Cidades adotam lockdown no Brasil e prefeito Miguel Coelho afirma que vai endurecer medidas restritivas em Petrolina

(Foto: Alexandre Justino/Ascom PMP)

Mais de um mês após o início das primeiras medidas de isolamento social no país, outra forma de contenção da circulação de pessoas começa a ser estudada e adotada pelos estados brasileiros, o chamado lockdown. A primeira região a anunciar o regime mais fechado de quarentena para conter o avanço do novo coronavírus foi o entorno da Grande São Luís, no Maranhão, onde houve bloqueio de fronteiras nesta terça-feira (5).

Fortaleza, a capital do Ceará, também passará a restringir a circulação de pessoas dentro da cidade, restringirá entradas e saídas e fará o controle do trânsito de pessoas e veículos, algo característico no sistema de lockdown. A mudança passa a valer a partir de sexta-feira (8).

No Pará, o governador Helder Barbalho anunciou nesta terça (5) o decreto de ‘lockdown’ (bloqueio total) para aumentar índices de isolamento social em dez municípios do Estado. Segundo Barbalho, a medida deve funcionar a partir da próxima quinta (7) de forma ‘educativa’ até o próximo domingo (9). Depois, punições poderão ser aplicadas em caso de descumprimento até o domingo (17).

O que muda com lockdown?

Em um boletim epidemiológico publicado no dia 6 de abril, o Ministério da Saúde definiu o lockdown como o “nível mais alto de segurança e que pode ser necessário em situação de grave ameaça ao sistema de saúde”. Durante este bloqueio total, todas as entradas e saídas da região, as fronteiras, são restringidas por agentes de segurança e somente trabalhadores essenciais têm a permissão de entrar ou sair da área isolada.

Petrolina

Em Petrolina, o prefeito Miguel Coelho postou um vídeo nesta terça-feira (5) informando que deve endurecer ainda mais as medidas restritivas, o gestor não chegou a falar em lockdown, mas se a população não colaborar e o número de caso continuar crescendo, pelo visto poderemos também chegar a esta situação ou algo parecido.

Miguel comentou que muitas pessoas questionam o  porquê dos decretos estaduais e municipais serem renovados, ou ainda sobre o “pico” da pandemia que nunca chega. “A resposta para essas duas perguntas, é uma só: quando as pessoas se aglomeram e quebram o isolamento social, a gente não vai ver a consequência disso hoje ou amanhã, mas sim em 5, 7, 10, até 14 dias depois. Esse é o tempo que geralmente se leva para que surjam os primeiros sintomas da doença. Há 1 mês, em 5 de abril, tínhamos 1 paciente ainda com a Covid-19; hoje, chegamos a 52. Este aumento não significa dizer que as medidas de isolamento são falhas, mas sim que existem pessoas que as desrespeitam”, explicou.

“Eu sei que as medidas podem ser duras, que ficar em casa pode ser chato, que prejudica a renda de muita gente, mas é para amenizar isso que prefeituras, governos estaduais e também o Federal têm trabalhado, seja com auxílio emergencial, aulas online, a gente prorrogando impostos, fornecendo kits escolares, abrigando moradores de rua, e ainda que aumentando a capacidade da rede de saúde, essa é uma das duas áreas que não queremos ver acionada; a outra, eu nem menciono, pois depois dela não há nada”, enfatizou, acrescentando ser preciso que cada um faça sua parte, que respeite as medidas atualmente vigentes. “Não queremos ter nenhuma atitude mais drástica, e sim ter cada um de vocês ao nosso lado, logo que possível, pra que a gente celebre dias melhores para todos”, disse.

No vídeo, no entanto, o prefeito afirmou que não vai evitar de tomar medidas mais drásticas, que já se reuniu com a equipe de segurança da prefeitura e nesta quarta-feira (6), irá conversar com a PM para traçar um plano para que as pessoas fiquem cada vez mais em casa.

Veja o vídeo;

 

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