Bombeiros capturam guaxinim no bairro Jardim Flórida, em Juazeiro

Animal foi devolvido à caatinga (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia capturou um guaxinim no bairro Jardim Flórida, em Juazeiro. De acordo com o 9º Grupamento, a equipe recebeu a chamada na noite do último sábado (18), contudo o animal somente foi capturado no dia seguinte.

Os bombeiros montaram uma armadilha – conhecida como gatoeira – e o animal foi capturado na parte durante a tarde de ontem (19). Segundo o tenente-coronel do 9º Grupamento, Tarcísio Ribeiro, o guaxinim é comum na região e foi devolvido ao seu habitat natural, a caatinga.

AMMA suspende temporariamente distribuição de mudas

(Foto: Jonas Santos)

O projeto “Nossa Árvore” da prefeitura de Petrolina (PE), coordenado pela Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), tem atuado na produção e distribuição gratuita de mudas pelo município. Nos primeiros meses do ano, a AMMA está fazendo a coleta de sementes, através de expedições, para produzir novas mudas da Caatinga no Viveiro Municipal. E é por este motivo que, a partir desta quarta-feira (15), o órgão dará uma pausa na distribuição, para poder produzir novas plantas.

A primeira busca por sementes foi feita, dentro da área de preservação do 72º Bimtz, coletando espécies da área de sequeiro, como a Catingueira, Jurema Vermelha, Angico, Pau-ferro, Baraúna e Acássia. Outras expedições devem ser realizadas para que as sementes sejam levadas para o Viveiro Municipal, no Parque Josepha Coelho, e assim dar início à etapa de produção de novas plantas para o ano inteiro.

As doações devem voltar a acontecer normalmente a partir da primeira semana de abril. “O ‘Nossa Árvore’ continua acontecendo e seguimos trabalhando para cumprir com o nosso objetivo de arborizar Petrolina. A pausa é importante para que as outras etapas da produção de mudas possam ser concluídas, mas em breve voltaremos com a distribuição  para moradores, para realização de corredores verdes pela cidade, para escolas e outros fins”, destaca o diretor-presidente da AMMA, Geraldo Miranda.

Justiça determina ampliação do auxílio a atingidos por mancha de óleo no Nordeste

Manchas de óleo atingiram litoral nordestino no segundo semestre desse ano (Foto: Adema/Governo de Sergipe)

Uma liminar da 7ª Vara Federal do Recife obriga o Governo Federal a ampliar o número de pescadores e marisqueiros beneficiados com o auxílio emergencial, em razão das manchas de óleo que apareceram no litoral nordestino em 2019.

A medida atende solicitação do Ministério Público Federal, que ajuizou ação contra a União. Cerca de 4.236 trabalhadores seriam contemplados, o que para a Justiça deixa “amplo espectro de pessoas” sem benefício e colocando em risco pescadores de baixa renda e outras categorias que sobrevivem da coleta de crustáceos.

O vazamento de óleo ainda não teve sua origem determinada. A primeira mancha a surgir no litoral do Nordeste foi em 2 de setembro, afetando vários Estados. De acordo com a Justiça, os pescadores devem ser vinculados aos seguintes municípios: Barreiros, Cabo de Santo Agostinho, Goiana, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, Recife, São José da Coroa Grande, Sirinhaém, Tamandaré, Rio Formoso, Abreu e Lima, Igarassu e Itapissuma.

Mesmo na Véspera de Natal, bombeiros continuam buscas a desaparecidos em Brumadinho

Hoje (24) a tragédia de Brumadinho completa 11 meses. E mesmo sendo véspera do Natal, os bombeiros que atuam no resgate dos corpos não terão folga. Cerca de 100 profissionais passarão a data longe de suas famílias, tentando localizar 13 pessoas desaparecidas desde o rompimento da barragem.

A rotina de trabalho não sofreu alterações nesse período festivo. As buscas são iniciadas às 6h, em 15 frentes e são encerradas às 19h. Mesmo longe de casa, os bombeiros terão uma ceia de Natal, para celebrar a data.

O rompimento da barragem deixou 257 mortos confirmados, 395 foram localizadas vivas e essas 13 seguem desaparecidas. Entre os mortos está Cláudio Marcio dos Santos, que tinha família em Petrolina.

Matadouro de Juazeiro deve ser interditado na próxima segunda-feira

O matadouro de Juazeiro fica localizado no bairro Tabuleiro, às margens da BA-210(Foto: Reprodução/Google Maps)

Na última sexta-feira (13), representantes da Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (SEMAURB) de Juazeiro (BA), do Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) foram convocados pelo Ministério Público Federal (MPF) para discutir as problemáticas ambientais do Abatedouro do município.

O Abatedouro Regional de Juazeiro é administrado pela empresa ABATAL Abatedouro Almeida Ltda., que em 2009 ganhou uma concessão pública para gerir o órgão por 25 anos.

Em esclarecimentos ao MPF, o Secretário da SEMAURB, Jadson Barros informou que a empresa recebeu diversas notificações para que regularizasse as questões ambientais para que assim pudesse obter o alvará de licenciamento. “Após descumprir as notificações, a empresa foi autuada e mesmo assim continuou ignorando as recomendações necessárias”, disse o gestor.

Paulo Afonso: Prefeitura assina contrato com nova empresa responsável pelo aterro sanitário

Amanhã (4), às 8h30 o prefeito de Paulo Afonso (BA) assinará o contrato com a Empesa, nova gestora do Aterro Sanitário da cidade. A expectativa é modernizar o serviço, já que a vencedora da licitação tem vasta experiência no setor.

De acordo com a gestão municipal, o aterro já tem duas células de acúmulo de chorume e ganhará um dreno principal, além da impermeabilização na região do dreno. Tudo isso faz parte das medidas impostas através da Lei Federal que determina o fim dos lixões a céu aberto.

“É uma empresa conceituada que administra aterros sanitários de várias cidades de Pernambuco, e vai implantar seu modelo de gestão em Paulo Afonso. O objetivo da Prefeitura é tornar mais eficiente o trabalho do nosso aterro, para continuar cumprindo com a preservação ambiental”, destaca o secretário de Meio Ambiente, Ivaldo Sales Júnior.

Ministério da Agricultura afirma não haver risco à saúde pública. após peixe apontar índice de contaminação por mancha de óleo

Fragmentos já chegaram ao Sudeste (Foto: Marinha do Brasil)

Exames feitos em amostras de pescados nas áreas atingidas pelo vazamento de óleo identificaram peixes com valores acima dos níveis definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A situação foi percebido em duas amostras.

Outras 66 amostras – incluindo peixe, camarão e lagosta – tiveram resultados abaixo do permitido. A análise foi feita pela unidade avançada do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Santa Catarina, vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a partir de pescados coletados entre os dias 6 e 8 de novembro.

Apesar dos níveis elevados em duas amostras, o Ministério da Agricultura voltou a afirmar que não há risco para a saúde pública nem limitação ao consumo de pescados marinhos, por enquanto. “Essas são as primeiras análises encontradas acima dos níveis de preocupação e não há uma série histórica para se estabelecer um comparativo de contaminação de pescados antes e depois do derramamento de óleo”, pontua a nota.

Óleo encontrado em mais uma praia do RJ é compatível ao do Nordeste

Depois de atingir Nordeste, óleo está aparecendo no Sudeste (Foto: Divulgação/Prefeitura de São Francisco de Itabapoana)

A força-tarefa que monitora as praias do Brasil afirmou que o fragmento encontrado na praia de Santa Clara, em São Francisco de Itabapoana (RJ) é compatível ao encontrado no litoral nordestino e também, do Espírito Santo. De acordo com o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), essa é a segunda praia do RJ atingida pelo óleo.

20 gramas do óleo foram recolhidos e analisados pelo grupo, formado pela Marinha, Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). As equipes estão monitorando a situação, para evitar um maior dano.

Durante o final de semana, o GAA também coletou materiais na praia de Guriri, também em São Francisco de Itabapoana; no Canal das Flechas, em Quissamã; e na praia do Barreto, em Macaé, todas no Rio de Janeiro. Até o momento não houve confirmação de compatibilidade.

Óleo compatível ao que atingiu praias do Nordeste chega ao Rio de Janeiro

Mancha de óleo causou estragos no litoral nordestino (Foto: Adema/Governo de Sergipe)

Depois de atingir as praias do Nordeste, o óleo de origem ainda não identificada chegou ao Sudeste. Nesse final de semana, cerca de 300 grama do óleo foi recolhida na praia de Grussaí, em São João da Barra (RJ).

Segundo a força-tarefa formada por Marinha, Ibama e ANP (Agência Nacional de Petróleo), as manchas de óleo que atingiram a praia de Grussaí passaram por análise do Instituto de Estudo do Mar Almirante Paulo Moreira e é compatível com a que atingiu o Nordeste.

“[O material] é compatível com o óleo encontrado no litoral da região Nordeste e Espírito Santo”, concluiu o instituto. Equipes estiveram no local para fazer a limpeza da praia. De acordo com o Ibama, até sexta-feira (22), o óleo já havia atingido 724 localidades em 120 municípios de dez estados brasileiros.

Atividade educativa realizará plantio de mudas nativas no Parque Fluvial em Juazeiro nesta terça-feira

(Foto: Ascom/PMJ)

A Prefeitura, através da Secretaria de Obras e Desenvolvimento Urbano/SEDUR realiza nesta terça-feira (18), a partir das 8h, a oficina educativa, ‘Plantando a vida, recuperando a cidadania’, na Orla Fluvial, e contará com a participação dos alunos da rede municipal de ensino. A ação tem como foco a preservação do Rio São Francisco por meio da recuperação da mata ciliar e plantio de novas mudas nativas.

A ação faz parte das atividades desenvolvidas dentro do cronograma da Meta 1, voltada para a educação ambiental, do Parque Fluvial. Durante o evento serão plantadas parte das 600 mudas de plantas nativas, de grande porte e arbustivas, previstas no projeto da obra.

Parque Fluvial

A obra do Parque Fluvial é uma iniciativa da Prefeitura de Juazeiro, através da SEDUR, fruto de uma parceria do Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) do Ministério do Meio Ambiente e do Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal. A intervenção tem como objetivo promover a revitalização física e paisagística de toda a área considerada como degradada da orla fluvial, no trecho entre o muro da Marinha e o início do bairro Angari.

Até o momento já foram executadas a implantação de academias da saúde, parques infantis, pista de skate, pista de Cooper, ciclovia em toda a extensão do parque, recuperação do campo de esportes, das quadras poliesportivas e de areia, implantação de novas escadarias de acesso e rampa de acessibilidade, implantação do piso em intertravado e pintura do teto na área do Terminal hidroviário, iluminação em LED, as barracas que ficavam próximas à Marinha, já foram retiradas da margem do rio por questões ambientais e serão ordenadas e padronizadas na área da calçada que será ampliada. Atualmente está em execução os serviços de paisagismo e troca do guarda corpo por uma releitura da antiga balaustrada.

Vazamento de óleo tem novo suspeito, aponta Universidade Federal de Alagoas

Vista geral de um derramamento de óleo na praia de Peroba em Maragogi, estado de Alagoas, Brasil, outubro de 2019. Registro feito em 17 de outubro de 2019. (Foto: REUTERS/Diego Nigro)

No último domingo (17), o Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) divulgou uma nova imagem que pode contribuir para a identificação do navio responsável pelo vazamento de óleo que afeta as praias do litoral do Nordeste e do Espírito Santo.

Diferente das apurações federais, os pesquisadores da Ufal apontam que o crime foi cometido por um petroleiro que navegou entre a África do Sul e a costa norte da América do Sul com o aparelho de localização desligado, ou seja, violando o direito marítimo internacional.

 A imagem em questão foi feita pelo satélite Sentinel-1A no dia 19 de julho. Nela, é possível ver uma mancha de óleo a 26 quilômetros do litoral da Paraíba, com pelo menos 25 quilômetros de extensão e 400 metros de largura. De acordo com o Lapis, o navio teria o dobro de tamanho do grego Bouboulina, apontado pela Marinha e pela Polícia Federal (PF) como responsável pelo crime ambiental.

Manchas de óleo aparecem no Delta do Parnaíba, litoral do Piauí

(Foto: Adema/Governo de Sergipe)

Novas manchas de óleo foram avistadas neste sábado (16) na região do Delta do Rio Parnaíba, região na divisa entre os estados do Maranhão e Piauí. De acordo com a Capitania dos Portos local, homens da Marinha foram deslocados para a região a fim de verificar a quantidade do material e iniciar os trabalhos de limpeza das praias.

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o litoral do Piauí tem quatro pontos onde foram encontrados vestígios esparsos de óleo. O número consta no balanço mais recente divulgado pelo órgão, atualizado na última sexta (15), às 12h.

Incêndio que destruiu área de caatinga em Floresta está controlado

Chamas foram controladas no sábado (Foto: Reprodução/Facebook)

A semana foi marcada por incêndios na caatinga e no final de semana veio a boa notícia. A chama que atingiu Floresta (PE) está controlada. De acordo com a Prefeitura, o trabalho conjunto de voluntários e Corpo de Bombeiros deu certo.

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Segundo o município, além do Governo do Estado que prestou apoio com equipes, municípios vizinhos como  Itacuruba, Petrolândia, Carnaubeira, Belém do São Francisco e Serra Talhada também deram suporte no combate às chamas.

O trabalho agora é monitorar os possíveis novos focos. “Ficou acertado que o a Defesa Civil municipal, Corpo de Bombeiros, CPRH, Ibama e Brigadas de Incêndio junto com os moradores da região [que já] estão de prontidão 24 horas, monitoramento as áreas afetadas e possíveis pontos críticos para entrar em ação caso haja necessidade“, destacou o prefeito Ricardo Ferraz.

Brasil gera 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano

(Foto: Ilustração)

No Brasil, em 2018, foram geradas 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos, um aumento de pouco menos de 1% em relação ao ano anterior. Desse montante, 92% (72,7 milhões) foram coletados – uma alta de 1,66% em comparação a 2017, o que mostra que a coleta aumentou num ritmo um pouco maior que a geração. Apesar disso, 6,3 milhões de toneladas de resíduos ficaram sem ser recolhidos nas cidades.

Os dados fazem parte do Panorama dos Resíduos Sólidos, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), lançado hoje (8). Comparando com os países da América Latina, o Brasil é o campeão de geração de lixo, representando 40% do total gerado na região (541 mil toneladas/dia, segundo a ONU Meio Ambiente).

“Os números mostrados no panorama colocam o Brasil numa posição muito abaixo de outros países que estão no mesmo nível de renda do Brasil. O nosso déficit é muito grande e nós precisamos realmente de medidas urgentes para não só recuperar esse déficit, como avançar em direção a melhores práticas de gestão de resíduos sólidos”, disse o presidente da entidade, Carlos Silva Filho.

Escritora petrolinense reverte parte da venda de seu livro para fundação ambiental 

(Foto: Divulgação)

O livro Scamonis – O outro lado de mim da escritora Marcela Franca, antes mesmo do seu lançamento, já tinha ligação com o meio ambiente. Toda a trama que envolve a protagonista Ana Maia e seu desenrolar pelo mundo marinho, já trazia a preocupação com o habitat dos animais e a necessidade de preservação.

Por conta desse laço da obra com o meio ambiente, uma parceria com a Fundação Mamíferos Aquáticos – FMA foi firmada desde então, onde parte da renda da venda de Scamonis é revertida para que a fundação que realiza o trabalho de preservação dos animais marinhos, principalmente o peixe-boi, há 30 anos possa dar continuidade ao seu trabalho.

Marcela Franca (Foto: Filipe Franca)

“Conheci a Fundação Mamíferos Aquáticos em 2018. Numa conversa informal, a FMA soube do livro e adorou o projeto Scamonis, que ainda estava sendo finalizado! Eu também fiquei encantada com o trabalho que a Fundação faz em prol dos animais marinhos. Conversei com a agência de qual faço parte, CASA Projetos Literários, e decidimos que parte da venda dos livros seria doada para a FMA. E hoje, nesse momento inesperado de crise ambiental por causa do óleo no mar, fico feliz que de alguma forma posso contribuir para ajudar a Fundação e a vida marinha”, relata Marcela.

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