Maranhão é chamado de ‘incapaz’ por sua própria legenda, o PP; oposição recorre ao Conselho de Ética

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A Mesa Diretora da Câmara terá hoje reunião de emergência para discutir a destituição de Waldir Maranhão da presidência interina da Casa.

A decisão de Waldir Maranhão (PP-MA) de anular a sessão que aprovou o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o tornou alvo de ao menos três investidas para ser retirado do cargo. Além da pressão para que renuncie, o deputado sofrerá um processo de cassação do mandato no Conselho de Ética e também deve ser expulso do seu partido, que pedirá para fazer nova indicação para a vaga que ele ocupa na Mesa da Câmara.

O PP define hoje o destino de Maranhão. Um grupo de deputados da legenda ingressou ontem com pedido de expulsão e afastamento da presidência da Câmara, já que a vaga de vice é de indicação do partido.

— Ele é um incapaz e vamos pedir a expulsão dele do partido. Tem que saber como foi essa articulação, que é criminosa. Ele não tem nenhuma capacidade mental para um golpe dessa envergadura. Precisa apurar quem mais está envolvido nesse golpe — afirmou o deputado Júlio Lopes (PP-RJ).
Na noite de ontem, um grupo de deputados de diversos partidos se reuniu para discutir a anulação do ato de Maranhão e para pressionar para por sua renúncia. O deputado Ricardo Izar Júnior (PP-SP), que ocupa a quarta suplência da Mesa Diretora da Câmara, disse que os parlamentares vão buscar um meio para tentar destituir Maranhão da presidência interina da Câmara.

A oposição também entrou ontem com representação contra Maranhão no Conselho de Ética da Casa. O documento assinado por DEM e PSD acusa Maranhão de abuso de autoridade ao anular a votação do impeachment na Câmara.

Os líderes de partidos do chamado “centrão”, como PTB, PSD e PR, e representantes da oposição, entre eles PSDB e SD, começaram a preparar caminho para a escolha do novo presidente da Câmara. Os nomes mais fortes são três aliados de Eduardo Cunha: Rogério Rosso (PSD-DF), Jovair Arantes (PTBGO) e André Moura (PSC-SE).

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