Cremepe vai abrir sindicância para apurar omissões do Hospital Universitário

Sílvio Luiz - Cremepe

O absurdo do fechamento dos portões aos pacientes na madrugada do último domingo (13), por falta de médico ortopedista, no centro cirúrgico do Hospital Universitáriao (HU), culminou com a vinda à Petrolina-PE, do presidente do Conselho Regional de Medicina (CREMPE), Sílvio Luiz, que concedeu uma entrevista coletiva logo após a vistoria na unidade.

O presidente destacou a importância do nosocômio para a região por ser o único de referência de traumas que atende cerca de 53 municípios, no total são mais de 2 milhões de pessoas atendidas, reconhecendo, portanto, ser um local que tem um quantitativo de leitos inferior a necessidade que deveria ter na região.

Ele afirmou ter vindo sempre a Petrolina averiguar a situação do HU, já tendo encontrado de tudo desde a falta de insumos, de medicamentos, de motorização, material cirúrgico,  mas uma coisa que segundo Sílvio vem persistindo é a falta de Recursos Humanos.“Principalmente quando se trata de anestesistas, que hoje é o grande problema da unidade, principalmente nos finais de semana tanto na sexta e sábado no horário noturno, onde teve a ocorrência, como domingo e segunda no plantão diurno está funcionando sem nenhum anestesista de plantão”, assegurou Sílvio Luiz, acrescentando que o ideal seria no mínimo dois anestesistas por plantão.

Outra deficiência apontada foi o número reduzido também de clínicos de plantão no total de dois, sendo necessário no mínimo de 3 a 4 clínicos “porque tem que dar suporta a toda sala vermelha e toda sala amarela”, alertou.

Sílvio informou ainda que 95% das pessoas internadas esperando por cirurgia são pacientes de ortopedia e considerou insuficiente o número de ortopedistas e anestesistas cedidos através do convênio que foi confirmado através das prefeituras de Petrolina e Juazeiro, portanto, salientou que o hospital precisa também da colaboração de todos os municípios. “Todos têm que dar o suporte com os leitos de retaguarda, que são os hospitais de pequeno porte, que têm aqueles pacientes que estão estáveis no hospital de traumas,  universitário, eles encaminham para essa cidade para que fiquem por lá, pois passaram da situação crítica dando vaga aos pacientes que vão chegando com mais gravidade”, sugeriu.

Sobre o caso específico dos portões fechados no último domingo, ele disse que a medida foi errada e que vai servir para abertura de uma sindicância. “A partir da abertura de uma sindicância aí ela segue em sigilo, como presidente eu não posso manifestar minha opinião apesar de já ter tido uma avaliação de toda a situação, essa fiscalização nós vamos colocar junto com a denúncia, vai ser escolhido um conselheiro sindicante que vai apurar todos os fatos, vai chamar todas as pessoas envolvidas na situação e aí uma câmara de sindicância é quem vai decidir se vai abrir um processo ou não”, afirmou Sílvio Luiz.

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