Centro de Cultura João Gilberto pode ter projeto piloto de sustentabilidade

o projeto tem como objetivo promover economia financeira e sustentabilidade, com a implantação não só do sistema de captação de água, mas também a substituição do sistema de refrigeração da sala principal, que contará com o reaproveitamento da água expelida no processo de refrigeração/Foto:ASCOM

o projeto tem como objetivo promover economia financeira e sustentabilidade, com a implantação não só do sistema de captação de água, mas também a substituição do sistema de refrigeração da sala principal, que contará com o reaproveitamento da água expelida no processo de refrigeração/Foto:ASCOM

O gestor do Centro de Cultura João Gilberto, João Leopoldo Vargas, esteve na capital baiana apresentando para a diretoria de espaços culturais da Secretaria de Cultura da Bahia, um projeto para implantação de um sistema de captação de água de chuva, no espaço cultural.

De acordo com o gestor, o projeto tem como objetivo promover economia financeira e sustentabilidade, com a implantação não só do sistema de captação de água, mas também a substituição do sistema de refrigeração da sala principal, que contará com o reaproveitamento da água expelida no processo de refrigeração, e a implantação de uma horta comunitária. “Nossa iniciativa foi muito bem recebida na SECULT e pode ser implantada no CCJG como projeto piloto, para depois ser implantada nos demais espaços culturais do estado”, destaca João Leopoldo Vargas.

Segundo Vargas o projeto nasceu da necessidade de economia dentro do espaço cultural, uma vez que o sistema de refrigeração do teatro já está ultrapassado e o seu funcionamento depende de um uso demasiado de água e energia elétrica. “O sistema de refrigeração que hoje utilizamos, na época que foi implantado era o ideal para a nossa região, que além de quente é muito seca, pois ele além de resfriar umidifica o ar, mas o custo desse processo todo é muito alto e hoje já existem tecnologias mais modernas com o mesmo efeito e com um custo mais baixo, para resfriar a sala principal durante uma hora ele consome mil litros de água”, explica o gestor.

Ainda segundo o gestor, outro ponto favorável para a implantação do sistema de captação de água foi a existência de cisternas fosseis que nunca foram utilizadas nas dependências do espaço, “então pensamos na possibilidade de usá-las para a captação de água de chuvas, já temos uma que é utilizada para armazenamento de água do SAAE, que através de um sistema de bomba joga a água para uma torre de condensação que distribui nas tubulações que faz o resfriamento da sala principal”, acrescenta Vargas.

De acordo com Vargas foi a partir desta constatação que ele buscou parceria com o IRPAA para ver a viabilização do projeto. “Buscamos parceria com eles pelo histórico de referência em convivência com o semiárido, então um técnico veio e avaliou toda a nossa estrutura e para nossa surpresa, as cisternas que temos, passando por pequenas adequações, têm capacidade para armazenar 160 mil litros de água, se utilizarmos todo o telhado da casa nossa capacidade de captação é de 5 milhões de litros de água. A economia e a sustentabilidade que isso representa para um espaço cultural público numa região como a nossa é imensurável. Nosso desafio agora é apresentar para a SECULT um projeto de distribuição da água captada e um projeto de execução, já retomamos as conversas com o técnico do IRPAA  e esperamos em breve trazer boas notícias sobre o projeto”, finaliza Vargas.

Com informações da Enfoque

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