Juazeiro (BA) agora tem projeto de Natação Inclusiva

O Natação Inclusiva é voltado para pessoas com deficiência física e intelectual. O objetivo é inclui-las  no esporte e acompanhar seu desenvolvimento/Foto:ASCOM

O Natação Inclusiva é voltado para pessoas com deficiência física e intelectual. O objetivo é inclui-las no esporte e acompanhar seu desenvolvimento/Foto:ASCOM

Através de uma parceria entre a prefeitura de Juazeiro, BPC Escola, CRAS, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo (SCFV) e o Centro Educacional Argemiro José da Cruz; a cidade baiana agora conta com o projeto Natação Inclusiva, que vai funcionar no Centro Educacional do Bairro Argemiro, todas às sextas-feiras, a partir das 15h, com aula ministrada pelo professor Natanael Barros. As inscrições podem ser feitas nos CRAS Malhada da Areia e Quidé ou no próprio local da aula.

O Natação Inclusiva é voltado para pessoas com deficiência física e intelectual. O objetivo é inclui-las  no esporte e acompanhar seu desenvolvimento. “Eu tenho deficiência física e vejo esse projeto como um sonho sendo realizado por esses jovens que aqui estão. A expectativa do projeto é que eles tenham uma vida mais saudável e que, através do esporte, sejam a esperança e a experiência de que é possível, de que são capazes, de que uma deficiência não os irá impedir de conquistar seus sonhos”, afirma o coordenador do BPC, Josewilson Batista.

Com oito alunos já inscritos, o professor Natanael Barros demonstra muito entusiasmo. Ele é o presidente da Associação de Atletas Regulares e Paraatletas- APA- em Petrolina. “Me realizo como profissional. Muitas dessas pessoas não têm contato algum com o esporte e nós já estamos pensando alto, já estamos vendo a possibilidade de trabalhar com o alto rendimento, que é levar os atletas às grandes competições”, disse.

A adolescente Fernanda Gomes, de 15 anos, tem deficiência intelectual. Sua mãe, D. Maria Cleonice, assim que ficou sabendo que as aulas de Natação Inclusiva iriam começar, correu para matricular a filha. “Eu sou dona de casa e cuidadora de Nandinha. Minha filha tem retardo mental, mas eu trato ela como uma pessoa normal e invisto no esporte. Ela só não tem a mesma habilidade que os outros. Acho que ela pode se desenvolver melhor física e mentalmente. E através do esporte ela tem melhorado muito, porque ela já faz capoeira. Hoje ela teve um pouco de medo de entrar na piscina, mas o professor foi muito compreensivo e conseguiu fazer Nandinha boiar. Tenho certeza de que vai dar certo”, entusiasma-se dona Maria Cleonice.

Com informações da Assessoria

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