Crise: Petrolina é atingida pela baixa na intenção de compra dos consumidores

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Rua Souza Júnior- centro comercial de Petrolina- foto feita hoje pela manhã confirma queda na intenção de compra de consumidores,contrariando as expectativas dos comerciantes, já que junho é um dos meses mais esperados do ano para se efetivar bons negócios. Foto: WP

O mês de junho é considerado pelos comerciantes nordestinos como um dos mais promissores do ano para alavancar as vendas. Em Petrolina, no entanto, as expectativas para junho parece ter sofrido uma grande frustração. Hoje pela manhã nossa reportagem esteve no comércio da cidade e encontrou ruas e lojas vazias. Ao conversar com empresários a afirmação de que as vendas estão muito fracas como nunca visto antes, foi a queixa comum.

Quando questionamos os poucos consumidores que encontramos, o motivo de não estarem comprando, a resposta foi que os produtos estavam muito caros e o dinheiro estava pouco.

Isso demonstra que a intenção de consumo das famílias brasileiras teve mais uma queda em junho e chegou a um novo patamar mínimo histórico, de 68,7 pontos, em uma escala de 0 a 200. Os dados foram divulgados hoje (16) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e apontam uma queda de 1,7% na comparação com maio, e de 25,1% em relação a junho do ano passado.

Segundo a CNC, o resultado de junho é o primeiro em que todos os componentes da pesquisa se encontram abaixo de 100 pontos, o que indica insatisfação. A assessora econômica da CNC, Juliana Serapio, disse que o aumento do desemprego, o alto nível de endividamento e o encarecimento do crédito continuam derrubando o indicador, mesmo com a diminuição da inflação.

A intenção de compra a prazo teve a maior queda quando analisada a comparação junho/maio, chegando a um declínio de 4%. Em relação a 2015, a perda chega a 30,2%. As quedas do Nível de Consumo Atual foram de 2,7% e de 38,1% nas mesmas bases de comparação, e  66,8% das famílias pesquisadas declararam que estão consumindo menos do que no ano passado.

O indicador Momento para Duráveis, que reflete a avaliação sobre a possibilidade de adquirir bens como automóveis, registra o menor patamar da pesquisa, de 42 pontos. Em relação a junho do ano passado, o indicador caiu 35,8%, e, ante maio deste ano, a retração foi de 2,1%.

Segundo a pesquisa, cerca de três quartos das famílias brasileiras (76%) consideram que o momento atual é desfavorável para comprar esse tipo de bens.
As perspectivas de consumo também tiveram queda de 1,5% em relação a maio e de 34,8% ante junho do ano passado.

A parte da pesquisa que avalia o Emprego Atual caiu para menos de 100 pontos pela primeira vez nos dados divulgados hoje, com 99,4 pontos. Houve queda de 0,8% em relação a maio e de 13,7% na comparação com junho do ano passado.

Pouco mais de um quarto das famílias brasileiras (28,3%) se sente mais seguro no emprego atual. As perspectivas para o mercado de trabalho também pioraram, com queda de 0,1% na comparação mensal e de 13,6% ante junho do ano passado.

A CNC divulgou, ainda, que mantém sua previsão de que o varejo restrito terá retração de 4,8% em 2016, já que há perspectiva de que a inflação evolua de forma mais favorável. Por outro lado, a CNC piorou a projeção para o varejo ampliado, aumentando a previsão de queda de -8,8% para -9,4%. O varejo restrito exclui as vendas de materiais de construção e de automóveis.

Apesar disso, a CNC afirma que a pesquisa de junho mostra que os componentes ligados às perspectivas tiveram recuos mais baixos, o que significa que as expectativas para os próximos meses devem melhorar.

Com informações da Agência Brasil

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