Minuta sobre reforma administrativa gera polêmica, mas Osório afirma que processo é conduzido corretamente pelo jurídico

(Foto: Blog Waldiney Passos)

A reforma administrativa na Câmara de Vereadores de Petrolina deve sair do papel em 2019, tanto que na semana passada os edis se reuniram na véspera do feriado do dia 15 para elaborar a comissão responsável pelo tema. Contudo o processo foi alvo de críticas na sessão de ontem (22), quando Ruy Wanderley (PSC) e Maria Elena de Alencar (PRTB) mostraram descontentamento com uma atitude do presidente da Casa Plínio Amorim, executada na quarta-feira (21).

“Quero externar minha tristeza com a Mesa Diretora quando, do entendimento da semana passada que nós discutimos na reunião. No final da reunião que nós tivemos foi definido uma comissão de sete vereadores e no dia de ontem [21/11] eu tomei conhecimento que a Mesa Diretora através do presidente baixou uma portaria com quatro vereadores”, explicou Ruy.

Para o edil causa estranheza a exclusão de alguns membros. “Não estou desqualificando nenhum dos quatro vereadores que foram escolhidos, mas eu acho estranho quando o vereador que mais trabalhou na reforma administrativa [Manoel da Acosap] não faz parte da comissão, quando um ex-presidente Maria Elena não faz parte e quando esse vereador que já foi presidente não faz parte da comissão”, pontuou.

Ala feminina critica decisão

Cristina Costa e Maria Elena foram excluídas do processo (Foto: Blog Waldiney Passos)

Ex-presidente da Câmara, Maria Elena não ficou feliz com a atitude de Osório Siqueira (PSB) por demonstrar “afago” a alguns vereadores e excluir outros.

“Nós temos uma cultura histórica de homens e mulheres sertanejas de ter palavra. Palavra não tem modernismo, não tem evolução técnica que possa demover o ser humano daquilo que ele melhor tem e deve prezar em toda sua vida”, disse.

Gilmar Santos (PT) também entrou na discussão e se mostrou descontente com a ausência de mulheres na comissão. “Eu acho que na construção desse texto, minimamente nós deveríamos ter uma representação feminina e é injusto que essa Casa com 23 vereadores e, ao menos no caráter consultivo, não tenha uma mulher, assim como a presença do vereador Manoel da Acosap”, pontuou o petista.

Secretário abre mão da comissão

Segundo cargo mais importante na Mesa Diretora, Manoel da Acosap é secretário e se empenhou pesquisando, elaborando uma minuta sobre a reforma e oficializou seu afastamento do processo: “Eu estou abrindo mão de fazer parte dessa comissão, pra mim foi uma falta de consideração, eu como primeiro secretário trabalhar mês e mês nos bastidores e no momento propício apresentar o projeto aos vereadores dessa Casa”, desabafou.

Setor jurídico conduz processo, alega presidente

Presidente da Câmara, Osório explicou a situação aos colegas de bancada. “Está dentro da lei e tudo que a gente fez foi bem claro: a gente colocou os vereadores, ninguém pagou nada. No final a gente se entendeu e resolveu, tudo que foi decidido vai ser cumprido. Foi decidido pela maioria a questão da estrutura, o organograma da casa. Em relação à comissão, foi com o jurídico da Casa e teve essa mudança”, destacou.

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