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Com 516 anos de exploração, Rio São Francisco enfrenta a mais grave crise hídrica

Rio São Francisco precisa urgentemente de revitalização. (Foto: Blog Waldiney Passos)

“Corre um boato na beira do rio, que o Velho Chico pode morrer, virar riacho e correr, ‘pro’ nada”. A poesia do Juazeirense Wilson Duarte, que tem parceria musical de Nilton Freitas e Wilson Freitas, leva consigo um pedido de socorro, carregado de sentimento, para o bem mais precioso que a população de Petrolina, Juazeiro e região tem: o rio São Francisco.

Com 516 anos de exploração por parte das civilizações que ocuparam o Brasil há mais de cinco séculos, o rio São Francisco está passando pela mais severa crise hídrica contemporânea. Hoje, o Velho Chico chegou aos menores níveis de reserva, o que afeta diretamente milhões de pessoas que dependem das suas águas.

No dia do santo padroeiro do rio, celebrado no dia 4 de outubro, a situação é crítica para as pessoas que dependem das suas águas para viver. Este é o caso do técnico em agropecuária José Cerqueira.

Morador da margem de Sobradinho em Sento Sé, ele vê com tristeza a situação do rio, que já foi o grande provedor de uma imensa região. “Não conseguimos mais produzir nosso alimento e muitas famílias passam fome”, disse, acrescentando que já chorou várias vezes, vendo a água diminuir a cada dia.

Salvação

Contudo, para o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda, ainda existe salvação, “desde que o programa de revitalização seja efetivamente tirado do papel e que todos, incluindo os órgãos públicos, os empreendedores da iniciativa privada e os usuários, se empenhem em cumprir o Plano de Recursos Hídricos da Bacia”.

Capitaneado pelo CBHSF, esse plano foi concluído em 2016 e prevê ações até o ano de 2015, com valores estimados em R$ 35 bilhões. “A maior parte deste total é de recursos orçamentários, já previstos pela União e os estados”, afirmou, destacando que, para evitar o colapso, devem ser canalizados para a bacia do São Francisco.

Sobradinho

Como reflexo da estiagem que se agrava desde 2012 na Bahia e em diversos outros estados da região Nordeste, a vazão defluente da barragem de Sobradinho vem sendo reduzida nos últimos anos aos níveis mais críticos da sua história.

A crise hídrica deixou o lago de Sobradinho com 4,87% das águas do volume útil nos primeiros dias de outubro. Em 29 de setembro esse número era de 5,23%, com redução registrada dia a dia. Desde a semana passada, a sua vazão defluente passou para 580 m³/s, enquanto que a vazão de entrada no reservatório era de 290 m³/s.

Com informações do Uol

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