Denúncia: Animais de rua estão sendo mortos com requintes de crueldade no Distrito Industrial de Petrolina

(Foto: Ilustração)

Alguns animais de rua que costumam circular na região do Distrito Industrial de  Petrolina, no Sertão de Pernambuco, estão sendo mortos por envenenamento e até mesmo a tiros e com golpes de faca, situação que vem preocupando a Josy Santos, que faz parte de uma ONG de proteção animal da cidade. Ela denuncia que já há algum tempo vem notando o sumiço de alguns pets ali na região.

Segundo Josy, os casos começaram a surgir em janeiro desse ano, quando três cachorros foram envenenados, sendo que dois morreram e um conseguiu se salvar, e outros dois foram mortos a tiros. Neste mesmo mês, uma outra protetora que integra a ONG fez o primeiro boletim de ocorrência na delegacia da Polícia Civil, porém, não houve nenhum êxito. Já em março, mais um filhote de cachorro foi morto, dessa vez, com golpes de faca.

“São mais de vinte animais de rua que vivem por ali. Animais indefesos e que estão correndo o risco de serem mortos por esse monstro. A pessoa que faz isso aproveita o momento que não tem ninguém por perto para cometer os atos. Precisamos saber quem está fazendo isso. Essa pessoa tem que pagar por tudo que está fazendo”, disse Josy Santos. A falta de câmeras de segurança no local dificulta a identificação do autor dos crimes.

Na semana passada, mais um animal foi envenenado e morreu. “Minha amiga [que alimenta os animais que vivem naquela região] está muito angustiada sem conseguir trabalhar. É muita dedicação e amor para com eles. A gente gasta muito com ração e comida. Tiramos do nosso bolso para não deixamos eles morrerem. Fazemos o que o poder público não faz. Faltam políticas públicas para proteção animal”, desabafa.

Pena mais dura

A lei que estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão para quem praticar atos de abuso, maus-tratos ou violência contra cães e gatos foi sancionada recentemente. O texto também prevê multa e proibição da guarda para quem praticar os atos contra esses animais.

Hoje, a legislação prevê pena menor, de três meses a um ano de detenção, para quem pratica os atos contra animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A pena é aumentada de um sexto a um terço se o crime causa a morte do animal – o que foi mantido no novo projeto. O termo “reclusão” indica que a punição pode ser cumprida em regime inicial fechado ou semiaberto, a depender do tempo total da condenação e dos antecedentes do réu.

De acordo com o Planalto, a “mudança faz com que o crime deixe de ser considerado de menor potencial ofensivo, possibilitando que a autoridade policial chegue mais rápido à ocorrência”. “O criminoso será investigado e não mais liberado após a assinatura de um termo circunstanciado, como ocorria antes. Além disso, quem maltratar cães e gatos passará a ter, também, registro de antecedente criminal e, se houver flagrante, o agressor é levado para a prisão”, diz texto divulgado pelo governo.

Fonte PNB

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