Cemafauna participa de soltura branda de aves do projeto Papagaio da Caatinga

papagaio

A soltura monitorada é o primeiro passo para que os animais possam retornar à natureza./Foto: Jaquelyne Costa

Um grupo de 50 papagaios está prestes a voltar à vida livre. Na última terça-feira (19) eles foram levados do recinto de reabilitação no Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga para um viveiro de ambientação em uma área conservada no município de Salgueiro-PE, a cerca de 250 km de Petrolina.

A ação faz parte do projeto “Papagaio da Caatinga” coordenado pelo biólogo Yuri Valença da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), desenvolvido desde junho de 2010 em parceria com instituições como Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Cemafauna Caatinga para a reabilitação de papagaios que foram mantidos em cativeiro por muito tempo. Nestes seis anos de projeto foram reabilitados, soltos e monitorados mais de 130 animais na área de soltura de Exu. Desde então, estes animais são monitorados, diariamente, conforme a quantidade que volta para se alimentar no recinto de ambientação.

A soltura monitorada é o primeiro passo para que os animais possam retornar à natureza. De acordo com o biólogo Yuri Valença, as 50 aves ficarão no recinto de ambientação por cerca de 30 dias para que se adaptem ao local de caatinga onde finalmente será realizada a soltura. “O intuito é possibilitar que os animais acostumem-se ao ambiente, ao visual, ao cheiro, reconhecer ainda se há possíveis predadores por aquela área”, afirmou. Ainda durante o dia, o biólogo Yuri Valença, juntamente a estagiária do Cemafauna Caatinga, Anette Viana, realizou a soltura de cinco maracanãs e nove pássaros-pretos que também estiveram em processo de reabilitação na clínica do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS).

Sobre o projeto

O Projeto Papagaio da Caatinga realiza diversos procedimentos até o momento de soltura dos papagaios. Primeiro os animais passam pela triagem onde cada indivíduo é analisado quanto ao seu status corporal e motor, além do relato do histórico até o momento de passar pelos exames clínicos. Depois é necessário realizar a anilhagem, microchipagem e sexagem para que eles fiquem num viveiro de socialização, quando eles começam a formar casais, a viver em grupo, parar de responder a estímulos humanos como fala e aproximação, além de resgatar o medo pelos seus predadores e o treino da musculatura para o voo, como deve ser quando na natureza. O principal objetivo é promover o retorno dessas aves ao seu habitat silvestre e ainda manter o equilíbrio na natureza, visto que são tanto dispersores quanto destruidores de sementes.

Texto: Jaquelyne Costa/Ascom Cemafauna

Deixe uma resposta