Fernando Bezerra despede-se da COP-21 defendendo que Brasil amplie energias renováveis e poupe água de reservatórios

11.12.15_COP-21_2

Na despedida da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP-21), o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) reforçou, nesta sexta-feira (11), que as energias renováveis cheguem a 25% da matriz energética brasileira, até o ano de 2030. O presidente da Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas (CMMC) do Congresso Nacional – que cumpre agenda na COP-21, em Paris (França), desde o último dia 4 – acredita que, a partir da ampliação das “energia limpas” na matriz energética, o governo brasileiro não só aumentará a oferta de outros tipos de energia à população – ao mesmo tempo, protegendo o meio ambiente – como também poupará a água dos reservatórios (atualmente, bastante utilizada na produção de energia hidrelétrica) para o abastecimento humano.

“A atuação da CMMC está focada no sentido de privilegiar a ampliação das energias renováveis na nossa matriz energética; principalmente, a eólica, a solar e a de biomassa”, destacou o senador, durante o “Fórum de discussões sobre os resultados da COP-21”, promovido, nesta manhã, pela Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas. Durante o encontro – que reuniu a delegação de parlamentares brasileiros presentes à conferência mundial da ONU – Fernando Bezerra ressaltou que a diminuição do uso da água (armazenada) para a produção de energia hidrelétrica poderá, ainda, contribuir para a solução da crise hídrica enfrentada pelo Brasil; principalmente, no Vale do São Francisco, na Região Nordeste. “O país tem condições de fazer uma complementaridade perfeita entre a hidroeletricidade e as energias renováveis – especialmente, a energia solar – para um maior armazenamento da água dos lagos das usinas hidrelétricas; especialmente, aquelas localizadas na região do Rio São Francisco”, reforçou o presidente da CMMC.

PROTAGONISMO BRASILEIRO – Pela proposta do governo federal apresentada durante a COP-21 – contida na Contribuição Nacionalmente Determinada (iNDC/Brasil) – o percentual de participação das energias renováveis (sem considerar a hidrelétrica) na matriz energética nacional chegará a 23%, em 2030. Na avaliação de Fernando Bezerra Coelho – um dos principais representantes do Congresso Nacional brasileiro na Conferência da ONU – as propostas do Brasil conquistaram protagonismo e o interesse das mais de 190 nações que participaram da COP-21.

Ao elogiar a iNDC/Brasil, o senador analisou: “Foi o país que apresentou a melhor proposta do ponto de vista da redução de emissões (de gases que provocam o efeito estufa)”. “E também é o grande exemplo; sobretudo, na redução do desmatamento da floresta amazônica”, completou Fernando Bezerra, que, também nesta manhã, participou de encontro entre parlamentares brasileiros e alemães.

A proposta central da iNDC/Brasil para a COP-21 é que “o país, até o final deste século, envidará esforços para uma transição a sistemas de energia baseados em fontes renováveis e descarbonização da economia mundial, no contexto do desenvolvimento sustentável e do acesso aos meios financeiros e tecnológicos necessários para tal transição”. Entre as principais metas brasileiras, destacam-se o fim do desmatamento ilegal, o reflorestamento de 12 milhões de hectares de terra, a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e a integração de cinco milhões de hectares, entre lavouras, pastagens e florestas.

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