Corrupção: ex-prefeito de Flores (PE) é preso pela Polícia Federal

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

A Polícia Federal (PF) prendeu o ex-prefeito de Flores, no Sertão de Pernambuco, Arnaldo Pedro da Silva. Mais conhecido como Arnaldo da Pinha, ele foi detido na quarta-feira (14), após denúncia do Ministério Público Federal. O ex-gestor foi condenado pela Justiça Federal, por crimes de responsabilidade em irregularidades na gestão de recursos repassados pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Arnaldo da Pinha foi prefeito de Flores em dois mandatos: 1992-1996 e 2001-2004. A denúncia apresentada pelo MPF relata que o ex-gestor desviou recursos públicos do convênio com a Funasa, que seriam destinados para para melhoria habitacional ao controle da doença de Chagas.

Durante as investigações, observou-se apenas a execução de apenas 51% do previsto, apesar do pagamento integral à empresa contratada. Ele foi condenado a oito anos de reclusão, em regime fechado. O ex-prefeito também foi inabilitado para o exercício de qualquer cargo ou função pública por cinco anos. E deverá reparar o dano causado aos cofres públicos. (Com informações da Folha de Pernambuco).

PF encontra dinheiro na cueca de vice-líder do governo no Senado 

Senador não deve ser mantido no posto de vice-líder do governo (Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) foi alvo de um mandado de busca e apreensão da Polícia Federal, em uma operação que investiga desvios de recursos públicos destinados ao combate da covid-19. Durante a ação, realizada na quarta-feira (14), os agentes encontraram dinheiro escondido na cueca do vice-líder do Governo no Senado.

Bolsonaro já chegou a dizer que tem “união estável” com Chico Rodrigues

O parlamentar é um dos investigados no esquema de que pode ter desviado R$ 20 milhões em emendas parlamentares destinados à Secretaria de Saúde de Roraima.

Em nota, a defesa de Rodrigues afirmou que ele teve “o lar invadido por apenas ter feito o seu trabalho” e que irá “provar que não teve nada a ver com qualquer ato ilícito”.

Senador deve perder posto de liderança

A ação de ontem pode resultar na saída de Rodrigues da vice-liderança no Senado. Apesar da proximidade com Jair Bolsonaro (sem partido), a cúpula do Governo Federal considera “insustentável” manter o político no posto.

Ironicamente, o senador integra a Comissão Mista do Congresso Nacional que fiscaliza a utilização dos recursos repassados exclusivamente para medidas contra o coronavírus.

PF mira desvios no DNIT através da Operação Circuito Fechado

Operação de hoje é desdobramento da “Gaveteiro” (Foto: Estadão/Reprodução)

Equipes da Polícia Federal estão cumprindo mandados de busca e apreensão e também de prisão na “Operação Circuito Fechado”. O foco da ação deflagrada nessa quinta-feira (3) é apurar supostos desvios de R$ 4.566.248 no Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).

Segundo a PF, as fraudes aconteciam por meio de três contratos firmados entre 2012 e 2019. Nove mandados de prisão temporária e 44 de busca e apreensão estão sendo cumpridos nos estados de Goiás, Paraná, São Paulo e no Distrito Federal.

Bloqueios de bens

Em consequência da operação, a Justiça Federal determinou o bloqueio de cerca de R$ 40 milhões nas contas dos investigados e o sequestro de 11 veículos e seis imóveis. A Operação Circuito Fechado é a segunda fase da Operação Gaveteiro, deflagrada em fevereiro de 2020, cujo foco eram fraudes no Ministério dos Transportes.

Os investigados devem responder pelos crimes de peculato, organização criminosa, lavagem de dinheiro, fraude à licitação, falsificação de documento particular, corrupção ativa e passiva. Somando as penas, o tempo de reclusão pode ultrapassar 40 anos de prisão. (Com informações do G1).

Primeira-dama do Piauí é um dos alvos da Operação Topique

Desvios teriam ocorrido quando a primeira-dama era secretária de Educação (Foto: PF/Divulgação)

A primeira-dama do Piauí e deputada federal pelo PT, Rejane Dias, é um dos alvos da terceira etapa da Operação Topique que cumpre 12 mandados de busca e apreensão em Teresina e Brasília (DF), nessa segunda-feira (27). Rejane é ex-secretária de Educação do estado e segundo a PF, tem envolvimento com um esquema de corrupção na pasta.

Entre 2015 e 2016 servidores da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) teriam se associado a empresários do setor de locação de veículos e desviado, no mínimo, R$ 50 milhões de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE). Rejane era a titular da Seduc nessa época.

Governador não é investigado

Os mandados foram cumpridos na casa do governador e esposo de Rejane, Wellington Dias (PT), no gabinete da deputada federal e na Seduc. De acordo com a PF, nem Wellington, nem o gabinete do governador são alvos da operação de hoje.

A Operação Topique ocorreu em 2018, mas mesmo assim o Governo do Piauí manteve contratos ativos com os investigados. Os crimes investigados são de organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e crimes de licitação, praticados no âmbito da Secretaria de Educação do Estado do Piauí.

Em nota, a primeira-dama “afirma que, como desde o início, permanece à disposição para esclarecimentos a todas essas alegações”. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal no Piauí. A ação de hoje tem apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF). Cerca de 60 agentes foram empregados nessa manhã.

PF cumpre mandados de busca e apreensão na Secretaria de Educação do Piauí

PF não informou quais crimes o governador teria cometido (Foto: Divulgação/ Polícia Federal)

A semana começa com a Polícia Federal investigando a existência de uma organização criminosa na Secretaria de Educação do Piauí. Na manhã dessa segunda-feira (27) as equipes cumprem mandados de busca e apreensão na pasta citada, no setor de pregões.

A ação de hoje é um desdobramento da Operação Topique, que investiga a existência de uma organização que praticava crimes como lavagem de dinheiro e fraudes em licitação. 12 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na capital Teresina e Brasília (DF). Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal do Piauí.

Desvios do Fundeb

Os crimes investigados teriam acontecido entre 2015 e 2016, quando agentes públicos teriam se unido a empresários do setor de locação de veículos para desviar recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE).

Mesmo após essa investigação, o governo estadual continuou com o esquema. “Os recursos públicos desviados, quantificados em relatórios de auditoria da CGU, foram obtidos a partir de pagamentos superfaturados em contratos de transporte escolar”, afirmou a PF. A Secretaria de Educação do Piauí disse estar cooperando com as investigações. A PF não informou quais crimes o governador do Piauí teria cometido.

Ministério Público denuncia Geraldo Alckmin por corrupção passiva

Tucano responderá por três crimes (Foto: Arquivo)

Ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) foi denunciado nessa quinta-feira (23) pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O Ministério Público afirma que o tucano recebeu R$ 2 milhões em dinheiro da Odebrecht.

O recurso teria sido entregue na campanha de Alckmin no ano de 2010. Na eleição seguinte (2014), o tucano foi contemplado com mais R$ 9,3 milhões. “Os recursos não foram registrados nas prestações de contas do candidato (falsidade ideológica), que solicitou e recebeu vantagem indevida (corrupção passiva), pagas pelo setor de operações estruturadas da Odebrecht, a partir do emprego de métodos ilícitos como uso de ‘doleiros’, com o fim de ocultar a origem dos valores e dificultar a possibilidade de seu rastreio (lavagem de dinheiro)”, alega o MP-SP.

A denúncia é resultado do trabalho da força-tarefa do MP em parceria com a Polícia Federal, que já resultou na denúncia do candidato ao governo de São Paulo Paulo Skaf e em duas operações que investigam crimes eleitorais envolvendo o deputado federal Paulinho da Força e o senador José Serra.

Além de Alckmin foram denunciados o tesoureiro da campanha, Marco Antônio Monteiro, Sebastião Eduardo Alves, funcionário do tesoureiro, os executivos e operadores da Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Luiz Antônio Bueno Júnior, Arnaldo Cumplido de Souza e Silva, Maria Lúcia Guimarães Tavares, Fernando Migliaccio da Silva, Luiz Eduardo da Rocha Soares e o doleiro Alvaro José Gallies Novis.

José Serra é alvo da Operação Lava Jato

Serra e a filha são investigados por corrupção (Foto: Internet)

Um dos principais nomes do PSDB, o senador José Serra é o principal alvo de uma ação da Operação Lava Jato deflagrada na manhã dessa sexta-feira (3), em São Paulo. Serra e sua filha, Verônica Allende Serra são investigados por corrupção.

Ao todo a Polícia Federal cumpre oito mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo informações do Ministério Público Federal (MPF), a Operação Revoada apura a existência de um esquema de lavagem de dinheiro no exterior, em favor de agentes políticos e outros operadores.

O que diz a denúncia

O MPF acredita que entre 2006 e 2007, José Serra se aproveitou de seu cargo e influência política para receber, da Odebrecht, pagamentos indevidos em troca de benefícios relacionados às obras do Rodoanel Sul. Os milhões de reais foram pagos pela empreiteira em empresas no exterior.

José Amaro Pinto Ramos e Verônica Serra são os responsáveis por essas empresas no exterior, mas ocultando seus nomes. Por meio delas, os dois receberam os pagamentos que a Odebrecht destinou a Serra, então governador de São Paulo.

Os citados

Serra ainda não foi encontrado para comentar o caso. Já a Odebrecht disse que “está comprometida com atuação ética, íntegra e transparente, colabora com a Justiça de forma permanente e eficaz para esclarecer fatos do passado”.

O PSDB afirmou em sua conta no Twitter que “acredita no sistema judicial do país e defende as apurações na utilização de recursos públicos”, mas destacou “que confia na história do senador José Serra e nos devidos esclarecimentos dos fatos”. (Com informações da CNN Brasil).

MP investiga irregularidades na compra de testes rápidos para covid-19 no DF e sete estados

Esquema tem como principal alvo o DF (Foto: Reprodução/CNN)

O Ministério Público voltou suas atenções para a compra de kits para testagem rápida da covid-19 no Distrito Federal, Bahia, Goiás, Espírito Santo, Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro. A Operação Falso Negativo foi deflagrada nessa quinta-feira (2) e investiga crimes como fraude em licitação, formação de organização criminosa; e corrupção ativa e passiva.

A Operação é encabeçada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), em parceria com o MP do Distrito Federal. O valor das compras com dispensa de licitação supera os R$ 73 milhões, segundo o MP. Foram cumpridos 81 mandados, entre servidores públicos e empresários.

Servidores estão ligados a fraudes

O nome da operação remete à baixa qualidade dos testes, que teriam tendência a dar resultado negativo para a o novo coronavírus. Além dos servidores, laboratórios e farmácias também são alvo da operação. Os investigadores acreditam que funcionários da Secretaria de Saúde do DF se organizaram para fraudar licitações e comprar testes com preços superfaturados.

Secretaria nega

Em nota, a Secretaria de Saúde do DF negou qualquer irregularidade, alegando que “todos os testes adquiridos, recebidos por meio de doações ou enviados pelo Ministério da Saúde, têm o certificado da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, portanto, foram testados e aprovados pelo órgão federal”.

Ministro vê indícios de que governador do Pará negociou diretamente compra de respiradores

Governador afirma estar tranquilo (Foto: Agência Brasil/Reprodução)

O governador do Pará, Hélder Barbalho (MDB) foi alvo da Operação Para Bellum, deflagrada pela Polícia Federal na manhã dessa quarta-feira (10) e teve seus bens bloqueados. No entendimento do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Falcão, há indícios de que ele negociou diretamente a compra dos respiradores pulmonares.

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A CNN Brasil exibiu um trecho da decisão de Falcão, onde foi possível identificar uma troca de mensagens entre Barbalho e um empresário, combinando valores da compra. Para o ministro o governador negociou direta e pessoalmente a aquisição dos equipamentos utilizados no tratamento de pacientes com covid-19.

Pagamento antecipado

O Estado do Pará pagou R$ 25,5 milhões antecipadamente. Para o ministro há indícios de prevaricação e corrupção passiva, além de fraude em licitação. Além de Barbalho o secretário de Saúde do Pará, Alberto Beltrame também teve seus bens congelados.

“Tranquilo”

Através do seu Twitter o governador afirmou estar tranquilo quanto à operação da PF e a decisão da Justiça. “Estou tranquilo e à disposição para qualquer esclarecimento que se faça necessário. Agi a tempo de evitar danos ao erário público, já que os recursos foram devolvidos aos cofres do estado“, escreveu.

Para PF, primeira-dama do Rio tem participação em esquema de desvios

Depósitos na conta da 1ª Dama levantaram suspeita da PF (Foto: Reprodução)

Pagamentos feitos ao escritório da primeira-dama do Rio de Janeiro, Helena Witzel levantaram suspeitas da Polícia Federal (PF) durante as investigação da Operação Plaebo. Os documentos são alguns dos elementos apontados pela PF para embasar as buscas e apreensões feita na manhã dessa terça-feira (26) na sede do Governo e no trabalho de Helena.

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PF apura desvios de recursos à saúde e cumpre mandados na residência do governador do RJ

A operação foi autorizada pelo ministro Benedito Gonçalves do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e mira um suposto esquema de desvios de recursos públicos destinados ao combate ao coronavírus no estado. Além dos Witzel, ex-membros do Governo do Estado serão ouvidos pela PF.

Um contrato de prestação de serviços e honorários advocatícios do escritório de Helena Witzel à empresa DPAD Serviços e Diagnósticos é um dos elementos apontados pela PF para configurar o esquema de desvios. Isso prova “vínculo bastante estreito e suspeito entre a primeira-dama do estado e as empresas de interesse de M.P. (Mario Peixoto), em especial o contrato de prestação de serviços e honorários advocatícios entre seu escritório de advocacia e a empresa DPAD Seviços Diagnósticos LTDA”. O governador do Rio negou as acusações.

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Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) é um dos alvos da operação

A Polícia Federal deflagrou nessa terça-feira (26) a Operação Placebo, para apurar desvios de verbas destinadas à saúde no Rio de Janeiro. Os mandados estão sendo cumpridos no Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador Wilson Witzel (PSC).

A PF cumpre 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O foco da ação é encontrar possíveis indícios de fraude e desvios dos recursos públicos nas ações de enfrentamento ao novo coronavírus.

A PF entende que há um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde. Os mandados também estão sendo cumpridos no Leblon, no escritório da primeira-dama Helena Witzel.

Parte da equipe também está na casa do ex-subsecretário de saúde, Gabriell Neves, também no Leblon. Outro alvo da operação é o ex-secretário estadual de saúde do Estado, Edmar Santos, exonerado há poucos dias.

Comitê de Ética pode arquivar investigação contra secretário da Comunicação sem investigá-lo

(Foto: Agência Senado)

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República está estudando a possibilidade de arquivar o caso envolvendo o chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), Fabio Wajngarten. Isso aconteceria sem uma investigação no colegiado. Wajngarten ganhou destaque quando a Folha de São Paulo revelou que a empresa do qual ele é sócio majoritário recebe dinheiro de TVs e agências de publicidade.

Entre os contratantes da FW estão Record e Band, além da agência Artplan, as quais recebem dinheiro diretamente do Governo Federal para publicidade. As três passaram a ser contempladas com percentuais maiores da verba da Secom na gestão de Wajngarten, que começou em abril passado.

Ele, no entanto, nega conflito de interesses. O voto sobre o caso será apresentado pelo relator, Gustavo do Vale Rocha, aos outros cinco integrantes do colegiado nessa terça-feira (18).

PF deflagra Operação Gaveteiro e mira desvios no antigo Ministério do Trabalho

(Foto: Ilustração)

A Polícia Federal deflagrou na manhã dessa quinta-feira (6) a Operação Gaveteiro, para apurar desvio de valores no extinto Ministério do Trabalho. Os alvos da ação são o ex-assessor do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, Paulo Tatim e o atual presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ronaldo Nogueira.

Nogueira foi ministro no governo de Michel Temer (MDB). Os desvios, afirma a PF, aconteciam por meio da contratação de uma empresa de Tecnologia da Informação (TI) em Brasília (DF) e cinco estados: Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

Além das prisões e das buscas em prédios públicos e endereços dos envolvidos, a Justiça Federal determinou o bloqueio do valor aproximado de R$ 76 milhões nas contas dos investigados. Os desvios teriam acontecido entre 2016 e 2018. Os envolvidos responderão pelos crimes de peculato, organização criminosa, fraude à licitação, falsificação de documento particular e corrupção ativa e passiva.

Petrolina e Caruaru vão ganhar delegacias de combate à corrupção

Alepe recebe projeto de lei do Executivo que cria mais duas Delegacias de Combate à corrupção (DECCOR), em Caruaru e Petrolina.

Pernambuco deve ganhar, até o final deste ano, mais duas delegacias de combate à corrupção, vinculadas ao Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO). Esta semana, a Assembleia Legislativa deverá votar projeto de lei do Poder Executivo Estadual que cria duas novas unidades: uma em Caruaru, cobrindo o Agreste, e outra em Petrolina, com abrangência para o Sertão. O secretário de Defesa Social de Pernambuco, Antonio de Pádua, acompanhado do chefe da Polícia Civil, delegado Joselito Kehrle, apresentou o projeto aos deputados estaduais nesta segunda-feira (30/09).

Na prática, a 3ª e a 4ª DECCOR vão levar aos municípios do Agreste e do Sertão ações estratégicas e operações da Polícia Civil de Pernambuco que visam a prevenir e reprimir a corrupção, o desvio de recursos públicos e outros crimes correlatos. “Pernambuco terá, com essas novas estruturas, investigações especializadas e combate aos crimes de colarinho branco em todo o seu território. Além de reprimir as ações, identificar prejuízos, recuperar ativos e desbaratar quadrilhas que se infiltram na administração pública para obter vantagens ou enriquecer de forma ilícita. Afinal, policiais compromissados e capacitados, com suporte de núcleos de inteligência, apoio do laboratório de lavagem de dinheiro e integrados a outros órgãos de fiscalização estarão mais perto e vigilantes”, diz o secretário Defesa Social, Antonio de Pádua.

Mesmo antes da implantação das delegacias do Interior, o DRACCO já vem desarticulando quadrilhas que atuam fora da Região Metropolitana do Recife. Uma das operações mais recentes cumpriu cinco mandados de prisão em Ibimirim, Sertão do Estado. A Operação Centenário prendeu suspeitos de integrarem organizações criminosas com foco de atuação nos crimes de peculato e lavagem de dinheiro no município.

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Conforme o Blog mostrou mais cedo, a Polícia Civil de Pernambuco deflagrou nessa quinta-feira (3) a Operação RES PUBLICAE em Afogados da Ingazeira. Entre os seis presos está o ex-prefeito de Sertânia, Gustavo Maciel Lins, mais conhecido como Guga Lins.

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Segundo o delegado responsável pela operação, Ubiratan Rocha Fernandes, Guga foi preso com apoio da Polícia Civil de Alagoas. “A Polícia Civil foca no desvio de dinheiro público que as gestões municipais estão causando ao erário. O foco foi a gestão anterior na cidade de Sertânia onde o ex-prefeito Gustavo Maciel foi preso em Alagoas”, explicou.

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