Ex-presidente da Queiroz Galvão é preso na 33ª fase da Lava Jato

(Foto: Divulgação PF)

O objeto principal desta fase da operação é a participação da Construtora Queiroz Galvão no chamado “cartel das empreiteiras”. (Foto: Divulgação PF)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (2), a 33ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Resta Um. As equipes estão cumprindo 32 ordens judiciais, sendo 23 mandados de busca e apreensão, dois de prisão preventiva, um de prisão temporária e seis de condução coercitiva. Aproximadamente 150 policiais federais estão cumprindo as determinações judiciais em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco e Minas Gerais.

O objeto principal desta fase da operação é a participação da Construtora Queiroz Galvão no chamado “cartel das empreiteiras”, grupo de empresas que se organizaram com o objetivo de executar obras contratadas pela Petrobrás. Foram presos preventivamente o ex-diretor Othon Zanoide Moraes Filho e o ex-presidente Ildefonso Colares Filho. Os executivos já haviam sido detidos na sétima fase da Lava Jato, em novembro de 2014, mas foram soltos após decisão da Justiça.

As obras investigadas neste momento englobam contratos no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, na Refinaria Abreu e Lima, Refinaria Vale do Paraíba, Refinaria Landulpho Alves e na Refinaria Duque de Caxias. A Construtora Queiroz Galvão possui o terceiro maior volume de contratos investigados no âmbito da Operação Lava Jato. Os executivos da construtora também são investigados pela prática sistemática de pagamentos indevidos a diretores e funcionários da Petrobrás, bem como o repasse de valores a agremiações políticas travestidos de doações oficiais através de operadores.

A investigação ainda abrange a descrição de fatos ocorridos com o objetivo de criar embaraços à comissão parlamentar de inquérito que investigava irregularidades junto a Petrobrás pelo Senado Federal em 2009. Identificou-se indícios concretos do pagamento indevido de valores por executivos da Construtora Queiroz Galvão com o objetivo de dificultar os trabalhos da comissão. São apuradas as práticas de crimes de crimes de corrupção, formação de cartel, associação criminosa e lavagem de dinheiro, dentre outros.

O nome “Resta Um” é uma referência à investigação da última das maiores empresas identificadas como parte integrante da chamada “Regra do Jogo” em que empreiteiras formaram um grande cartel visando burlar as regras de contratação por parte da Petrobrás, em claro prejuízo à estatal.

De acordo com a PF, o nome não remete a um possível encerramento das investigações da Operação Lava Jato que busca alcançar ainda diversos outros fatos criminosos e demais empresas e pessoas participantes de negócios ilícitos junto a estatal.

Os submetidos a mandados de condução coercitiva estão sendo levados às sedes da Polícia Federal nas cidades onde foram localizados para prestar esclarecimentos. Eles serão liberados após serem ouvidos.

Os investigados com prisão cautelar decretada, serão levados à sede da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição das autoridades responsáveis pela investigação. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal prestarão maiores esclarecimentos em uma coletiva de imprensa que será realizada no auditório da PF, em Brasília, às 10h.

Fonte Folha PE

 

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