda devem buscar outras alternativas, como manter as pesquisas de preços, comprar quantidades menores, observar as promoções e fazer substituição de produtos caros por outros mais baratos.

O Índice da Cesta Básica do Vale do São Francisco (ICB) é um projeto do Colegiado de Economia da Facape. A pesquisa completa está disponível na página eletrônica da instituição (www.facape.br), no link ICB.

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