Marchantes pedem que prefeitura construa novo Matadouro antes de fechamento do atual

Matadouro Petrolina

Enquanto a prefeitura não se pronuncia e faz mistérios sobre o que será feito na área do Matadouro Público Municipal (MPM), os marchantes se mobilizam e pedem pelo não fechamento do entreposto comercial que realiza abates diários com a fiscalização de técnicos veterinários do município. No local, são realizados por mês mais de um mil abates de bovinos, 5 mil de caprinos e ovinos e 300 de suínos.

Na manhã da terça-feira (15) a reportagem do blog foi ver de perto o retrato do matadouro e ouviu trabalhadores marchantes. Eles não concordam com a ideia da prefeitura e acreditam que para recuperar as condições estruturais do MPM cabe ao município investir R$ 200 mil reais, “e isso não é muito dinheiro para prefeitura não, o prefeito Julio tem R$ 9 milhões para fazer a festa do São João e a economia da cidade está boa, e o que é R$ 200 mil para reformar o matadouro?”, questionou o marchante Ítalo da Silva.

Na segunda-feira (14) representantes dos marchantes concederam entrevista ao programa Ponte das cidades, da rádio Ponte FM em Petrolina, na oportunidade o presidente da Associação de Feirantes da Areia Branca, Eliezer Lopes de Barros, disse que em uma reunião entre a categoria e o prefeito Julio Lossio (PMDB), o gestor demonstrou interesse em vender o bem público, mas prometeu construir um novo com o dinheiro adquirido,

“Quem é que vai confiar nisso? Primeiramente prefeito, o senhor tem que construir, para depois vender, seu mandato já está no final, não dá mais tempo do senhor construir mais nada, providencie primeiramente uma área para construir um novo abatedouro! Mas antes a gente não pode aceitar essa proposta que ele [o prefeito] tá tendo juntamente com o Ministério Público”, disse.

Ainda de acordo com os marchantes Julio Lossio (PMDB) sugeriu em reunião, contribuir com um subsídio sobre as carnes que serão abatidas em Juazeiro (BA), na prática a prefeitura se propõe em pagar a diferença do valor do abate que em Petrolina é de R$ 9, e em Juazeiro custa R$ 25 reais, “mas, este valor vai ultrapassar o limite do que o município gasta por mês para manter o matadouro, R$ 120 mil reais por mês”, afirmou o marchante Ítalo da Silva.

Por mês, 5 mil bodes são abatidos no matadouro público, nas contas dos marchantes se o serviço for feito em Juazeiro custará aos cofres públicos o valor de R$ 96 mil por mês em subsídios e mais R$ 120 mil reais mensal no valor de R$ 120 mil reais. Isso sem colocar nas contas o subsídio de suínos e ovinos.

Uma nova reunião entre a categoria e o Ministério Público está marcada para acontecer no dia 2 de fevereiro de 2016, data prevista para o fechamento do Matadouro Municipal de Petrolina.

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