Inaugurados parlatórios e sala de advogados no presídio Edvaldo Gomes

Inauguração de novos parlatórios e sala de advogados no presídio Edvaldo Gomes. Foto: Ascom

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) subseção Petrolina junto com a Caixa de Assistência dos Advogados de Pernambuco (CAAPE) e a direção da Unidade Prisional Dr. Edvaldo Gomes, reconstruíram e inauguraram novos parlatórios e uma sala de espera para os advogados dando privacidade ao atendimento de seu cliente, visando assim oferecer as condições básicas para o exercício profissional do advogado no seu dia-a-dia, podendo ele trabalhar com decência e sem exposição.

Participaram da solenidade o presidente local da OAB, advogado Alexandre Torres, o advogado Joaquim de Alencar Carvalho, representando o presidente da CAAPE Bruno Baptista, o diretor da unidade, Alessandro Barbosa e da representante da defensoria pública Cinthia Palmeira, além de advogados e agentes.

A penitenciária, instalada em Petrolina desde 2002, recebe por dia uma média de 20 profissionais do direito que atendem os reclusos.

De acordo com Alexandre Torres, além de garantir um espaço digno para os advogados, a ação também é manifestação em favor dos direitos humanos. “É com muita satisfação que entregamos esses novos espaços no presídio Dr. Edvaldo Gomes. Não podemos estar alheios ao clamor dos mais humildes. O erro não pode justificar a exclusão. Partindo dessa premissa, sinto-me gratificado em poder contribuir não somente com os colegas que militam nessa área do Direito, mas, sobretudo, para possibilitar àqueles que estão segregados da sociedade uma melhor assistência como assegura a Carta Magna”, ressaltou.

Após a inauguração, a comitiva da OAB visitou as instalações da unidade e conheceu os trabalhos desenvolvidos pelos detentos. “Tenho certeza que essa parceria renderá outros frutos. Quero agradecer a todos que colaboraram com esse projeto”, finalizou Torres.

A estrutura no local não oferecia privacidade para conversas entre advogados e clientes, não tinha refrigeração e a higiene era precária.

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