Blog recebe visita do escritor do livro “Lampião o Mito”

Tapioca - Lampião

Roberto Tapioca é membro da Academia Serra Talhadense de Letras e da Academia de Letras do Sertão Pernambucano

A vida e morte de Lampião, o Rei do Cangaço, tem despertado a curiosidade de muitos escritores. Diversas estórias sobre o mito são contadas, principalmente pelas as pessoas mais velhas, algumas com algum fundo de verdade, outras apenas ficção. Resgatar parte dessa odisseia foi a difícil missão do sertanejo Roberto Tapioca.

Em visita à Petrolina o escritor esteve na sede deste Blog, oportunidade em que nos presenteou com um exemplar da 22ª edição do seu livro “Lampião o Mito” e falou do seu trabalho.

“Este livro é fruto do trabalho de alguns anos, pois eu sempre me interessei por estórias passadas do nordeste. Percebo que as aventuras de lampião é um dos temas mais importantes da cultura popular do Nordeste. Nós sabemos que um mito de grande dimensão nunca morre, sua história cria automaticamente o personagem que substitui o homem”, contou Tapioca.

De acordo com o escritor a história de Lampião foi ordenada em pequenos capítulos, sintetizando a entrada de Virgulino Ferreira no cangaço, origem do seu apelido, a chagada de Maria Bonita ao bando, nascimento da filha Expedita, a vida dos cangaceiros, como viviam as volantes, a patente de capitão, invasão de Mossoró-RN e detalhadamente a morte rei do cangaço.

“O que eu quero oferecer nesse livro é um conhecimento geral, adquirido através de pesquisas. Para fazer esse trabalho eu li 27 livros e tirei a minha conclusão, o que eu queria, diferente de todos os livros já vistsos”, observou.

Roberto Tapiaca explicou ainda não dar ênfase a condição de herói ou bandido, preferindo deixar a conclusão para cada leitor. “Quando esse livro foi traduzido para o francês, a escritora comparou Lampião ao Zorro, eu achei muito bem colocado essa posição, porque ele era um justiceiro”.

Por fim, o escritor nos informou que cada edição do livro tem uma tiragem de 500 exemplares, sem nunca ter mudado o conteúdo da história, que sempre agrada aos leitores apaixonados pela nossa cultura.

Um Comentário

  • Fábio Gilnei

    11 de maio de 2016 at 15:12

    Com todo respeito Roberto Tapioca, porém o Senhor não mencionou em ( seu livro ) nenhum momento sobre o envenenamento que Lampião foi submetido através da covardia de Pedro Cândido, que vale lembrar que foi seu “coiteiro”.
    Relatos de pessoas que chegaram na gruta do anjico, atestam que os urubus que se alimentaram dos restos mortais dos cangaceiros, os animais que não morreram, ficavam se debatendo sem poder voar. evidenciando a tese de realmente foram envenenados por uma substância extremamente perigosa denominada ESTIQUININE.
    O próprio Pedro Cândido se referiu positivamente sobre o assunto.

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