Colégio Maria Auxiliadora repudia veementemente a postura do Delegado durante a última coletiva

Clailson

Na tarde desta terça-feira, o advogado do colégio Maria Auxiliadora, Clailson Ribeiro, concedeu entrevista nas dependências da escola, para se pronunciar sobre as informações prestadas na última terça-feira (29), na coletiva concedida pelo o Delegado Marceone Ferreira, que aumentou o clima de insegurança por parte dos pais que têm filhos matriculados na instituição.

Ao responder os questionamentos, o representante da escola demonstrou surpresa e insatisfação com a atitude do delegado que teria apontado de forma genérica “cinco funcionários”, como sendo suspeitos, pois segundo o advogado ao fazer estes apontamentos o responsável por conduzir as investigações teria colocado em xeque todos os funcionários da escola que foram ouvidos durante a fase investigativa.

As declarações do delegado “não contribui em nada, causou transtornos enormes para a escola, os pais querem saber os nomes dos funcionários, se estes funcionários têm contato com seus filhos, agindo assim o Delegado teria prestado um desserviço a toda uma comunidade causando um verdadeiro terror”, disse Clailson.

Segundo o advogado o delegado Marceone não apontou nomes, mas a escola identificou as pessoas e assim iniciaram desligamentos desde janeiro. “Estes funcionários em um dado momento prestaram uma informação e em momento posterior não confirmaram o que haviam dito antes”, afirmou.

O representante da instituição de ensino disse ainda que para preservar pessoas o colégio não divulgou nomes, mas as demissões foram feitas por falta de confiança, que se deu no decorrer do inquérito e que a escola tem convicção que as pessoas apontadas pelo delegado estão dentro das sete que foram desligadas. Ressaltou também que o conteúdo da coletiva será levado ao conhecimento do Secretário de Segurança do Estado.

Quanto a relação do colégio com a família, informou que mantém o contato necessário, e que Sandro, pai da garota, encontra-se afastado a pedido do próprio professor, sem prejuízo da remuneração.

Ele disse que há quatorze anos é realizada a festa da aula da saudade, no dia do evento tinha seguranças, até por que naquela data a escola havia se preparado para um dia comum.

Observou que parece se tratar de um crime muito bem pensado ou a polícia não tem aparato suficiente para desvendar o crime.

Quanto a ausência de contribuição da escola para cooperar na divulgação de outdoor’s, afirmou que disponibilizaram valores para o disk denúncia e impressão de cartazes o que não disponibilizaram foram os outdoor’s da sede escola já que se trata de publicidade institucional.

Ao ser questionando sobre a segurança durante o evento e preservação do local do crime, respondeu que há quatro meses o local onde o corpo foi encontrado e a quadra estão isolados. Quanto a permanência das pessoas, depois do ocorrido na noite do crime, de modo coercitivo, seria impossível, já que muitas pessoas trataram foi de ir embora.

Quanto a demora da conclusão da investigação Clailson foi taxativo. “Notamos que há uma certa tentativa de transferência de responsabilidade, pela falta de êxito nas investigações, ao colégio, que nós repudiamos veementemente esse tipo de situação. A polícia tem que ser responsável e dar o resultado para a população, sim, pelos meios próprios, porque ela é a condutora das investigações. E não atribuir a responsabilidade por que o colégio não tinha iluminação, que a câmera não pegou no local adequado…enfim, esse tipo de coisa a gente não pode aceitar, como transferência de responsabilidade, para que a polícia possa encontrar quem realmente cometeu esse crime”.

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