Deputados aprovam realização de audiência pública para discutir Pacto pela Vida

Líder do Governo, o deputado Waldemar Borges (PSB) disse que o Estado também tem interesse em refletir sobre o programa. (Foto: Waldiney Filho)

Líder do Governo, o deputado Waldemar Borges (PSB) disse que o Estado também tem interesse em refletir sobre o programa. (Foto: Waldiney Filho)

A Comissão de Cidadania promoverá, ainda neste ano, audiência pública para discutir o Pacto pela Vida e o aumento da violência no Estado. Proposto pelo líder da Oposição, deputado Sílvio Costa Filho (PRB), o Requerimento n° 2.491/2016, que solicita o encontro e convoca autoridades, foi aprovado na Ordem do Dia desta terça (8), após acordo com a Liderança do Governo.

Durante a discussão do requerimento, Costa Filho solicitou urgência no agendamento do debate. “Peço que marquemos a audiência ainda para novembro ou, no mais tardar, na primeira semana de dezembro. O aumento da criminalidade no Estado tem preocupado toda a população e é importante que a Casa discuta o quanto antes esse tema”, defendeu.

Líder do Governo, o deputado Waldemar Borges (PSB) disse que o Estado também tem interesse em refletir sobre o programa. “É prática do Executivo discutir o Pacto pela Vida pelo menos uma vez ao ano. Acredito que, dentro da gravidade da situação, Pernambuco tem se saído melhor do que a maioria dos Estados brasileiros”, considerou.

Voto de protesto – Ainda durante a Ordem do Dia, os líderes da Oposição e do Governo, em conjunto com o presidente Guilherme Uchoa (PDT), concordaram com o adiamento da votação do Requerimento n° 2.539/2016, proposto pelo deputado Edilson Silva (PSOL), ausente no momento da discussão. A matéria refere-se a um Voto de Protesto “em decorrência do falecimento de 11 adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de internação sob responsabilidade da Fundação de Atendimento Socioeducativo e da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude do Governo de Pernambuco”.

“Não ficou claro contra o que se está protestando. Acredito, portanto, que caberia melhor um Voto de Pesar”, alegou Waldemar Borges. “Todos nós sentimos e lamentamos muito o falecimento daqueles jovens”, concluiu.

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