Empresa de guincho Rodando Legal é criticada por atuação em Petrolina

Atuação da Rodando Legal em Petrolina está sendo questionada pela população. (Foto: Internet)

Os vereadores da Câmara Municipal de Petrolina levantaram o debate sobre a atuação da Empresa Rodando Legal, que trabalha com guinchos na cidade. A discussão aconteceu durante a sessão dessa terça-feira (10), porém, desde o início do ano a empresa é criticada por parte dos parlamentares.

O vereador Aero Cruz (PSB) recebeu uma denúncia de uma senhora que foi multada por ter estacionado o seu veículo em cima de uma faixa de pedestres na rua Dom Vital, no centro de Petrolina. Ela se colocou à disposição para retirar o veículo após ser multada, pois teria uma viagem de urgência para fazer, mas ainda assim teve o seu carro guinchado pela empresa.

(Foto: Blog Waldiney Passos)

O Código de Trânsito Brasileiro prevê a remoção do veículo como medida administrativa para quem estaciona sobre faixa de pedestres. Contudo, o mesmo código afirma que, caso a irregularidade possa ser consertada no local, não caberá a remoção. Portanto, no caso da senhora a remoção não era cabível.

“Quero passar para os colegas para que a gente possa dar uma resposta à sociedade em relação às atividades da Rodando Legal (…). Qual é o serviço que esta empresa está prestando a Petrolina? A senhora se prontificou a pagar os valores para ter seu carro para seguir sua viagem. No meu ponto de vista ela foi extorquida por essa empresa”, criticou o vereador.

Em defesa da empresa, o vereador Paulo Valgueiro (PMDB) afirmou que a autonomia para remoção dos veículos não é da Rodando Legal e sim dos agentes de trânsito. O parlamentar disse ainda que é necessário um plantão na Autarquia Municipal de Mobilidade de Petrolina para resolver essas situações.

“A empresa não tem nenhuma autonomia para fazer ou não a remoção. A autonomia para realizar a remoção do veículo é do agente de trânsito que lavrou a infração. A liberação do veículo deve ser feita pela AMMPLA, que funciona em horário restrito. O que precisa ser feito é um horário de plantão na AMMPLA”, defendeu.

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