Fim da recessão deve ocorrer só no início de 2017, dizem analistas

contabilidade-economia-contas-inflacaoO fim da recessão econômica, antes previsto para a segunda metade deste ano, corre o risco de ser adiado. Dados mais fracos do que o esperado sobre a atividade divulgados nas últimas semanas têm levado economistas a rever suas projeções.

A queda verificada na produção industrial e nas vendas do comércio em agosto faz com que muitos já prevejam que a economia pode repetir, no terceiro trimestre deste ano, o tombo observado nos três meses anteriores. Alguns já preveem que há risco de a saída da recessão ficar apenas para 2017.

Apesar disso, fatores como o recuo mais recente da inflação e o provável início do corte da taxa básica de juros pelo Banco Central, previsto para esta quarta-feira (19), deverão impulsionar a economia a partir do ano que vem, preveem analistas.

O número surpreendeu negativamente analistas, que previam uma queda menor. A persistente queda da ocupação de trabalhadores, repetida no trimestre encerrado em agosto, e o encolhimento adicional do crédito comprometeram o desempenho do setor.

Fernando Montero, economista da corretora Tullett Prebon Brasil, concorda que os números recentes decepcionam. Mas diz ver, como contrapartida, uma história mais forte de recuperação a médio prazo, com medidas de controle dos gastos públicos, queda da inflação e corte de juros.

“A primeira votação do teto de gastos do governo nos surpreendeu positivamente e tem potencial importante para elevar a confiança e mostrar um caminho de solução para o fiscal. Se isso tiver continuidade, o médio prazo será melhor”, afirma Mauro Schneider, da consultoria MCM.

O ritmo lento de retomada, diz ele, deve se estender até meados de 2017, quando se espera a volta do emprego.

Fonte Folha de São Paulo

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