“Erro bárbaro de comunicação do nosso governo”, diz Mourão sobre contingenciamento na Educação

(Foto: Adnilton Farias/Presidência da República)

Em palestra que ministrou em almoço oferecido pelo Lide Pernambuco (Grupo de Líderes Empresarias de Pernambuco) para políticos e empresários, nesta quarta-feira (5), o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) – que cumpre agenda em Recife, entre elas, a solenidade em que receberá o título de cidadão recifense da Câmara dos Vereadores – criticou a comunicação do governo no episódio do contingenciamento de recursos das universidades e institutos federais promovido pelo MEC.

Mourão falou sobre a conjuntura política e econômica no mundo, na América do Sul e no Brasil. Questionado sobre a atual situação da economia do país, ele apontou para o crescimento do déficit fiscal do país. “A situação do governo é uma situação difícil nesse ano. Nós temos que buscar o equilíbrio fiscal. Para o ano de 2019 nós sabíamos que seria extremamente complicado e tem dois aspectos no orçamento que nós prevemos. Esse orçamento tinha recursos advindos da privatização da Eletrobrás da ordem de R$ 12 bilhões. A privatização não está andando, está no horizonte. E também não previa o aumento do Judiciário que foi dado no fim do ano passado”, lembrou.

Segundo o vice-presidente, foi esse desequilíbrio que obrigou o governo a promover contingenciamento de recursos no MEC, sobretudo nas universidades e institutos federais. Hamilton Mourão avaliou como equivocada a comunicação sobre esse contingenciamento. “Então, além desse desiquilíbrio, a própria inércia da atividade econômica diminuiu a arrecadação nesse primeiros meses o que obrigou o contingenciamento. E aí veio aquele erro bárbaro de comunicação do nosso governo ao não explicar o que é contingenciamento o que levou aos protestos que vêm ocorrendo aí na área da educação. O que nós julgamos é que uma vez aprovada a reforma da Previdência, se reestabeleza aquele clima de confiança”, disse.

Com informações da Folha de Pernambuco

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