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Ciro critica Lula e descarta aliança com PT no primeiro turno em 2018

Pedetista vê ‘república do dedo-duro’, mas diz que narrativa de líder petista ‘não se sustenta’

Pré-candidato a presidente da República pelo PDT, o ex-ministro Ciro Gomes avaliou nesta quinta-feira que “só se o eleitor me botar no segundo turno e deixar o PT fora” haverá uma aliança com os petistas em torno do seu nome. O apoio petista a Ciro é um dos cenários especulados para organização da esquerda no caso de o ex-presidente Lula não poder ser candidato no ano que vem. Na visão do pedetista, essa aliança é impossível no primeiro turno até por uma rejeição de setores do PT a seu nome – “tem muito petista que prefere Bolsonaro a mim”, diz o pedetista. “Tem muita gente ali (no PT) que prefere o quanto pior, melhor”.

Ex-ministro da Integração Nacional no governo Lula (sucedido no cargo por Geddel Vieira Lima) Ciro criticou o ex-presidente por se aliar a nomes do PMDB, partido que ajudou a articular o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Ele acha que Lula trata o povo como “imbecil” ao se abraçar a Renan Calheiros, como ocorreu na recente passagem do ex-presidente por Alagoas.

“Lula resolveu brincar de Deus: botar Michel Temer na linha de sucessão, impor a Dilma sem experiência num dedaço como presidente, entregar Furnas a Eduardo Cunha… tudo isso Lula sabe que fez. E não dá para você ter uma narrativa, dizendo “sou um perseguido político pelos adversários da direita a serviço dos tucanos”… Essa narrativa não se sustenta. Se você disser “houve um golpe de estado no país”, estou de acordo, houve um golpe. Sucede daí que quem fez esse golpe foi o Senado Federal, cujo presidente era Renan Calheiros. O que faz o PT agora? Vota em Eunício para presidente do Senado, e o Lula chega em Alagoas e se abraça com Renan Calheiros. Está pensando que o povo é imbecil? Se houve um golpe, quem são os golpistas? São os senadores, e senadores do PMDB”, afirmou Ciro Gomes na FGV-RIO, após participar de um debate sobre economia e políticas públicas.

O pedetista comentou ainda o recente depoimento do ex-ministro Antonio Palocci, que afirmou que Lula se beneficiou de propina paga pela Odebrecht.

“Tenho horror a essa república do dedo-duro. Palocci tinha dado essa indicação. Citou (em outro depoimento a Moro) grandes empresas de comunicação, bancos, o centro do poder real que ele conhece, trouxe pro jogo. E, no intramuros, negociaram. Evidentemente negociaram para deixar os bancos fora e o preço dele é entregar a parte que ele sabe do Lula”, opinou o ex-ministro.

Sobre a organização do que considera “a direita” para a eleição do ano que vem, Ciro avaliou que Alckmin será o candidato mais forte.

“Às vezes a pessoa faz o que é pior para si próprio, e o PSDB tem feito isso, ao se agarrar na alça do caixão de Michel Temer. Vão fazer campanha dizendo o quê? Se eles largarem Temer no processo eleitoral, ficará flagrante o oportunismo. O melhor candidato é o Geraldo Alckmin. É o governador de SP, 28% do eleitorado. A direita brasileira não vai votar no Bolsonaro. Isso é um protesto, um pit stop. Na hora que o PSDB escolher o Alckmin, metade ou mais do que estão dizendo que vão votar no Bolsonaro, volta para o PSDB. O Doria assumiu a prefeitura e foi viajar. É uma coisa absolutamente ridícula, um farsante”, atacou Ciro, declarando torcer para que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também seja candidato. – Tomara. Quanto mais fraturar a direita, melhor passa a centro-esquerda. No caso, até por omissão dos outros, eu. Vamos fazer o cenário: sai o Jaques Wagner candidato do PT, Bolsonaro, Doria pelo PSDB, e Meirelles pelo PSD… você está falando com o novo presidente do Brasil.

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