Morte de Fidel Castro divide cubanos e gera incerteza política para o futuro de Cuba

fidel-castro-600O anúncio da morte do líder Fidel Castro gerou homenagens e lamentações e, de outro lado, comemorações e esperança.

A morte de Fidel deixa a esquerda latino-americana órfã de sua principal referência, apesar de ele ter deixado o poder em julho de 2006, depois que uma doença intestinal o obrigou a ceder o comando de Cuba a Raúl. Detalhes sobre sua saúde nunca foram revelados.

Em Cuba, o governo cubano declarou nove dias de luto e anunciou que as homenagens começarão na próxima segunda-feira com uma cerimônia em que os cubanos poderão se despedir de Fidel. As honrarias incluem um comício na Praça da Revolução e terminarão com o envio de suas cinzas para Santiago de Cuba para descanso.

Se é considerado lenda para uns, para outros ele é um ditador implacável. Em Miami, onde vivem milhares oposicionistas exilados do governo comunista da ilha, uma multidão comemorou com bandeiras cubanas, dançou, bateu em panelas e soou buzinas de carros.

Entre os líderes mundiais também houve reações de diferentes tons. O presidente americano Barack Obama disse que “a história vai registrar e julgar” o impacto de Castro, mas que eles “trabalharam duro” para deixar o passado para trás. O presidente eleito Donald Trump classificou o líder cubano como um “ditador brutal que oprimiu seu próprio povo por quase seis décadas” e que deixa um “legado de pelotões de fuzilamento, roubo, inimaginável sofrimento, pobreza e negação de direitos humanos básicos”.

Fonte G1

Um Comentário

  • Machado Freire

    27 de novembro de 2016 at 14:35

    Um país sem liberdade não pode ser comparado nem a uma pocilga.

    +Por Machado Freire

    Eu não queria falar de Fidel Castro – nem contra nem a favor do político, do ser humano e muito menos do ditador.

    Acho que muita gente –deles que têm até obrigação se de explicar porque “amavam Fidel” e outros, porque “detestavam” o líder cubano.

    Não me coloco em nenhuma dessas situações, mas também não fico em cima do muro. Posso até já ter votado nulo ou em branco, mas a minha posição política e ideológica, jamais foi omitida !

    Com origem sertaneja, sou da época em que na minha juventude –logo na segunda adolescência, apesar das limitações que tínhamos na comunicação (era o rádio, o cinema e aqui, acolá, um jornalzinho) havia motivos para cada um acompanhar a mesmice do coronelismo (com tendência udenista-patriarcal ), ou optar pelo lado contrário, como esquerda consciente.

    Sempre aparecia uma ou outra “alma perdida” que vinha da capital e nos estimulava a fazer uma opção política. E o ápice foi a ditadura de 64, que “separou o joio do tribo”, com as conseqüências que a história nos reserva.

    Então, por que negar ou omitir que as lideranças dos Estados Unidos, União Soviética e Cuba não nos influenciaram politicamente? Só os indiferentes (e são poucos) não provaram desse “mingau delicioso”, jamais esquecido!

    Não interessa detalhar que fulano ou beltrano era assim ou assado; ligado ao imperialismo ianque ou à esquerda soviética ou cubana. Todos temos o livre arbítrio e, mesmo debaixo do cacete, haveremos de levar nossos princípios e tendências para sepultura. Os covardes têm outra pção/ convicção !

    Para me situar mais ou menos neste fato de hoje-que o mundo inteiro acompanhou –elogiando ou criticando, não posso deixar de emitir a minha modesta avaliação.

    Fidel Castro foi um grande líder que exerceu um papel espetacular, juntamente com Guevara, no momento em que derrubou a ditadura de Batista e passou a organizar o povo cubano. Mas transformou-se em ditador sanguinário (negando suas mais importantes promessas ao povo cubano e do mundo), na medida em que passou a ter a Ilha como uma propriedade privada e a praticar todas as crueldades que tiveram origem no desgovernos dos seus principais adversários do passado.

    Ninguém é dono do destino de ninguém. O ser humano não pode –em nenhuma hipótese, ser tratado como propriedade privada, seja lá de quem for.

    Um país sem liberdade não pode ser comparado nem a uma pocilga.

    +Machado Freire é editor do Jornal Folha do Sertão

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