Bebê é retirada de útero, operada, e colocada de volta por mais três meses

Lynlee "nasceu pela segunda vez" em 6 de junho, através de uma cesariana feita próximo do fim da gravidez. Ela veio ao mundo saudável e pesando 2,4 kg. Foto: Youtube/Reprodução

Lynlee “nasceu pela segunda vez” em 6 de junho, através de uma cesariana feita próximo do fim da gravidez. Ela veio ao mundo saudável e pesando 2,4 kg. Foto: Youtube/Reprodução

A pequena Lynlee Boemer, de Lewisville, no Estado norte-americano do Texas, quando pesava apenas 530 gramas, teve que ser retirada do útero de sua mãe por 20 minutos para passar por cirurgia vital. A necessidade surgiu logo após um ultrassom de rotina na 16ª semana de gestação revelar um tumor na sua coluna. O tumor, um teratoma sacrococcígeo, estava elevando o risco do bebê sofrer uma falência cardíaca.
A mãe de Lynlee, Margaret Boemer, estava esperando gêmeos, mas perdeu um dos bebês no primeiro trimestre da gestação. Quando os médicos fizeram o diagnóstico do bebê sobrevivente, eles recomendaram que ela interrompesse a gestação por completo. No entanto, Margaret resolveu arriscar tudo em uma cirurgia para retirar o tumor de Lynlee. A bebê teria 50% de chances de viver. O tumor e Lynlee tinham quase o mesmo tamanho quando a operação aconteceu, na 23ª semana de gestação.

O teratoma sacrococcígeo é o tipo mais comum de tumor encontrado em bebês. Mesmo assim, ele ainda é bastante raro, ocorrendo em um a cada 30 mil a 70 mil nascimentos. Sua causa é desconhecida, e é quatro vezes mais comum em meninas que em meninos. A cirurgia em Lynlee foi tão delicada que em certo momento, o coração dela parou de funcionar e um especialista a manteve viva enquanto a maioria do tumor era retirado.
Ao fim do procedimento, ela foi colocada de volta no útero de sua mãe, que passou 12 semanas em repouso total. Lynlee “nasceu pela segunda vez” em 6 de junho, através de uma cesariana feita próximo do fim da gravidez. Ela veio ao mundo saudável e pesando 2,4 kg. O seu nome é uma homenagem às suas avós. Aos oito dias de vida, teve de ser operada de novo para remover o restante do tumor de seu cóccix. Hoje, está em casa e se recupera muito bem.
Com informações de Diário de Pernambuco

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