Dunga não tem receio de demissão: “Só temo a morte”

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O técnico Dunga, da seleção brasileira

A desclassificação da seleção brasileira na primeira fase da Copa América Centenário, com a derrota para o Peru, colocou imensa pressão ao técnico Dunga, que agora tem o cargo ameaçado em sua segunda passagem pela equipe nacional. Antes da competição, a CBF considerava que a meta mínima era chegar às quartas de final. Após o jogo, o treinador reclamou do toque de mão que resultou no gol definitivo da partida e disse, que mesmo com a eliminação, não teme ser demitido. “Só temo a morte. No Brasil, nós queremos que tudo se resolva em um ou dois anos. Tem de ter paciência para reformulação e persistir no trabalho”, disse Dunga.

A saída iminente do técnico prejudica o planejamento para a Olimpíada, já que no dia 29 de junho, o time olímpico que vai tentar a medalha de ouro inédita deverá ser convocado. Em seu discurso, Dunga acredita que, apesar da cobrança crescer ainda mais com a eliminação, a solução é dar continuidade a seu trabalho pelo menos até a Rio-2016, que será disputada em agosto. “A busca pela medalha vai ser uma pressão. O Brasil nunca venceu. Quando se tem uma derrota vai ter a cobrança. Tenho certeza de que o torcedor viu como foi eliminado. O Brasil não foi eliminado no futebol”, disse, referindo-se novamente ao gol ilegal marcado pelo atacante Ruidiaz. “Uma solução se encontra na continuidade. O presidente sabe do trabalho. Sabemos das cobranças. Não tendo o resultado, a tendência é que a cobrança aumente”, afirmou.

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