Governo de Pernambuco e Organização Pan-Americana de Saúde firmam acordo em prol da saúde da mulher e da criança

O Governador Paulo Câmara Assina termo de cooperação para o desenvolvimento de Americana de Saúde. (Foto: Foto: Heudes Regis/SEI)

Como uma das estratégias para qualificar o modelo de atenção à Saúde em Pernambuco, com foco na redução da mortalidade materna e da incidência de casos de câncer de colo de útero no Estado, o governador Paulo Câmara oficializou, na última sexta-feira (05), um termo de cooperação técnica com a Organização Pan-Americana de Saúde – organismo da Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS). O acordo, cuja duração será de cinco anos, podendo ser prorrogado por mais cinco, prevê metas e ações para a redução da taxa de mortalidade materna e prevenção do câncer de colo de útero. Ao todo, o investimento na estratégia é de R$ 5,5 milhões.

“Quem acompanha a saúde pública no Brasil sabe que os avanços estão cada vez mais difíceis de serem concretizados, pelo momento por que passa o nosso País. Isso faz com que os Estados e municípios tenham que buscar alternativas que garantam atendimento à população. Nesse intuito, esse termo é uma troca de esforços para garantir a prevenção da mortalidade materna e do câncer de colo de útero. Temos que prestar atenção na saúde da mulher por toda a vida dela, e da gestante, que carrega outra vida dentro dela”, afirmou Paulo Câmara.

O governador também destacou a atuação da OPAS/OMS, frisando que o conhecimento da organização ajudará o Estado a atingir as metas almejadas. “Teremos a participação de uma instituição que estuda, conhece e atua nas mais diversas frentes em toda a América. A OPAS conhece as especificidades de cada região e estará conosco para potencializar os serviços e buscar os resultados que garantam redução de indicadores da saúde da mulher e das crianças”, pontuou.

A atuação da OPAS/OMS contará com consultores internacionais e nacionais que apoiarão os processos de transferência de experiências e conhecimentos, e irão capacitar profissionais e gestores pernambucanos em todas as regiões do Estado. O projeto será dividido em três módulos que ocorrerão paralelamente: diagnóstico, intervenção e monitoramento. Ainda este ano, as equipes realizarão o diagnóstico da rede de saúde obstétrica e da demanda e oferta da linha de cuidado da prevenção do câncer de colo de útero no Estado, para aumentar o impacto e a efetividade das intervenções. Também serão realizados encontros mensais com a participação das 20 maiores unidades da rede materno-infantil do Estado para monitoramento da gestão dos leitos em articulação com a Central de Regulação do Parto.

Metas

Com a meta de reduzir a taxa de mortalidade materna para 35 óbitos por cem mil nascidos vivos até 2022, o acordo propõe diversas ações. Entre elas, a capacitação para melhorias em toda a rede de maternidades, com aumento da qualidade e oferta do pré-natal e promoção da vinculação obstétrica, que terá início pela I Macrorregional de Saúde – que engloba a RMR, zonas da Mata Norte e Sul e o Agreste Setentrional – e a IX Geres, que tem sede em Ouricuri, respectivamente; estudo sobre o itinerário das gestantes para qualificar o mapa de vinculação obstétrica; e a capacitação de 2 mil profissionais das redes básicas de saúde sobre planejamento reprodutivo e métodos contraceptivos de longa duração, tendo como meta atingir 2% de dispositivos intrauterinos (DIU) inseridos em mulheres em idade fértil  nos próximos quatro anos.

Já as metas para prevenção ao câncer de colo do útero, doença que vitima em torno de 300 pessoas por ano em Pernambuco são, por meio das intervenções, melhorar os atuais indicadores e atingir, até 2022, cobertura mínima de 80% nos grupos prioritários da vacina contra o HPV; aumentar a cobertura do exame citopatológico nas mulheres na idade preconizada (25 a 64 anos) para 80%; além de garantir a oferta dos serviços de colposcopia (exame que identifica lesões que podem evoluir para o câncer de útero); e o tratamento das lesões precursoras do câncer de colo através da cirurgia de alta frequência (CAF) para todas as mulheres com indicação médica.

Deixe uma resposta