Anúncio do Banco Central anima cooperativa de crédito do Vale do São Francisco

(Foto: Divulgação)

Em entrevista ao UOL, na última segunda-feira (17), o diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Souza, anunciou que espera que as cooperativas de crédito de todo País dobrem o número de empréstimos para reduzir juros, alcançando R$ 545 bilhões em ativos até 2022.

A declaração teve repercussão positiva em Petrolina e região, onde o Sicredi Vale do São Francisco teve um crescimento no ano passado da ordem de 23% com um aumento dos ativos, de R$ 106 milhões em 2018 para R$ 130 milhões em dezembro de 2019.

De acordo com o presidente do Sicredi VSF, Antônio Vinícius Ramalho Leite, a notícia anima todo o cooperativismo nacional. “Recebemos com boas expectativas a informação de que o governo quer aumentar de 9% para 20%, até 2022, a participação de mercado das cooperativas nas linhas de crédito (crédito pessoal não consignado, crédito rural e capital de giro para empresas)”, ressaltou.

Revelando que a medida vai aumentar a concorrência com bancos e diminuir os juros para empresas e o consumidor final, o dirigente cooperativista regional também recebeu com entusiasmo a declaração do BC, de que vai adotar medidas para que os cooperados aumentem o volume de crédito tomado nas cooperativas. “Atualmente, 24% das operações de crédito dos cooperados são feitas nas cooperativas e o restante em bancos tradicionais”.

O Brasil possui 916 cooperativas de crédito e 10,1 milhões de cooperados. Em sua declaração, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Souza, disse também que a intenção da instituição, é aumentar o tamanho das cooperativas de crédito no sistema financeiro. “O BC quer mudar o perfil de renda dos cooperados e atender mais pessoas com menos renda. Se as cooperativas fossem uma única instituição financeira, já seriam o sexto maior banco do Brasil. Atualmente, representam 5% dos depósitos de todo o sistema financeiro. Na França, são 60% e, na Holanda, 39%. Há espaço para crescer no Brasil”, afirmou.

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