Curso de capacitação ajuda professores a enfrentar o bullying entre alunos

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Na segunda parte da capacitação, os professores compartilharam experiências e jogaram um game que simula as práticas do bullying./ Foto: assessoria

Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia), 60,2% dos estudantes no país afirmam ver ou sofrer ofensas em sala de aula. visando o combate de agressões dessa natureza, até esta sexta-feira (17), o Plenus Colégio e Curso, em Petrolina, realiza curso de capacitação para professores visando ao enfrentamento de um dos problemas que mais preocupam alunos, pais e educadores: o bullying.

O curso começou com uma palestra do professor do colegiado de Psicologia da Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), Marcelo Ribeiro. O docente falou sobre os tipos de vítimas e agressores, os sintomas que surgem com as agressões e as consequências para a vida social, profissional e moral de quem sofre bullying.“Há uma comunicação entre o bullying e a violência praticada por uma pessoa adulta, mas isso não vem de episódios isolados”, salienta o acadêmico.

Na segunda parte da capacitação, os professores compartilharam experiências e jogaram um game que simula as práticas do bullying. “Trouxemos novas tecnologias como o videogame simulativo para que os docentes tenham uma percepção próxima daquilo que sentem o agressor e a vítima”, explica o psicólogo responsável pelo setor de Psicologia do Plenus, Bruno Ramos.

De acordo com o educador, a escola já vem desenvolvendo um trabalho nesse sentido e recentemente fez um mapeamento que apontou o Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) como sendo um período de maior incidência de comportamento agressivo entre alunos. “Depois que identificamos em qual momento os estudantes precisavam de mais atenção, fizemos reuniões para traçar estratégias. Agora estamos realizando esta capacitação e a partir das palestras e oficinas, nós criaremos um protocolo de intervenção contra esse tipo de agressão”, adiantou  Bruno Ramos.

A professora de Orientação Humana, Barbara Cristina Soares, estava lá para falar de suas percepções. “Na minha disciplina sempre trabalhamos nessa perspectiva [anti-bullying]. As palestras e as oficinas funcionam como uma espécie de norte na direção correta na questão da resolução desses conflitos de forma prática, exemplar e eficaz”, diz.

Com informações de Ascom

 

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