Estudantes e professores de Universidades de Petrolina e Juazeiro realizam Ato em Defesa da Educação

Um grupo de professores e estudantes de universidades públicas de Petrolina e Juazeiro se reuniram durante toda a manhã desta sexta-feira (29) na praça do Bambuzinho, no centro de Petrolina, em um ato em defesa da educação. O evento reuniu discentes e docentes da Univasf, Uneb, UPE Campus Petrolina e IF-Sertão Petrolina.

Fazendo uso de uma caixa de som, os manifestantes discursaram em protesto contra os cortes que os governos federal e estaduais vem fazendo nos orçamentos das Universidades. De acordo com a estudante Ludmila Barbosa, uma das organizadoras, somente a Univasf sofreu um corte de 37% em seu orçamento.

“O maior corte de gastos das universidades federais foi o da Univasf. É um absurdo cortar 37% do orçamento dessa universidade. Isso pode prejudicar por exemplo, o funcionamento do Restaurante Universitário. Esse ato é justamente para mostrar nossa insatisfação com o que está acontecendo com as universidades do país, que é justamente essa precarização da educação”, afirmou Ludmila.

Ludmila ainda cobrou a realização de concurso público para contratação efetiva de professores para UPE Campus Petrolina. De acordo com a estudante, muitos professores da instituição trabalham com contratos temporários que não foram regularizados. Outra reivindicação é assistência estudantil para os alunos da UPE. Segunda ela, os alunos não tem se quer assistência para alimentação. Como não existe restaurante universitário no campus, quem estuda em tempo integral na universidade precisa pagar caro para almoçar.

Os manifestantes além de protestarem também contra os cortes feitos pelo o governo Temer nas bolsas de estudo de estudantes indígenas e quilombolas, mostraram indignação com o projeto de lei do vereador Osinaldo Souza, que pretende instituir o Programa Escola Sem Partido em Petrolina. O projeto foi aprovado neste mês de junho pela Câmara Municipal e espera sanção do prefeito Miguel Coelho.

“Como o vereador Osinaldo elabora um projeto desse sem dialogar com a educação? Sem realizar um audiência pública? Sem estudantes que serão futuros professores? E ainda fala que o projeto é para neutralizar, pluralizar a escola nas discussões partidárias sendo que o próprio projeto tem partido. Eles tem o viés ideológico deles que é justamente de parar essas discussões. Mas eles não vão nos calar”, afirmou a estudante.

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