Debate sobre Microcefalia em Pernambuco pede mais qualificação profissional e pensão para crianças afetadas

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Na quinta-feira (25), o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude realizaram o Seminário Estadual da Microcefalia e os Cuidados Socioassistenciais.

O encontro que ocorreu no auditório da faculdade Frassinetti do Recife (Fafire), objetiva abranger 184 municípios pernambucanos e ainda o arquipélago de Fernando de Noronha.No seminário foram abordadas as questões da doença sob o olhar de assistência social, por meio de políticas públicas desenvolvidas a partir dos serviços ofertados pelo Estado.

A microcefalia é uma má formação, na qual o bebe nasce com o perímetro cefálico igual ou menor que 32 centímetros. O secretario de desenvolvimento social, criança e juventude, Isaltino Nascimento, destacou que além do benefício B-P-C, recebido por deficientes físicos e idosos, é necessário um auxilio específicos para ajudar as famílias com casos de microcefalia.

“Nossa ideia é ver como nossos profissionais da assistência podem identificar os perfis e as necessidades dessas famílias, também levando em consideração que Pernambuco tem o maior índice de casos de microcefalia registrados no Brasil”, pontuou o secretário na abertura do evento.

Isaltino também ressaltou que a atenção direcionada às famílias das crianças com o diagnóstico devem acontecer por meio dos equipamentos e ações que o Estado já dispõe e políticas públicas articuladas de forma multidisciplinar com os municípios e órgãos responsáveis pela assistência, a exemplo dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e de Referência Especializado (CREAS).

De acordo com o gerente do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), da Secretaria Executiva de Assistência Social (SEAS), Joelson Rodrigues, um balanço da situação no Estado traçou o perfil das famílias, onde os números mais recentes (fevereiro de 2016) apontam 1.601 notificações ‐ em cerca de 90% dos municípios pernambucanos ‐, com 209 casos confirmados de microcefalia, em 76 municípios. Os maiores índices dos casos estão registrados no Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Paulista.

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